Ester narrando Acordei com a voz da Eloá me chamando pela terceira vez, ela já tinha aprontado tudo, café na mesa, pão com manteiga suco de pacote as duas xícaras da barraquinha do zé. Eu ainda me acostumando com a casa nova pequena e simples, mas só nossa um canto onde a gente podia respirar sem grito, sem humilhação, sem aquela mulher despejando ódio em cima da gente. Nara e Milena tinham ajudado com tudo, até os quadros tortos na parede elas ajudaram a pendurar, fizeram questão de dizer que agora era nossa fase boa, nossa virada e eu só queria paz. Saí com a Eloá pra comprar sabão em pó, o, sol tava quente e o morro fervia de movimento, a rua principal cheia de criança correndo, o moço da pamonha gritando no megafone, a vizinha lavando calçada com força. Foi ali que eu esbarrei nela

