DV narrando. eu nunca fui bom com palavras nunca soube demonstrar o que sentia sempre escondi tudo atrás de cara feia, de silêncio, de arma em punho mas hoje eu tô aqui sentado num banco duro de hospital com uma criança no colo e uma paz no peito que eu nem sabia que existia meu filho dorme e eu só sei chorar de onde a gente veio, isso aqui era impossível milagre demais pra uma vida só fecho os olhos e lembro da Ester, dela pequena com aquele cabelo preso de qualquer jeito com os joelhos ralados e aquele olhar que me fazia querer ser menos ruim mesmo sem saber como lembro da promessa que a gente fez, ainda moleque um papel rasgado, um giz roubado da escola a gente escreveu que ia se proteger, que ia se achar mesmo que o mundo separasse a gente e separou com violência,
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