Vitor estacionou o carro na estrada, era possível ouvirmos o som do mar, dada a silenciosa noite. — Seus olhos não são como o dela… — falei, antes de sairmos. — Não a sirvo necessariamente. Meu Patriarca é seu irmão. — Ele disse, rindo. — Você é bastante curioso, não!? — Perdão, já notei antes, mas lembrei-me somente agora! Então seu patriarca é a parcela faminta por sangue? — Digamos que sim… Vamos? Daqui precisamos caminhar… Assenti e o acompanhei. — Não terá problemas!? — perguntei, retórico, um pouco preocupado. — Você ainda trabalha com eles… — Não se preocupe. Na prática, sirvo a uma força de elite no corpo de fuzileiros navais. Tenho certa liberdade. Logo, transferi-me para acompanhá-lo… para saber se conseguirei acompanhá-lo no mar, preciso de ordens do superior da missão.

