*Michael PoV*
Tocamos cinco músicas na apresentação antes de entregar o palco para o próximo grupo. Pouca coisa, no entanto, foi fantástico. O público nos recebeu muito bem, o que é uma boa divulgação para o álbum que será lançado em breve. Dada à tensão entre eu e Dorothy, posso dizer que foi um sucesso. Nem eu, nem ela, tentamos conversar sobre o assunto, mantivemos nossa distância. Somos dois teimosos. Amber até tentou me fazer falar com ela, porém eu preferi deixar as coisas como estão. Com meu gênio, talvez eu quebrasse a frágil paz que ela declarou.
Após a apresentação, uma das bandas nos convidou para um churrasco noturno. Sentamo-nos todos ao redor de uma fogueira. Naturalmente, sentei-me com a minha namorada no meio das minhas pernas. Assim, eu teria acesso infinito ao seu pescoço. Adoro vê-la se arrepiar e gemer baixinho a cada beijo meu em sua pele.
Pete conta uma história, que só ele acha interessante sobre uma lenda do surf, que eu não faço ideia de quem seja. Como é meu amigo, não reclamo. Até porque todo o meu interesse está nessa ruiva nos meus braços. Escutamos uma bateria ao longe e noto Amber olhando para Dorothy, que está conversando com um cara da outra banda. Sem olhar para trás, ela se levanta e sai com ele. Respiro fundo e volto a me concentrar na minha namorada. Não posso fazer nada pela Dorothy, a não ser desejar que ela consiga seguir em frente.
Desço minha mão para o seu quadril e faço algumas carícias em sua pele macia por debaixo de sua camiseta. Sorrio quando a vejo umedecer seus lábios desejosos.
ㅡ Foi muito bom que você tenha conseguido acalmá-la. ㅡ Ela concorda com a cabeça e se aninha no meu peito. Fico percorrendo sua pele do pescoço ao ombro com a minha boca. ㅡ O que você disse exatamente, para que ela não queira mais arrancar nossos olhos?
Eu ouvi parte da conversa, porém gostaria de mais detalhes. Talvez, eu aprenda como lidar com a Dorothy uma próxima vez. Eu sempre espero o pior e, no caso daquela tola teimosa, tenho a impressão que ainda vou me aborrecer feio.
ㅡ Segredo de meninas. Não é da sua conta, lindo metaleiro.
Tudo bem. O fato dela me elogiar valeu o fora. Sua cabeça se ergue para me encarar e eu sorrio satisfeito.
ㅡ Você me acha bonito?
ㅡ Claro que não! Acho você horrível!
Essa rebeldia merece um castigo...
Puxo uma mecha de seu cabelo, fazendo sua cabeça inclinar para trás, e possuo sua boca languidamente. Seu beijo me aquece, me faz ferver por dentro. Vejo-me desejando retirar sua roupa e fazer com ela todas as fantasias que se passam na minha cabeça.
Está na ho®a de darmos o fora daqui.
Abandono seus lábios, seguindo a linha do seu queixo com a boca e sussurro em seu ouvido:
ㅡ Quer dar uma volta?
ㅡ Agora?
ㅡ Por que não? A noite está limpa e estrelada, com essa lua cheia fantástica…
ㅡ Não pensei que você fosse um lobisomem…
Ela me mostra a língua e eu olho para sua boca.
Quanta insolência… Sinceramente, eu gostaria de saber de onde ela tira essas coisas que me diz.
ㅡ Sou um grande lobo mau, little bunny. Pronto para devorar a pequena Chapeuzinho Vermelho.
ㅡ Ainda bem que estou vestindo branco e azul, não é? Se o lobinho está com fome, deveria ser mais explícito quanto ao seu cardápio.
Acho que estou criando uma monstrinha diabólica.
Afirmo com a cabeça e aproximo meu rosto do dela.
ㅡ É porque já me esqueci do sabor dos seus lábios. Isso me deixa sem imaginação. Venha aqui para que eu possa refrescar a minha memória.
Eu agarro seu pescoço e a puxo para minha boca. Então, escuto Pete tossir ao nosso lado.
