Ester narrando O dia amanheceu diferente. O céu tava limpo, o vento batia leve, e até o barulho das crianças na rua parecia música boa de fundo. Era como se o mundo inteiro tivesse tirado o peso das costas só por um dia. E eu também. Acordei com um sorriso bobo no rosto, lembrando do beijo da noite passada. Me sentei na cama devagar, ainda meio perdida entre sonho e realidade. Passei os dedos nos lábios, como se quisesse guardar aquele momento ali, quietinho. Eloá entrou no quarto animada. Eloá: Mana, a tia Marta chamou a gente pra tomar café na casa dela Sorri. A Marta, aquela mulher que parecia a mais poderosa do morro, tinha mesmo um coração gigante. E Eloá se apegou nela como se fosse parte da nossa família há anos. Decidi fazer algo diferente naquele dia. Tomei banho, prendi

