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Ester Narrando. Os boatos chegaram antes da verdade. Na rua, ninguém falava o nome. Era sempre “aquilo que aconteceu” ou “o que o patrão fez”. Mas os olhos diziam mais que qualquer palavra. E eu entendi. Ligeirinho tava morto. Demorei pra digerir. Porque por mais que eu já soubesse da sujeira dele, por mais que minhas suspeitas gritassem… ele foi alguém que conviveu com a gente. Que sorriu. Que fingiu ser irmão. E DV matou. Não sou ingênua. Eu sei como as coisas funcionam aqui. Mas ainda assim, doeu. Doeu saber que a dor dele também morava em mim. O recado de DV pelo rádio foi duro. Frio. Definitivo. O tipo de voz que cala morro inteiro. A voz de um homem que não vai aceitar ser traído nunca mais. Eu senti um arrepio quando ele disse aquilo. Porque eu sabia. Por trás daquela voz,

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