ㅡ Put@ merd@! Vocês dois poderiam parar de se lamber o tempo todo? Estão me deixando enjoado!
ㅡ Você só está com ciúmes porque eu estou com a mais bonita, Pete.
ㅡ Não... Estou com ciúmes de você estar com a sua língua na boca de uma garota que você provavelmente não merece. Amber Lee, você tem certeza de que é ele quem você quer? Escolha sabiamente.
Olho para ele de cima a baixo, medindo-o com o meu polegar e o indicador, o que deixa Amber curiosa.
ㅡ O que está fazendo, Michael?
ㅡ Apenas imaginando se o corpo dele caberia na traseira da van…
Ela cai na gargalhada, enquanto Pete mostra o dedo do meio para mim. Ele resmunga, com um beicinho m*l-humorado nos lábios.
ㅡ B@baca...
Zombo dele com uma careta e enfio o nariz nos cabelos da minha namorada. Seu cheiro me provoca, sua maciez me atiça.
ㅡ Então, little bunny? Você ainda não me respondeu.
Ela me encara com malícia e sinto que vou passar um perrengue em breve.
*Amber Lee PoV*
Vejo Michael me encarando quase desesperadamente. Não posso deixar de imaginar que esse passeio repentino tenha algo a ver com seu sumiço pela manhã.
ㅡ E a minha surpresa que você prometeu?
ㅡ Se você não vier comigo, vai ficar sem saber.
ㅡ Não tem vergonha de me chantagear?
Ele suspira com um rosnado e enterra o rosto no meu pescoço. Eu seguro a vontade de rir.
ㅡ Pelo amor do Papa, mulher! É tão difícil me dar uma resposta direta?
ㅡ E acabar com a graça? Não é você quem adora me provocar?
ㅡ Como se você fosse uma santa… ㅡ Só então ele levanta o rosto e me encara. ㅡ Vamos lá. Garanto que vai gostar.
ㅡ Posso te torturar se não for esse o caso?
ㅡ Pode fazer o que quiser comigo. Apenas venha.
Confirmo finalmente com a cabeça e nos levantamos. Nós nos despedimos de todos e eu me sento no carona da van, enquanto Michael assume o volante.
Toda a região é cercada por lindas florestas. Não sei ainda para onde ele está me levando, porém, ao menos, o cenário é bonito. A luz da lua no céu dá um ar de mistério para a paisagem. Michael liga o rádio da van e mantém sua atenção na estrada, lançando olhares suspeitos na minha direção de vez em quando, enquanto canta junto com a música.
Tell me something, girl
(Diga-me uma coisa, garota)
Are you happy in this modern world?
(Está feliz nesse mundo moderno?)
Or do you need more?
(Ou você precisa de mais?)
Is there something else you’re searching for?
(Existe alguma outra coisa que esteja procurando?)
ㅡ Está tentando criar um clima?
ㅡ Vou deixar a resposta para a sua imaginação, little bunny. Qual voz você prefere mais?
Não dá para conter meu sorriso.
ㅡ O Bradley Cooper canta muito bem. Mas, a sua voz tem um charme especialmente selvagem.
ㅡ Selvagem… Gosto disso…
I’m falling
(Estou caindo)
In all the good times
(Em todos os bons momentos)
I find myself longing for change
(Eu me pego ansiando por mudança)
And in the bad times, I fear myself
(E nos maus momentos, tenho medo de mim mesmo)
Ele está aprontando alguma coisa. A essa altura, já percebi que Michael não deixa nada ao acaso. Ele não me chamou para um passeio noturno no meio do nada à toa.
Decido entrar na brincadeira e canto para ele, junto com a Lady Gaga.
Tell me something, boy
(Diga-me uma coisa, rapaz)
Aren’t you tired trying to fill that void?
(Não está cansado de tentar preencher esse vazio?)
Or do you need more?
(Ou você precisa de mais)
Ain’t it hard keeping it so hardcore?
(Não é difícil ser tão radical?)
Noto o sorriso que se estica em seus lábios. É conivente, audacioso e misterioso. Seja lá o que ele tenha planejado, está certo que será um sucesso.
