Capítulo 6

1645 Words
Yago D‘Alba era o homem mais insuportavelmente perfeccionista quando se tratava de seu trabalho. Era minucioso extremamente fiel a cada detalhe. Esse fato arespeito de sua personalidade às vezes dificultava a convivência com as pessoas que trabalhavam para ele. Por isso, era comum que ele sempre tivesse a sua própria equipe ao seu lado sempre. — Existe uma razão para você estar aqui e não em Madri, Carajo hombre. Eu não quero saber como vai resolver isso, mas quero o material que pedi com a qualidade que eu exijo. Se não puder fazer, volte para a Espanha e fique por lá — gritou com o seu assessor. Todos ao redor tremeram diante da sua explosão. — Já disse que não preciso de chupamedias. Quero trabalhadores qualificados e você me garantiu que os tinha. Agora se responsabilize pelos erros deles ou será demitido junto com eles. — Ei, irmão, acho que você anda precisando de um tempo — Alex se apressou em acalmar o gêmeo irado, antes que precisasse trocar todo o pessoal da linha. — Há quanto tempo você não transa Yago? — Desculpe senhor. Vou resolver tudo. Com licença — disse o homem saindo tão rápido quanto pode, não querendo participar da conversa dos dois. — Vá se f***r, Alex. Não tenho tempo para as suas merdas, eu tenho um trabalho a fazer. — Calma aí, irmãozinho! Só quero te chamar para uma pausa. Já está tarde e você não saiu daqui o dia todo — Alex ergueu as mãos em defesa e só então Yago olhou para o relógio e então para a janela e percebeu que já era noite. — c*****o, eu preciso de uma pausa e de uma ou duas bebidas — disse Yago. — E talvez uma ou duas mulheres — completou Alex, dando voz aos desejos do irmão. Yago apenas sorriu e bateu no ombro do irmão, sorrindo da mesma forma que o seu gêmeo fazia quando um completava o pensamento do outro. O Porão Bar e Pub era um espaço aconchegante e elegante, bem frequentado na noite santista. Era o ponto de encontro de empresários e amigos para uma happy hour. Alex vestia jeans e camisa polo e um blazer de couro, enquanto Yago, como sempre, se vestia um pouco mais formal, com calça social preta e camisa rosa com alguns botões abertos e mangas dobradas até os cotovelos. Qualquer mulher diria que eles estavam no mínimo comestíveis. Alex pediu seu whisky puro e Yago tomou o seu com gelo. A semelhança entre os dois chocava homens e mulheres por onde passavam e eram naturalmente atraentes. A mulher atrás do balcão se perdia entre os pedidos dos outros clientes, enquanto se derretia em floreios para chamar a atenção deles. A Barwoman possuía uma beleza impossível de ser ignorada e o top preto que usava mostrava seu corpo bem definido por possíveis horas de malhação. — O que me diz, irmão, será que ela tem força no braço? — perguntou Alex ao irmão, mas direcionando o seu sorriso "eu-e-você- ali-atrás-agora" para ela. — Ela está trabalhando, seu i*****l! Controle-se! — Yago respondeu, mas sabia que o irmão tinha aceitado o desafio e após mais algumas bebidas Yago foi deixado sozinho no bar. Yago sorriu, respondendo aos risinhos sedutores e cabelos torcidos entre os dedos, era tão previsível que ele achava enfadonho. Nenhuma mulher jamais chamaria a atenção dele assim. Para Yago, a mulher teria que oferecer mais do que apenas seu corpo; ele saía para descontrair, conversar e se rolasse sexo, que fosse perfeito. Às vezes, ele queria ser um pouco mais parecido com seu gêmeo. Alex jamais olharia para uma mulher duas vezes se não estivesse com intenção de tê-la embaixo dele. Como ele mesmo dizia, ele só se relacionava com elas na horizontal ou em qualquer posição que terminasse em sexo quente e duro. Yago podia ser até mais sutil e ser adepto à arte da conquista, mas não se engane. Quando o assunto era sexo, Yago era tão exigente quanto o irmão e não fazia "papai e mamãe". Ele jamais era pego na hora do sexo, jamais contido e com certeza não fazia sexo, ele fodia e fodia no melhor sentido da palavra. Yago a viu pelo canto do olho quando ela virou seu Whisky puro e pediu outro ao garçom. Ele sorriu, ela parecia ser a única mulher que não estava ali à procura de algo ou alguém. — Boa escolha, mas pode derrubar um homem se não tiver algum controle. — Então não beba muito, não quero ter que te carregar até o táxi. — Eu estava contando que você pudesse ser mais forte do que eu e quem sabe talvez nos levar para casa — Yago abriu o seu sorriso encantador. — Então gringo, essas cantadas funcionam no seu país? — Na verdade, não, mas um homem pode ter esperanças — ele deu um sorriso tímido que não combinava em nada com a