Capítulo 2

1199 Words
— O que, Aly? Repita de novo porque acho que ouvi errado. — a mãe de Aly falou, levantando-se da mesa com uma risada enquanto prendia o cabelo de forma nervosa, e Aly não aguentou tanta pressão, acabando por chorar. — Vamos, Aly, me responda. — Sinto muito, mãe, mas é verdade, ela está grávida de três meses. — Você está louca ou o quê, garota? Como assim está grávida? Você tem 17 anos, Aly, pelo amor de Deus! Você nunca me disse que estava namorando, e agora vem com essa conversa! Você viu a situação em que estamos, como me diz que está grávida? — Ela disse, sacudindo Aly pelos ombros, e ela não sabia o que dizer, pois sabia que foi irresponsável. — Me desculpe, mãe. — Quem é o pai dessa criança? Você vai abortar, não vou criar um filho bastardo, você só me dá desgosto. Trabalho duro para que você possa estudar mais, e em vez disso, você fica vagando pelas ruas. Não sabe o ódio que estou sentindo por você, Aly. O que os vizinhos vão pensar de mim ao saberem disso? — Aly ouviu tudo isso e não sabia como abordar sua mãe para dizer que o pai do seu filho não queria o bebê. Ela não conseguiria tirá-lo de dentro de si, seria c***l demais. — É Bernardo, mãe. Você não o conhece, ele é irmão de uma amiga minha e não... Eu não vou abortar meu bebê, e não sou qualquer uma. Ficamos juntos depois das aulas. — Você não tem escolha, Aly. Enquanto for menor de idade e morar sob o meu teto, fará o que eu mandar. E se esse tal Bernardo não aceitar essa criança, você vai abortar imediatamente, pois não poderei sustentar mais uma boca aqui em casa. — Ela falou, e Aly viu que estava se segurando para não bater nela. — Pelo menos ele é rico? — Sim, mãe, ele é de uma família rica e bem conservadora. Já conversei com Bernardo, e ele não quer assumir a paternidade. Disse que os pais dele não aceitariam e que o que tivemos foi algo casual. — Mas ele vai aceitar sim, não vou perder essa chance de ganhar um bom dinheiro, já que você fez essa besteira. Me dê o endereço dele que eu vou lá. — Aqui está. — Sem escolha, Aly anotou o endereço da casa de Bernardo, e sua mãe subiu para o andar de cima. Quando voltou, estava com a bolsa ao lado. — Vamos. — Não, mãe, por favor, não me faça passar por isso de novo. Ele não vai assumir esse bebê. — Tudo bem, você decide. Vamos agora à casa do Sr. Albert ou para uma clínica para tirar o seu filho? — Ela perguntou, deixando Aly em uma corda bamba, e como Aly queria muito ficar com o bebê, acabou acatando suas ordens. (...) O caminho até a casa do Sr. Albert foi em completo silêncio. A única coisa que passava pela cabeça de Aly era que não permitiria de jeito nenhum que tirassem seu bebê. Isso ela não iria deixar acontecer. Na próxima semana, ela completaria 18 anos e, se possível, trabalharia, mesmo que fosse como faxineira, mas cuidaria do seu filho. Quando chegaram lá, desceram do carro e tocaram a campainha do portão. Um dos seguranças veio atendê-las e as deixou passar depois que a mãe de Aly disse que queria falar com o chefe deles. — Por favor, esperem aqui um minuto, senhoras. Vou avisar ao Sr. Albert que vocês estão aqui para vê-lo—disse o recepcionista. — Como preferir.—Minha mãe se sentou no sofá, e ficamos aguardando o homem voltar. — Quando estiver conversando com ele, Aly, quero que não me interrompa. Estou fazendo o que é melhor para você— instruiu minha mãe. — Tudo bem, mãe— respondeu Aly, desanimada. Não demorou muito para verem o Sr. Albert, e um frio passou pela barriga de Aly. — Olá, disseram que queriam falar comigo? Quem são vocês?—cumprimentou o Sr. Albert. — Sim, queremos. Eu sou Lorena Mendonça, mãe desta jovem, Aly Mendonça. — Prazer, senhoras. Mas não conheço vocês. Do que querem falar comigo?—questionou o Sr. Albert. — Eu quero que seu filho se responsabilize por ter engravidado minha filha—afirmou minha mãe, séria, enquanto Aly observava o Sr. Albert, surpreso. — O que disse?—perguntou ele, incrédulo. — Isso mesmo que ouviu. Seu filho engravidou minha filha e não quer assumir a paternidade. Minha filha ainda é menor de idade, e se vocês não querem problemas, acho melhor tomarem as devidas providências cabíveis— argumentou confiante minha mãe, enquanto o Sr. Albert passava as mãos pela cabeça em sinal de frustração e, depois de respirar fundo, respondeu. — Calma, senhora Mendonça. Não precisa envolver a justiça nesse caso. Sinto muito pelo que aconteceu. Meu filho ficou com você porque você aceitou, certo?— disse, olhando para Aly, que assentiu com a cabeça, incapaz de pronunciar uma palavra. "Pelo menos isso. Rosa, chame o Bernardo aqui agora. — Ele não está em casa, senhor. — Ligue para ele e peça para vir aqui agora. Preciso muito falar com ele. Ache-o até no inferno, se for preciso. Só me traga esse irresponsável aqui agora.—ordenou o Sr. Albert. — Sim, senhor, com licença.—Dona Rosa saiu, e minha mãe sorriu para Aly com um sorriso vitorioso no rosto. Quando Dona Rosa saiu, minha mãe voltou a conversar com o Sr. Albert, e depois de alguns minutos Bernardo passou pela porta, e quando viu Aly ali, falou. — Aly, o que está fazendo aqui? — Me desculpa, Bernardo, eu não tive culpa. Sei que já conversamos, mas minha mãe insistiu em vir falar com seu pai. — Eu não acredito nisso—disse ele com raiva, olhando para Aly. —Então é você o irresponsável que engravidou minha filha e a deixou sozinha, não é? — Olha, senhora, não foi bem assim...—Ele tentou falar, mas seu pai o interrompeu. — Não importa como tenha sido, o que importa é que ele assumirá suas responsabilidades. Ele foi criado com tudo do bom e do melhor para fazer uma sujeira dessas, jogando o nome da mãe na lama, ainda mais ficando com uma garota menor de idade. A partir de hoje, ele trabalhará na empresa com a mãe e pagará o aluguel do apartamento onde ele e essa garota irão morar, porque eles vão se casar. — O que? — perguntou ela, assustada, com os olhos arregalados, assim como Bernardo, e apenas a mãe dela sorria com esse decreto do Sr. Albert. Isso só poderia ser uma brincadeira. Ela acha que não ouviu direito. Ela sabe que gosta muito do Bernardo e ficaria feliz por ele assumir a paternidade do filho deles, mas casar? Acha que isso já é demais. Ainda mais que ele não a ama como o Sr. Albert acha que irão viver em um casamento. Ele só está pensando na família e na reputação, e a mãe dela em dinheiro. Ela não vai se casar com o Bernardo não desse jeito.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD