Eu e Ali tomamos uma moto para chegar à Manhattan e, como já fora nosso procedimento outrora, avançamos no bairro a pé. Foi um único quarteirão onde a movimentação ainda parecia igual ao que costumávamos encontrar. Homens e moças com seus ternos executivos, carregando suas pastas abarrotadas com sonhos de outras pessoas, foram substituídos, gradualmente, por membros de uma única gangue. Num primeiro momento, essa substituição foi sutil. Os trajes permaneciam executivos, com gravatas salmão, características. Os olhos deles moviam-se, observando com cautela cada transeunte que não se parecia com eles. — Nosso escritório está no próximo quarteirão! — Ali disse, quando nos aproximamos do edifício onde as armas estariam. Um dos nossos estava na recepção, caracterizado. — Sala 1B, senhores

