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Ester narrando. Os dias foram passando devagarinho, como se cada um quisesse me dar tempo pra viver tudo com calma. E eu tava vivendo. A barriga foi crescendo aos poucos, e com ela um amor que não cabia mais dentro de mim. Era estranho e ao mesmo tempo mágico sentir um serzinho se formando aqui dentro. Cada enjoo, cada tontura, cada vez que eu colocava a mão na barriga tentando sentir um sinal dele… era como se Deus estivesse me dizendo: “Você venceu”. Contei pra Eloá numa tarde chuvosa, ela tava sentada no sofá da sala desenhando e eu cheguei com uma carinha meio sem jeito, mas com o coração disparando. Ester: Eloá, cê vai ser tia. Ela arregalou os olhos, soltou o lápis e ficou me olhando com a boca aberta, depois pulou em mim chorando de alegria. Ficamos ali abraçadas por um tempão,

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