LXI. Reverente

1909 Words

Despertei sobre uma cama muito mais confortável do que jamais experimentara. Um mosquiteiro preto cobria a cama. Minha cabeça doía, presumi que um longo sono estivesse associado a dor. Deixei a cama e o aposento onde eu estava era grande, os traços góticos eram fortes e cores escuras imperavam; mesmo o nível da luz era bem baixo, confortável para os olhos. Havia um terno para mim, pendurado em um cabide na porta do grande armário do cômodo. Era um belo corte, fios nobres. Antes de tentar aventurar-me fora do quarto, atestei qual das duas portas era a do banheiro e entrei para tomar meu banho. A banheira era vermelha como sangue e no banheiro, atipicamente, branco e vermelho imperavam. Mesmo a chama no castiçal, queimava como o vermelho da banheira. A chama não dançava com o vento deixa

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