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1020 Words

DV narrando A rua tava cheia ainda, fim de festa, cheiro de cerveja no chão, funk baixo vindo do final da viela. Samara segurava minha mão como se fosse dela, sorriso no rosto, salto alto batendo no calçamento como quem voltou pra reinar. Mas eu tava longe dali. Desde a hora que vi a Ester com aquele cara, meu peito apertou de um jeito que nenhuma dança, nenhum gole e nenhum beijo de Samara apagava. A risada dela ecoava dentro de mim como faca arranhando concreto. Samara puxou meu braço. Samara: Vamos pra tua casa, Davi. Tô com saudade da nossa cama. Olhei pra ela. Linda como sempre. Corpo perfeito, roupa cara, perfume que gruda. Mas, vazia. DV: Samara, para Ela parou de andar, olhou com aquela cara de dúvida, como se nunca tivesse sido dispensada na vida. DV: Eu tô cansado. Não v

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