XXXVI. InConstante

2236 Words

À noite, acordei como quem tem uma noite daquelas e ainda acorda sobre efeito do que bebera. Uma moça parecida com a finada estava numa cadeira de frente para a cama. Ela tinha cabelos escuros e olhar forte. Olhei ao redor e Fate estava próxima, tomando anotações. A finada já não estava na cama. — Posso beber água? — pedi, sentando. — Claro… é bom que reabastece! Sua moça chegou… — Fate disse, sem tirar os olhos do que fazia. — Outra!? — Quando pensou que a outra viria? — Não aguento mais, Fate! — reclamei, em negativa. — Aguenta… sei que aguenta… não seja malcriado. Tome sua água e a moça já está pronta. Até tomamos um vinho! — Riu Fate. Suspirei, passando a mão na cabeça. Ela estava, definitivamente, tentando me matar — ou, ao menos, foi o que concluí naquele momento. A dor q

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