Aly sentiu um nó se formar em sua garganta enquanto observava o altar decorado com flores brancas, onde ela e Bernardo estavam prestes a trocar votos. Seu coração pesava com a falta de emoção em suas palavras, sabendo que aquele casamento não era fruto do amor, mas sim de uma obrigação imposta pela família e pelas circunstâncias.
Ela olhou para Bernardo, cujo olhar refletia a mesma resignação que ela sentia. Seus olhos se encontraram por um breve momento, compartilhando o peso da situação que estavam enfrentando juntos. Não havia faísca de paixão, apenas a determinação de seguir em frente, cumprindo o papel que lhes fora designado.
Enquanto o celebrante conduzia a cerimônia, Aly sentia-se distante, como se estivesse observando tudo de fora de seu próprio corpo. As palavras pareciam vazias, desprovidas de significado verdadeiro. Ela tentou se concentrar nas promessas que estava fazendo, mas era difícil ignorar a falta de conexão emocional entre ela e Bernardo.
Quando chegou a hora de trocar as alianças, Aly sentiu um aperto no peito. Aquelas pequenas bandas de ouro representavam muito mais do que apenas um compromisso matrimonial; eram um símbolo de uma vida que ela não escolheu, mas que agora estava destinada a viver.
Apesar da falta de entusiasmo, Aly forçou um sorriso enquanto deslizava a aliança no dedo de Bernardo, e ele fez o mesmo em seu dedo. Era um gesto mecânico, desprovido de romance, mas carregado de significado imposto.
Ao final da cerimônia, Aly e Bernardo se viram diante de uma nova realidade. Eles eram agora marido e mulher, unidos não pelo amor, mas pela obrigação. Enquanto todos ao redor aplaudiam e felicitavam o casal, Aly não pôde deixar de se perguntar se algum dia encontraria a felicidade.
Após o casamento, dirigiram-se à festa em um salão elegante, onde alguns convidados de Albert estavam presentes para celebrar a união do filho. Ao chegar ao quarto onde Aly trocaria de roupa, ela se sentou na cama e, incapaz de suportar mais a pressão, começou a chorar, um choro reprimido e doloroso.
— O que você está fazendo, Aly? Você está borrando toda a maquiagem, droga! — Lorena, mãe de Aly, entrou no quarto e viu a filha naquele estado.
— Por que você fez isso comigo? — Aly perguntou.
— Eu fiz isso pelo seu próprio bem.
— Será mesmo que é pelo meu bem ou pelo seu? Eu sei, mamãe, que você só está pensando em si mesma. Você quer ter todos os luxos e dinheiro que imaginar. Quando eu pedi ajuda por estar grávida, não era esse tipo de ajuda que eu estava esperando. Agora estou presa em um casamento sem amor, tudo por causa da sua ganância. — Aly falou e saiu do quarto sem se importar com o chamado da sua mãe. Ela desceu as escadas correndo e atravessou o jardim. Não se importava com o que as pessoas estavam pensando; só queria ficar sozinha, longe de toda aquela confusão em que se meteu.
Enquanto caminhava pelo jardim, Aly tentava controlar as lágrimas e encontrar um pouco de paz interior.
Enquanto isso, do outro lado Bernardo m*l percebeu que Aly não estava presente. Ele estava ocupado flertando com as convidadas, sua atenção totalmente absorvida por aquelas que cercavam seu casamento.
—Bernardo, você está tão charmoso esta noite.— uma das convidadas comentou, enquanto jogava brincadeiras sutis em sua direção.
Bernardo sorriu, os olhos brilhando com o elogio.
— Obrigado, você também está deslumbrante.— respondeu, lê com sua voz carregada de confiança.
Enquanto trocava piadas e elogios com as mulheres ao seu redor, uma sensação fugaz de culpa passou pela mente de Bernardo. No entanto, ele rapidamente afastou esse pensamento, convencido de que estava apenas se divertindo.
Quando a festa finalmente chegou ao fim e os últimos convidados começaram a se despedir, Bernardo percebeu a ausência de Aly. Uma sensação de desconforto se instalou em seu peito enquanto ele procurava por ela entre os convidados que ainda estavam presentes.
—Onde está Aly você havio?— ele perguntou a alguns amigos próximos, sua voz carregada de preocupação.
Um olhar confuso foi trocado entre os presentes, nenhum deles tendo visto Aly desde o início da festa. Bernardo sentiu uma onda de pânico se formar dentro de si enquanto ele corria pelo salão em busca de sua esposa, ele estava com medo de que algo de r**m tivesse acontecido com ela ou com o bebê, se não seu pai o mataria.
Quando ele finalmente percebeu que Aly não estava em lugar nenhum, a raiva tomou conta dele. Como ela ousava desaparecer assim, sem se despedir dele ou dos convidados? Seu rosto se contorceu em frustração enquanto ele enfrentava a realidade de sua própria negligência.
Bernardo, já tenso e frustrado, estava tomando uma cerveja no sofá quando Aly chegou em casa. Seus pais já haviam partido, deixando apenas ele pois Lorena falou que a filha só precisava espairecer um pouco então ele se aproximou dela com um pouco de brutalidade, segurando seu braço.
— Onde diabos você estava, Aly? Como você pode sair assim sem me avisar na nossa festa do nosso casamento droga?— Sua voz carregava a raiva e a preocupação que sentia. Aly soltou um gemido de dor quando ele apertou com mais força.
— Me solta, Bernardo, você está me machucando— ela disse, olhando para ele com uma expressão de desconforto e surpresa.
Bernardo soltou seu braço imediatamente, percebendo a força excessiva que usou.
— Desculpe.— murmurou, ele com sua voz mais suave agora. —Só estava preocupado com você, Aly. Pode pelo menos me avisar da próxima vez quando sair?Aly assentiu, ainda massageando o local onde ele a segurou. — Sim, desculpe
Os dois ficaram em silêncio por um momento, deixando a tensão do momento se dissipar antes de subirem para o andar de cima. De uma coisa Aly tinha certeza, era faria qualquer coisa para cuidar do seu bebê. Eles deitam na cama e Bernardo abraça a cintura de Aly.
— Boa noite Aly
— Boa noite Bernardo.— Ela fala se soltando do abraço dele, pois desde o momento que ele abandonou ela quando ela contou sobre a gravidez que todo amor e paixão que ela sentia acabaram naquele estante.