masculinidade que ele exalava. Ela o encarou e quando sorriu de volta, Yago esticou a mão e pegou a dela nas suas. Ele beijou demoradamente os nós dos dedos e ela estremeceu de leve. Talvez outro homem não tivesse sequer percebido, mas ele leu as reações do corpo dela, tão claro quanto um livro. — Yago D ‗Alba. Dá-me o prazer da sua companhia, senhorita? — Meu nome é Sílvia. Você é diferente de todos os homens que já conheci, e não sei ainda se devo confiar em você. — Não deve. Minhas intenções podem ser prazerosas, mas acredite, não são nada inocentes. Ela riu e não fez nenhuma objeção ao sair de lá com ele em direção ao apartamento dela. Que Sílvia esperava ter uma noite de sexo intenso com aquele homem, ela não tinha dúvida, mas não esperava descobrir que seu corpo podia ser tão flexível e que pudesse sentir tanto prazer onde antes só conhecia desconforto. Ela soube, no momento em que saiu com ele do bar, que Yago D‘Alba não era homem de meias-palavras. Ele não era do tipo que fazia amor, ou sexo no sentido bíblico da palavra. Ela esperava ser fodida de forma intensa e inesquecível e teve certeza do que a esperava quando ele a fez gozar só com os dedos enquanto ainda estavam a caminho. Depois, erguendo-a em seus braços como se ela não pesasse nada, ele a fodeu contra as paredes do elevador. Yago dava ordens e o corpo dela obedecia; ele dizia "goza" e ela simplesmente entrava em combustão. Eles não usaram a cama, nem sequer entraram no quarto dela. E ela não queria, não se importava nem um pouco. As paredes, a mesa da cozinha, o sofá da sala, o chuveiro... Quando ele afastou a mesa de centro e colocou uma almofada no chão, ela inconscientemente contraiu o esfíncter "p***a, eu estou literalmente fodida agora" — pensou. Ela o olhou para baixo, seu p*u já estava duro e ereto. Ela jamais se esqueceria do que viria a seguir e o desejo a impulsionava. Definitivamente, ele não era uma pessoa normal. — Deite-se sobre a almofada com seu estômago para baixo e mantenha as suas mãos juntas ao seu corpo — ordenou e ela obedeceu ofegante. Yago passou o braço forte por baixo dela imobilizando seus dois braços. Ele guiou seu m****o duro por sua entrada, esfregando, prometendo, mas sem entregar. Ela esperava dor, devido ao tamanho e à circunferência daquele pênis aveludado, no entanto, ele não entrou, não a fodeu como ela esperava. Ele ficou por ali tocando, beijando seu pescoço e suas costas, sussurrando em seu ouvido o quanto estava duro por ela. Ela estava em seu limite, ela já estava se desfazendo só com a expectativa de ser fodida por trás em uma posição que a deixava completamente à mercê dele. Ela queria gritar, bater nele, prometer amor eterno ou qualquer coisa que a tirasse daquela tortura. Quanto mais ela gemia e forçava o quadril para trás procurando contato, buscando qualquer fricção que seria mais do que bem vinda, mais ele a provocava. Ele trocou o p*u pelos dedos, primeiro no c******s, depois pelos lábios lisos e então em seu buraquinho apertado. — Por favor, por favor, p***a, não me torture mais! — ela gritou. — Me fode, c*****o! — Que boca suja! Acredito que devo ocupar essa sua boca com meu p*u, assim não dirá mais tantas palavras feias — ele riu e voltou a provocar com mais intensidade. E quando ela ergueu o quadril em mais uma tentativa de receber algo dele, Yago estocou forte, arrancando-lhe um gemido manhoso. Sua mão imobilizava os braços, exercendo um pouco mais de força sobre ela e com a outra mão segurava firme, mas sem aperto, o pescoço esguio da mulher. Ela estava imóvel, ele tinha todo o controle. Ela já estava desfeita após vários orgasmos e ele já estava por um fio, então quando ela começou a gritar que iria gozar de novo, as palavras vieram com uma chuva de expressões obscenas, que na boca dela pareceu sexy. Ele se forçou a se segurar, mas perdeu a batalha quando ela espremeu o p*u dele dentro das paredes lisas de sua b****a; e ele rosnou enchendo o preservativo ainda dentro dela. A manhã seguinte era sempre mais difícil para Yago do que Alex. Quando os dois estavam juntos, Alex apenas o arrastava para fora, mas sozinho, era difícil não aceitar números de telefone mesmo que ele jamais fosse ligar de volta. — Não se preocupe, gato, eu não vou me desfazer em lágrimas. Eu tive o melhor sexo da minha vida e isso já me basta — Sílvia respondeu, enquanto o levava até a porta enrolada no lençol. — Adeus, Sílvia, você foi perfeita — essas foram às últimas palavras dele para ela e também a última vez que ela o viu.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD