Capítulo 4

1319 Words
César — Vamos logo Gabriel, não me faça te chamar de novo seu garoto insolente.— césar fala com muita raiva vendo que o filho mais uma vez fugiu de casa para sair com os amigos — Eu odeio você.— Gabriel fala passando pelo o pai e entra no carro com os olhos cheios de lágrimas — Em casa conversamos.— César fala sério, ele é um homem bem conhecido no país por ser dono de uma grande linha de restaurantes e hotéis, sua esposa lhe deixou quando Gabriel seu filho de 14 anos tinha apenas alguns dias de vida, e desde então César entrou em uma depressão profunda onde passou quase um ano sem vê o filho e sempre que via sentia raiva por ele lembrar de Sandra sua ex esposa, ele passou três anos de sua vida colocando a culpa na criança porque Sandra disse que nunca quis engravidar, e que não seria uma boa mãe e que iria embora para Itália onde iria passar por um tratamento e consegui o seu corpo de volta, mais na verdade ela foi embora com o amante e quando ele descobriu isso foi um baque em tanto. Depois dos três anos depressivo, ele conseguiu fazer um tratamento com sua irmã Antonella que é médica ........ E quando se recuperou ele jurou que nunca mais amaria outra mulher em sua vida e passou a se dedicar apenas no trabalho, e aos poucos ele foi se aproximando do filho já com cinco anos mas nunca foi um pai 100% presente na vida de Gabriel, ele foi criado mais por Ingred a governanta da casa e babá de Gabriel, ela hoje em dia está com seus 65 anos e trata Gabriel como se ele fosse realmente da sua família e ele chama ela de vovó. O caminho até a casa de César ele e o filho foram em completo silêncio, Gabriel foi o caminho todo olhando a rua pela janela, ao chegar em casa ele estaciona o carro e Gabriel desce pisando duro e entra dentro de casa, César respira fundo ao sair do carro e entra também dentro de casa e encontra Ingred com um pano de prato na mão olhando pra ele com um semblante confuso. — Cadê o Gabriel? _ Ele subiu para o quarto! Vocês brigaram de novo?— ela pergunta, já conhecendo um pouco sobre o relacionamento de pai e filho já que ela passa a semana toda com eles — Sim, eu não sei o que fazer com esse Garoto, eu juro que vou perder a cabeça se ele não mudar, eu vou subir para tomar um banho e vê se me acalmo um pouco, aí você fala para ele ir até o meu escritório por favor. — Tá bom filho, faça isso mesmo você precisa ser um pouco mais paciente com o Gabriel ele é uma criança que não teve uma infância feliz — Eu vou tentar, mas está sendo impossível, todos os esforços que eu faço não adianta nada e isso me deixa frustrante e irritado . — Vai dar certo no final césar, você vai conseguir arrumar um jeito pra esse problema familiar — Tomara mesmo, porque se não eu vou enlouquecer , já não basta as coisas do trabalho. César fala e sobe para o andar de cima, ele entra em seu quarto, tira a roupa e entra dentro do banheiro onde toma um banho de chuveiro e encosta o braço na parede e fica pensando enquanto a água fria cai sobre a sua cabeça Enquanto isso Gabriel estava sentado no closet do seu quarto abraçado com seus joelhos, enquanto chorava baixinho para que ninguém ouvisse, até que ele é despertado com a voz de Ingred lhe chamando e batendo na porta. — Gabriel! Filho abre a porta .... Me deixa falar com você — Ele pensa um pouco e resolve abrir, ele vai até o banheiro lava o rosto para não deixar vestígios de que estava chorando e anda até a porta onde fala com um sorriso pequeno no rosto. — Oi vovó — Porque você trancou a porta?_ ela pergunta entrando no quarto e senta no sofá que tem no quarto do garoto — Foi sem querer, me desculpa isso não vai mais acontecer.— Ele fala de cabeça baixa e Ingred levanta a cabeça de Gabriel pelo o queixo fazendo ele olhar para ela . — Você está mentindo, não adianta mentir pra min, eu sei quando você está mentindo, agora me conta, porque estava chorando . — Vovó eu sinto muito por ser um péssimo garoto, eu juro que eu não queria ser assim, eu só quero que ele saiba que eu sou o seu filho vovó, tudo que faço é para chamar atenção do papai, mas ele só sabe brigar comigo e me proibir de fazer algumas coisas, ele não gosta de mim e nem nunca vai gostar .— Gabriel fala deixando as lágrimas caindo livremente pelo seu rosto e sem pensar duas vezes Ingred abraça Gabriel com muito amor e fala palavras cariosas para conforta-lo e sem os dois saber César estava ouvindo a conversa dos dois, pois ele estava pronto para ir falar com o menor já que ele não foi ao seu encontro e ouvindo as palavras de Gabriel ele ficou sem saber como reagir. — Meu amor não diga essas coisas, seu pai te ama, ele faz tudo para não deixar nada faltar para você, ele só teve um tempo difícil, tenha um pouco mais de paciência que eu tenho certeza que ele também vai reconhecer o filho incrível que ele tem. — Não vovó, a senhora está me falando isso para que eu fique melhor, eu sei que nunca vou ser um bom filho para ele, porque ele não é um bom pai. A senhora sabia que ele nunca foi ao colégio para saber como estava meu desempenho? Principalmente nos dias dos pais? Eu mesmo sabendo que ele não iria ainda ficava com esperança dele ao menos entrar e sair no mesmo momento. Mas ele nunca foi, eu nunca recebi um eu te amo da parte dele, quase todos os dias eu sofro bullying na escola por não ter mãe nem paí. Eu sou um indigente, um peso na vida das pessoas, não era pra eu nunca ter nascido.— Ele terminou de falar enxugando as lágrimas e Ingred estava se segurando para não chorar também, essa era a primeira vez que dentro de quatorze anos Gabriel nunca desabafou como hoje. (...) Enquanto isso César desceu as escadas em passos largos e saiu de casa, ele pega o primeiro carro que tinha na frente e dirigir para a casa de sua irmã Samantha que estava de folga. O caminho até lá ele estava com o peito doendo, era como se tivesse algo dentro dele que tivesse prestes a sair, seus olhos começou arder e os pensamentos de ser um pior pai do mundo passou em sua mente, ele lembrou de todas as vezes que Gabriel tentou se aproximar dele, mais ele nunca deixou, sempre deixando bem claro que o garoto tinha que brincar com Ingred não com ele, pois ele sempre disse que era um homem bastante ocupado e tinha que manter seu patrimônio em dia para que nada faltasse para ele. — Como você é um burro César, você não vale nada.— Ele fala batendo no volante do carro com força e cada vez mais acelerado o carro. Depois de quase acontecer um acidente no meio do caminho ele avista a casa da sua irmã e estaciona o carro, ele desce do veículo e anda até a porta onde toca a campainha e não demora muito Samantha abri a porta e sem pensar um segundo césar puxa Samantha para um abraço que mesmo confusa retribuí e faz um carinho em suas portas quando ele começa a chorar feito bebê.
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