Luara Sanchez
Ficamos nos encarando por um bom tempo, até que ele desviou os olhos e chamou alguém, um homem parou ao seu lado e logo ele saiu da barra do camarote e eu ? Segui minha vida, virei para os meus amigos e comecei a dançar com eles.
Passou se um tempo e um rapaz lindo veio dançando atrás de mim, logo me fiz a desentendida e sai de perto, eu vim curtir e não arrumar macho. Sinto alguém puxando meu braço olho para o dito cujo e vejo ser o mesmo homem que o Deus grego chamou.
- Pois não?
- Você foi convidada a subir para o camarote.
- Se você não percebeu, estou acompanhada com os meus amigos, não posso simplesmente subir e deixar eles aqui.
- Podem subir com a senhorita também.
- Nesse caso .... - Me virei para os meus amigos - Pessoal, fomos convidados a subir para o camarote.
- É disso que eu estou falandooooo. - Sol grita
Seguimos o rapaz até o camarote e ficamos lá, em todos os momentos eu sentia olhos em mim, mas eu não olhava para onde vinha os olhares, eu sabia de quem era. Se ele me chamou para cá e não veio falar comigo o problema é todo dele, eu que não vou chegar lá e ir falar alguma coisa. Eu e Amanda fomos no bar e pegamos um copo de gin de morango.
Eu só sei que o negócio era muito bom, e eu não fiquei em apenas 1 copo, acho que bebi uns 4 quando comecei a sentir meu corpo todo pegando fogo, era como se tivesse uma corrente elétrica passando por todo o meu corpo, eu sentia uma alegria que ué não tinha fim ...
- Vamos dançar amiga! - Sophia fala já me puxando para o meio do camarote.
Eu nem se quer me importei, comecei a dançar até o chão no ritmo da música, uma hora tocava funk, outra hora eletrônica, teve até também uns sertanejos sem ser de melação. Eu não sei o que foi que passou na minha cabeça, mas vi uma mesa de madeira no meio do lugar e subi em cima e ali comecei a dançar, logo uma roda de homens se formou em minha volta, eu via os olhos do homem me encarando e eu apenas sorria para ele.
Enquanto dançava me perdi completamente em meus pensamentos admirando aquele Deus grego, ele era simplesmente perfeito. Pele morena, cabelos escuros, musculoso, seu olhos pareciam ser na cor de castanho claro literalmente um pedaço e m*l caminho, uma perdição. Saio dos meus pensamentos quando sinto um beijo em minha boca, quando dei por mim estava beijando o Adriano antes mesmo deu separar o beijo sinto alguém me puxando para fora da mesa, olho e vejo ser ele.
- Você tá ficando louco? Quem você acha que é para puxar ela assim? - Adriano fala
- O dono do camarote.
- f**a-se! Ela é alguma coisa sua por um acaso?!
O cara para de dar ouvidos ao Adriano e sai comigo dali de perto, em nenhum momento ele me olha, apenas vai seguindo um caminho escuro.
- Você tá me machucando. Me solta - Me remexo tentando me soltar mais é em vão.
- Me solta, eu nem te conheço. Eu vou gritar por socorro.
- Grita. Quero ver quem vai se escutar. - Ele me prensou na parede e disse olhando nos meus olhos.
- Você tem algum problema mental? Com qual direito você me arrasta assim sem o meu consentimento?
- Eu te olhei a noite inteira, eu vi o seu desejo por mim nos seus olhos.
- Você tá muito enganado, agora deixa eu ir porque meus amigos estão me esperando. - Empurro ele e saio andando rápido dali seguindo o caminho que ele fez comigo.
Assim que encontro o camarote novamente meus amigos estão olhando preocupados.
- Vamos embora, essa noite já deu pra mim.
- O que ele fez com você? - Adriano vem pro meu lado.
- Eu quero saber qual é o seu problema em me beijar assim do nada. Nunca te dei essas confianças Adriano. - Falo e saio andando em direção a saída do camarote e logo a da boate.
Decido ir pra casa sozinha mesmo, estou p**a da vida que por causa do Adriano eu deixei de curti mais a minha noite. Se não fosse aquele maldito beijo eu ainda estaria lá dentro bebendo e dançando horrores.