ㅡ Você não vai falar nada sobre a minha voz?
ㅡ O que posso dizer que não disse ainda, little bunny? É sensual e gostosa de ouvir. Principalmente, quando você está gritando o meu nome. ㅡ Ele coloca uma mão na minha coxa rapidamente e eu prendo a respiração. ㅡ Vou me certificar que você grite até ficar rouca…
ㅡ Você é tão presunçoso…
I’m off the deep end, watch as I dive in
(Estou à beira do abismo, observe como mergulho)
I’ll never meet the ground
(Nunca irei tocar o fundo)
Crash through the surface
(Atravesso a superfície)
Where they can’t hurt us
(Onde não podem nos machucar)
We’re far from the shallow now
(Estamos distantes do raso agora)
Após uns vinte minutos, chegamos aos portões de madeira maciça de uma propriedade particular. Não dá para ver nada por causa da escuridão e da enorme cerca viva. Michael estica o braço para fora da van e digita um código em um painel ao lado do portão, que se abre para nós entrarmos e se fecha automaticamente.
ㅡ Que lugar é esse?
ㅡ De alguém que me tem em alta estima e não se incomoda de me emprestar esse local por uma noite.
ㅡ Um amigo?
ㅡ Pode-se dizer que sim.
O sorriso convencido não abandona sua boca e, conforme nos aproximamos da residência, entendo totalmente a razão. Trata-se de um belo chalé de madeira, às margens de um lago formado por uma cascata. O barulho da água caindo é hipnotizante. Está tudo iluminado, o gramado com lanternas terrestres de jardim. Saio do veículo de boca aberta, admirando a beleza do cenário.
Caminho até a beira d'água, tirando os meus sapatos e molhando meus pés um pouco. A água está fria, porém não muito. A temperatura ideal para se refrescar nesse dia quente de final de primavera. Giro meu corpo e vejo Michael saindo da van, com um sorriso vencedor nos lábios. Eu não consigo evitar rir mesmo que tente. Realmente estou extasiada.
ㅡ Esse lugar é lindo!
ㅡ Eu sabia que você ia gostar.
Seus passos na minha direção são lentos e confiantes. O olhar brilhante cheio de segundas intenções. Ele também tira os sapatos e as meias e passa por mim retirando a camisa.
ㅡ Vamos nadar um pouco?
Entorto a minha cabeça para o lado e olho ao redor.
ㅡ Eu não trouxe roupa de banho.
ㅡ Nem eu.
Com a maior naturalidade do mundo, Michael desafivela o cinto e abre o zíper da calça. Ele fica completamente sem roupa e eu não consigo tirar meus olhos dele.
ㅡ Você sabe o que é cueca?
ㅡ Saber não significa que eu goste. ㅡ Dito isso, ele mergulha e eu fico trocando o peso do corpo de um pé para o outro. Quando ele emerge, usa as mãos para tirar os cabelos molhados do rosto e olha ao redor, um pouco confuso. ㅡ O que está esperando, little bunny?
ㅡ Alguém pode nos ver…
Ele dá risada da forma como eu falo baixo, temendo que alguém me ouça.
ㅡ Você acha que eu ia deixar alguém te ver sem roupa além de mim? Não há mais ninguém aqui. Venha! A água está ótima!
Fico empolgada, seguro a barra da minha camisa e a tiro por sobre a cabeça. Quando estou abrindo minha calça, noto o olhar faminto dele.
ㅡ V-você poderia se virar?
ㅡ Você por acaso se virou quando eu tirei a roupa?
Ele ri e eu reviro os olhos.
Pega no ato de novo…
Tiro a calça, jogando-a sobre a minha camisa em cima da grama, ficando apenas no meu conjunto branco de lingerie. Eu me viro de costas para ele quando vou abrir o fecho do soutien. Michael assobia bem alto.
ㅡ Little bunny, essa sua bund@ é de enlouquecer!
ㅡ Quer parar com a gozação? Estou tentando me concentrar aqui!
ㅡ Quer ajuda?
