Capítulo 7

1743 Words
Alex foi surpreendido pelo Capitão ao acordar e ver o tio sentado à beira de sua cama com uma xícara de café na mão. Ele achou estranho, pois era muita animação para aquela hora da manhã. — Cabron, tem um convite para você e para o b***a suja, quarta-feira na casa do Senador. Ele está de volta à ativa, dizem que participou de um evento dos bons em Londres. Espero que tenha aprendido alguma coisa. De quem você está falando, Capitão? — perguntou sonolento. — O dono do Babylon. Pensei que você tinha gostado do clube! — Ah, claro que foi bom, tio, mas nunca me lembro dos nomes, sabe como é. — Meu menino, você me enche de orgulho — o velho bateu na perna de Alex sorridente. — Família fodida, eu digo que sou viciado em sexo e você bate nas minhas costas como se eu te entregasse uma estrela de bom aluno de Oxford. — Você já me deu diplomas demais, filho, de Oxford, da Universidade de Madrid, e daquela na Suíça, mas acredito que nenhuma delas fez os seus olhos brilharem mais do que a primeira vez que foi a um clube de sexo, sobrinho — acrescentou, deixando o quarto com sua risada única. Alex não discutiu, não poderia argumentar com ele. Afinal o capitão tinha um pouco de razão. *** O GPS indicava que o local estava próximo e ao se deparar com a enorme mansão cercada de área verde e com grandes portões de ferro, Yago se sentiu e******o. Parecia ser um evento muito exclusivo e ele esperava encontrar pessoas experientes. Eles não tinham paciência para novatos nesse meio. Eles eram bons no que faziam e não tinham nenhuma necessidade de serem modestos, até porque a música soante no corpo das mulheres que tinham o prazer de serem tocadas por suas mãos habilidosas era o suficiente para causar inveja em qualquer pessoa que os assistissem nesses eventos. Yago vestiu sua máscara veneziana prata, com filigranas em ouro n***o. Alex trazia a sua máscara preta com pequenas ranhuras pintadas em dourado. A barba curta esculpia o rosto deles e se destacava sob a meia máscara em seus rostos. Eles apreciavam o uso da máscara na grande sala, que era onde todos os convidados tinham um tempo para se descontrair e observar o ambiente. Como todos ali estavam em busca do prazer, dado ou recebido, aos convidados era de praxe estar seminus, uma pequena sunga para os homens e para as mulheres, minúsculas calcinhas ou fio dental. — Vai chover hoje, Zeus está furioso! — disse ao segurança e ele acenou abrindo o portão. Os dois seguiram até a entrada onde passaram por um detector de metais e foram guiados até a primeira porta onde disseram a segunda senha. — O Senador está em casa? — perguntou a um segurança com uma máscara que cobria todo o seu rosto e que abriu-lhes a porta. Eles foram levados à câmara de vestir, ou melhor, de despir. Celulares, câmeras, iPads e qualquer equipamento que faça fotos e vídeos ficam de fora — ou melhor, em armários seguros. Tudo para preservar a privacidade dos frequentadores. Em seguida foram levados para a próxima sala onde foram devidamente identificados com o codinome que usariam pelo resto da noite. — Eros e Himerus? — sorriu a mulher ao registrar os nomes deles. — Não poderia pensar em nada mais apropriado, os filhos gêmeos da deusa Afrodite. Então Himerus, você faz jus ao nome do deus? — Só de observar você lambendo os lábios e torcendo as pernas para controlar o formigamento aí embaixo, acredito já ser a sua resposta, mas me diga você, bela. Será que sou digno de levar o nome do deus do desejo s****l? — Alex perguntou tocando os lábios dela com o polegar. Ela teria respondido se pudesse encontrar as palavras, mas evitou abrir a boca, pois temia que o único som a sair dela seriam gemidos indecorosos. Os dois riram daquele jeito "molha-calcinha" que só eles tinham e acenaram para ela ao sair da sala. A casa que provavelmente tinha dois ou três séculos de construção, lembrava as grandes mansões portuguesas. O pé direito alto e as imponentes colunas davam um ar imperial ao recinto. Yago não resistiu em levar um tempo observando os detalhes bem projetados e as molduras artisticamente esculpidas no teto. Notou também o papel de parede muito bem conservado. — Você veio aqui para ter muito sexo ou para conseguir um cliente, i****a? — Alex bateu na cabeça de Yago trazendo-o de volta. — Sou um apreciador de belas artes, meu irmão. Apenas um homem de muito bom gosto. — Muitas palavras e pouca ação, cabron — Alex riu e entraram juntos pelas enormes portas de madeira que foram abertas por mulheres nuas mascaradas. O grande salão era um ambiente que fazia jus ao nome, em tons de vermelho e dourado com luzes negras por todo o ambiente. Havia algumas poltronas e divãs espalhados, poltronas e sofás giratórios para facilitar a interação entre os convidados e também sofás largos em um canto da sala. Um belíssimo bar artisticamente aparelhado, tudo pensado para estimular o prazer e conforto de homens e mulheres que gastavam uma pequena fortuna