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DV narrando. O barracão cheirava a mofo, sangue velho e pecado. A porta de ferro rangeu quando entrei. Branquelo já tava lá, com tudo preparado. As correntes, os panos, as ferramentas, tudo como eu pedi. DV: Ele chegou? Branquelo: Tá vindo. Disse que tu chamou pra tratar de operação nova. Assenti. Encostei na parede. Acendi um cigarro. O ar tava pesado. Dava pra ouvir os ratos correndo entre os esgotos ali embaixo. Aquilo era o inferno. E hoje, o d***o atendia por DV. Ligeirinho entrou minutos depois, com aquele mesmo sorrisinho de sempre. Ligeirinho: Fala, patrão. Qual vai ser a missão de hoje? DV: Sentar. Ele estranhou. Ligeirinho: Ué, por quê? DV: Porque hoje, tu vai conhecer teu verdadeiro papel nesse morro. Branquelo trancou a porta. Ligeirinho se virou. Ligeirinho: Que

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