Ele continua rindo e eu bufo. Assim que abro o fecho e começo a retirar a peça, sinto a água bater nas minhas costas. É como se eu tivesse levado um choque. Eu me viro para ele, segurando o soutien solto para esconder os s&ios.
ㅡ Michael!
ㅡ Foi m@l, mas você está demorando tanto, que daqui a pouco vou virar um peixe!
Fico batendo um pé na grama, olhando seriamente para ele. Antes eu tivesse parado de frescura e tivesse entrado logo na água. Michael decide sair do lago, a água escorrendo pelos seus músculos tentadores, e pára diante de mim. Mando saliva garganta abaixo e não ouso baixar meu olhar. Mantenho meus olhos firmemente em seu rosto.
ㅡ Você é uma coisinha curiosa, little bunny. Há momentos em que você arde como brasa. Em outros, você fica mais acanhada que uma coelhinha assustada. Posso?
Michael estende os braços e segura as alças do meu soutien, que eu acabo soltando. Suas mãos apalpam meus s&ios e eu fecho os olhos suspirando.
ㅡ Perfeita…
Abro os olhos e sua boca encontra a minha no mesmo instante, seus braços me envolvem e eu me derreto contra seu corpo. Ele continua com suas carícias, até segurar as laterais da minha calcinha. Eu quico no lugar quando ele a arrebenta.
ㅡ Hei! O que pensa que está fazendo?
Ele joga os restos mortais da minha calcinha na pilha de roupas, com um sorriso tórrido no canto da boca.
ㅡ Aquela coisa estava atrapalhando a visão do paraíso. ㅡ Seu olhar faminto varre as minhas curvas. ㅡ Agora é bem melhor…
Michael me ergue do chão e eu me agarro ao seu pescoço com um grito eufórico. Ele me carrega para dentro d'água, mergulhando comigo em seus braços. Em momento algum ele me solta. Quando submergimos, ele mantém um dos braços ao redor da minha cintura, enquanto permaneço agarrada a ele.
ㅡ Você é louco!
ㅡ Louco por você…
Ele me beija com voracidade, um beijo selvagem que me tira o fôlego, mais que o mergulho. Suas palavras me deixam surpresa.
ㅡ Confesse que você escreveu aquela música para mim, little bunny.
Se eu confirmar, ele vai passar o resto dos dias se gabando. Nem pensar!
ㅡ Nos seus sonhos!
Sua provocação vem na forma dos versos que escrevi, que ele sussurra ao pé do meu ouvido, enquanto nos gira pela água.
So let me in
(Então, deixe-me entrar)
I don't want to die before I know
(Não quero morrer antes de conhecer)
The sweet taste of your skin
(O doce sabor da sua pele)
Flash to flash, just give in
(Carne contra carne, apenas se entregue)
And feel the warm of my soul
(E sinta o calor da minha alma)
ㅡ Eu vou te mostrar em breve, minha doce little bunny...
Eu estremeço contra ele ouvindo-o cantar a minha música. Seu polegar acaricia minha bochecha e seu beijo é apaixonado, como se eu fosse o seu bem mais precioso. Talvez, eu seja, tanto quanto ele é precioso para mim. Eu só queria poder gritar o sentimento preso dentro do meu peito. No entanto, tudo ainda é tão confuso. Tão intenso. Por enquanto, prefiro me resguardar e apenas deixar minhas ações falarem por mim.
Desço uma das mãos e seguro seu memb®o enrijecido. Seu rosnado sensual na minha boca me faz ansiar por mais. Suas mãos agarram o meu traseiro e abraço seu tronco com as minhas pernas. É uma necessidade urgente senti-lo dentro de mim. Faz apenas dois dias, porém sinto como se fosse uma eternidade. Ele corresponde tão fervorosamente quanto eu e, quando ele me preenche com sua extensão, vejo estrelas. Suas mãos ditam o ritmo lento e prazeroso da minha carne engolindo a dele. Deixo minha cabeça pender para trás, com um urro tão animalesco que jamais imaginei ser capaz de fazer. Quando estou com ele, tudo em mim aflora, multiplicado pela última potência. Todos os meus desejos e fantasias. A forma como ele corresponde me liberta para explorar esse lado meu, que se manteve oculto bem dentro de mim.
