Capítulo 6

842 Words
Gustavo  Seguimos para a boate eu ainda estava pensando em Ana, em como tudo que aconteceu, seus olhos assustados em minha direção eu sei que realmente tinha sido um babaca com ela, mas pensei de ela ter me perdoado de alguma forma, mas que p***a que eu estou pensando? Ainda via ódio em seus olhos. O tempo todo que estávamos dentro do carro seguimos em silêncio, apenas comentávamos algumas amenidades. Chegamos à boate que era bem escondida via—se que apenas era frequentada pela alta sociedade de NY. Logo entramos e Richard cumprimenta várias pessoas, vejo a casa lotada, todos alucinados dançando, algumas mulheres dançavam em cima de mesas com postes de pole dance as luzes coloridas piscavam sincronizadas com a música. Mas acima disso tudo, minha mente gritava por respostas, por que Richard estava tão vidrado em Ana daquele jeito? Aperto meus punhos e encosto no balcão. Meu sócio pede duas bebidas, a mulher do balcão se debruça com seu decote quase passando os p****s na cara de Richard que tinha a cara de estar adorando aquilo, eu não posso negar que se fossem uns anos antes eu também estaria, mas não agora. A mulher olha com malícia para nós dois. Limpo a garganta e meu sócio se vira para mim. —Então meu sócio—ele diz sorrindo—É ou não é uma ótima boate? —ele diz levantando a seu copo em minha direção. Assinto levantando meu copo de leve. —É muito boa mesmo, vejo que tem até uma área privativa—digo—É um bom negócio. —Invisto aqui alguns tostões por mês, mas ainda sim prefiro minha empresa. Gosto de mulheres e diversão, mas misturar isso não dá certo—ele diz. Aceno com a cabeça e olho em volta pensando em puxar assunto com ele sem dar na cara que estava interessado na Ana. —Então, você estava vidrado lá no restaurante—digo tentando parecer desinteressado. —p***a cara! Aquela mulher que estava na mesa atrás de nós, ela começou a trabalhar na minha empresa, eu a achei muito gostosa com todas aquelas curvas—ele faz o contorno imaginário com as mãos no ar, eu fico paralisado e engasgo com a minha bebida. —c*****o! Que merda é essa? —Richard grita gargalhando e batendo nas minhas costas. —Tá gagá? Se engasgando sozinho?!—e continua rindo da minha cara e eu tento entrar na brincadeira, mas é visível meu desconforto, ele volta a falar. —Falando sério agora Men, quando conheci Ana achei que ela seria mais uma, que conseguiria levar ela fácil para minha cama, mas vi naquela mulher uma força que não tinha visto antes entende? —ele diz me olhando sério É isso mesmo! Ela não era qualquer uma! Nunca seria, naqueles olhos tímidos eu encontrei a força que eu não tinha para enfrentar as minhas merdas e nas suas covinhas e curvas, a minha perdição. —Mas pena que ela é comprometida, e eu não me envolvo com mulher casada—ele me olha lamentando e eu apenas levanto minhas sobrancelhas e tomo meu copo de whisky todo. —Bom Richard, sei que acabei de chegar, mas tenho que ir agora, pois minha mulher me espera no hotel—minto, e ele lamenta, mas se despede e eu sigo pelas ruas de Nova York sem rumo. Paro em um bar qualquer e compro uma garrafa de vodca, a amiga dos corações quebrados. Rio sozinho da minha asneira acabo entrando no Central Park me sinto meio zonzo, mas não ligo. O que poderia me acontecer? Alguém realmente se importaria se eu apenas sumisse? Pensamentos ruins sondam a minha cabeça, me sinto aquele i****a do internato novamente. Sentei—me à beira de uma ponte, olho o rio passando lá embaixo, minha cabeça está girando... Será que um dia eu teria uma família? Filhos? Não queria ter isso com mais ninguém. Passei a pensar no pouco tempo que estive com Ana e como era eu mesmo com ela, mesmo assim eu consegui estragar tudo. Ajeitei—me na ponte, eu não me jogaria dali, apesar de ter vontade de sumir. Eu não tinha coragem. Fecho meus olhos por um segundo e penso na doce voz da minha mãe. Suspiro tentando deixar todas as merdas da minha cabeça para trás. Tento me levantar, mas me desequilibro e quando acho que vou cair sinto um braço me puxando na direção oposta. —Hey jovem, cuidado! Olho para o lado e encontro um homem de terno e gravata. —Qual é cara? Me deixa—digo cambaleando e ele continua atrás de mim, me encosto—me a uma árvore com as pernas juntas e abaixo minha cabeça. —Você não está nada bem rapaz! —ele diz sentando-se ao meu lado e me dá um sorriso que não retribuo. Poderia até ser grosso com ele, mas estou muito bêbado pra isso. O que faço é despejar tudo o que estava dentro da minha cabeça para um completo estranho.
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