para estarem ali. Como sempre, havia mais mulheres do que homens, pois além das convidadas, era comum a casa ter algumas mulheres a seu serviço. Elas eram identificadas pelas máscaras que cobriam todo o rosto e todas do mesmo modelo, enquanto os convidados, em sua maioria, davam preferência aos modelos venezianos. De costas para o grande palco, coberto por uma pesada cortina n***a, Alex e Yago eram quase celebridades. A beleza deles era estonteante e mesmo os homens não podiam deixar de admirá-los. Quando a luz vermelha se acendeu, era o sinal de que todos já haviam chegado e estavam livres para fazer o que desejassem, desde que fosse com consentimento mútuo. Alex e Yago observavam duas mulheres em uma chaise long. Elas se tocavam de forma sensual. Os olhos delas estavam presos neles, como se fossem os únicos no ambiente. Yago fez um sinal para elas, que indicava a sala dos espelhos, então em algum momento da noite as duas estariam com eles. Elas tocaram a mão uma da outra em comemoração. Yago seguiu com os olhos desde os pés o corpo de uma bela mulher sentada no bar. Ele tocou o braço de Alex que estava distraído com as moças da chaise long. Quando o irmão percebeu quem tinha a atenção de Yago, sorriu sedutor e juntos caminharam até ela. — É sempre um prazer revê-la, minha querida — Alex tocou o dragão fêmea tatuado na lateral do corpo da mulher. — Meus filhos, sinto que não posso deixar de cometer o pecado incesto com vocês — disse uma voz conhecida embaixo de uma máscara de Afrodite. — Acho que os deuses estão acima dessas convenções humanas, ó grande e sexy deusa. A mulher riu jogando a cabeça para trás e se aproximou deles enchendo as duas mãos no m****o deles. Alex riu e balançou o quadril em sua direção, dando total acesso à ousada investida dela. Yago puxou o bico dos s***s dela entre os dedos e torceu forte, como ele sabia que ela gostava. — Mmmmm! Vejo vocês mais tarde, meus amores — ela lambeu um e depois o outro dedo e saiu rebolando aquela b***a gostosa brasileira. — Estamos ansiosos — respondeu Yago. Eles não eram adeptos à ideia de ser sub em uma relação, mas Afrodite tinha um fetiche nos dois. Eles já tinham encontrado ela em outros clubes pelo mundo e os dois se lembravam com muito t***o das habilidades de dominadora dela. É claro que ela foi sub deles algumas vezes e não se importavam nem um pouco de repetir qualquer uma das opções. Quando as luzes do salão diminuíram, a grande cortina do palco se abriu e ouviu-se um som metódico e vibrante do violoncelo. Alex tocava guitarra, mas aprendeu a tocar violino para agradar a mãe. Yago tocava piano, mas era mais fã de ouvir do que de tocar. Mas os dois foram criados indo a concertos e sarais de música clássica e, portanto, tinham um bom ouvido para esse tipo de música. Nenhum dos dois conhecia a música anunciada, mas a letra era sensual, combinando com o momento, e pela reação da plateia, parecia ser um grande clássico da música brasileira. — Avassaladora! — Yago fez uma nota mental para descobrir quem era o compositor. — E o macho se solta, se larga, se acaba na mão da rainha com todo prazer. — sugestivo, pensou Yago. Eles olhavam os músicos todos de máscaras e totalmente à vontade com o ambiente, exceto a violoncelista, que saiu correndo do palco como se tivesse visto um ser maligno. Foi inevitável o riso de todos e as cortinas se fecharam rapidamente. Quando a música recomeçou, eles pensaram que a moça estava de olhos fechados, pois o instrumento soou belíssimo em suas mãos. Na terceira música ela parecia estar em seu mundo, seu corpo balançava junto com as notas que saiam do instrumento. Yago percebeu que não estava ouvindo nada além dela. Ela parecia nervosa em um minuto e depois seu corpo parecia relaxar. Provavelmente ela não resistia ao que ele chamou de curiosidade e abria os olhos, ou erguia a cabeça. Todos os músicos usavam preto, exceto as três mulheres que vestiam vermelho. Yago percebeu que os fios do cabelo que escapavam por trás da máscara da mulher atrás do violoncelo também pareciam vermelhos sob a luz do palco que ocasionalmente refletia sobre ela. Foi quando uma bela mulher com uma máscara francesa, com direito a um exagero de penas, se sentou ao lado deles. Alex começou a tocá-la e Yago percebeu que ele estava provocando a pobre musicista que já devia estar vermelha embaixo daquela máscara. Ele riu e não resistiu em entrar no jogo. Não havia muito que se pudesse fazer ali, mas ninguém perdia tempo quando o assunto era sarração e promessas ao que viria depois. Quando a luz verde do Darkroom foi aberta, Alex e Yago acenaram para o palco. A intensão foi cumprimentar a jovem violoncelista apavorada, mas não deram a mínima para quem mais o recebeu. Darkroom, como o nome sugere, era um ambiente totalmente na penumbra e os presentes se guiam por estímulos auditivos e transam com mais privacidade. Eles estavam no jogo.
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