O luar sobre nós é cativante, o silêncio do lugar paradisíaco é quebrado pelos nossos murmúrios. Eu sempre fui comportada e quieta. Mas, com Michael, meus freios se soltam e eu me torno apenas uma bola de prazer esperando para ser estourada. E ele sabe como fazer isso muito bem.
Eu me desfaço em seus braços quando alcanço meu clímax, assim como ele. Seu abraço apertado me mantém segura, seu corpo nos levando pela água lentamente. É uma sensação de outro mundo.
*Michael PoV*
Quando Winchester nos falou sobre o festival e o local onde aconteceria, perguntei ao Ethan se ele conhecia alguma pousada por perto. Ele mesmo me ofereceu esse chalé, que faz parte de sua lista de propriedades particulares. Acho que jamais vou poder agradecer tudo o que ele tem feito por mim.
Eu vim pela manhã e preparei tudo. Assim que entro com Amber, tenho que segurá-la por trás, porque ela quase vai ao chão. Eu decorei o interior com lírios de todas as cores e Ethan enviou um pessoal que deixou preparada uma mesa de jantar requintada.
Guio Amber até a mesa e puxo a cadeira para ela se sentar. Sirvo duas taças de vinho para nós e ela ri entre lágrimas.
ㅡ Sem champagne?
Arregalo os meus olhos e me levanto prontamente.
ㅡ Você quer? Eu vou pegar.
Ela me impede segurando minha mão e me fazendo sentar de volta no meu lugar.
ㅡ Não precisa. Não sei quanto a você, mas eu prefiro vinho.
Eu respiro aliviado e coço o pescoço um pouco sem graça.
ㅡ Para ser sincero, eu também. Só usei naquele dia porque o Rico disse que impressionaria. Mas, o sabor não me agrada nem um pouco.
ㅡ Concordo. ㅡ Nós brindamos, dessa vez digo algo decente. ㅡ Vou acabar ficando m@l acostumada. Você me mima demais.
ㅡ O que seria de mim, se eu não puder mimar a minha namorada, heim?
ㅡ Quem diria que se sairia tão bem…
Dou-lhe um sorriso discreto.
ㅡ A fera cortejando a bela?
ㅡ Por aí… ㅡ Ela estende sua mão na minha direção e eu a seguro. ㅡ Obrigada.
ㅡ Pelo o quê?
ㅡ Por existir e por me mostrar que, às vezes, vale a pena arriscar.
Eu respiro fundo, enquanto acaricio sua mão com o polegar.
ㅡ Você também me mostrou muitas coisas, little bunny. Só desejo que tenhamos mais noites como essa.
Ela faz um ar zombeteiro e eu já me preparo para a provocação. No entanto, o que eu ouço, me deixa chocado.
ㅡ Lá no festival, quando você disse que gostava de mim, eu não confirmei. No entanto, eu também gosto de você, Michael. Muito.
Meu queixo vai ao chão, gaguejo coisas sem sentido. Não é que eu não soubesse, eu só não achava ser possível que, um grosseirão como eu, pudesse ser capaz de cativar alguém tão doce quanto ela. Meu silêncio a deixa desconfortável, tanto, que ela tira sua mão da minha.
ㅡ Desculpe, eu não queria te pressionar.
Olha o Michael fazendo merd@ de novo!
Respiro fundo, buscando coragem, tomo sua mão de volta, segurando-a bem firme, e encaro seus olhos cor de jade.
ㅡ O que eu disse foi sincero, Amber. Gosto muito de você, como jamais gostei de ninguém. Acho até que nunca haverá outra que consiga me fisgar como você fez.
Ela sorri singelamente para mim e voltamos a apreciar nossa refeição. Aos poucos, estamos perdendo nossos medos e nos abrindo um para o outro. Não sei o que eu farei no dia em que a ouvir dizer que me ama. Só sei que será o dia mais feliz de toda a minha vida.