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Inferno Demon Riders MC: Meus Cinco Valentões Obsessivos

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Blurb

Alguma vez você já se perguntou como sua vida pode mudar tão drasticamente em questão de minutos? Eu costumava pensar que tinha a melhor vida. Estava cercada de amigos que me protegiam, uma mãe que me amava com todas as forças e toda a felicidade do mundo. Tudo mudou no dia em que minha mãe anunciou que ia se casar com um m****o do clube de motociclistas Inferno Demons. 

Não é que eu não gostasse do clube, ou do meu padrasto. Na verdade, eu fui o motivo pelo qual eles se conheceram em primeiro lugar. Foi o que veio depois que chocou o meu mundo. 

Eu pensava que ser irmã de consideração de uma das pessoas mais próximas a mim seria a melhor coisa que poderia me acontecer, mas foi exatamente o oposto. 

Da noite para o dia, minha vida mudou. Meus cinco maiores protetores e amigos mais próximos começaram a me ignorar. Fui ignorada, esquecida e deixada de lado. Mas eu nunca disse nada. Apenas aguentei tudo, esperando que as coisas voltassem ao normal. 

Talvez eles tenham se cansado de mim. Talvez eu simplesmente não me encaixasse nesse estilo de vida de motociclista. 

Eu estava me acostumando com a minha nova vida, mais ou menos, quando as coisas mudaram de novo…

Um pai sobre o qual eu não sabia nada, que não via desde que era pequena demais para me lembrar, de repente surgiu na minha vida. Era um estranho. Claro, ele tentou me visitar enquanto brigava com minha mãe pela minha guarda. Eu gostaria de saber que ele não tinha a menor chance de vencer aquela batalha judicial pela guarda. 

Me prometeram que eu poderia voltar para casa para ver minha mãe. Me prometeram que o fato de eu ter sido forçada a sair não era o fim. Me prometeram que dois anos passariam voando, e talvez eu até me divertisse um pouco. Me prometeram muitas coisas. 

E todas acabaram vazias. 

Ninguém se importou. Ninguém verificou como eu estava. Ninguém ligou, mandou mensagem, visitou. Não que eles teriam permissão para isso. 

Meu doador de esperma (como gosto de chamá-lo) mentiu. Descaradamente. Para todos nós. Para mim, minha mãe, o juiz, todos. E ele saiu impune. 

Por mais de um ano, suportei dor e abuso. Fui subjugada pela violência. Me transformaram em alguém que eu não era. 

Quando consegui escapar pela primeira vez, finalmente percebi porque ninguém tinha se preocupado comigo. Pensei que minha mãe estaria cheia de culpa, mas... não foi o caso. As mentiras que minha meia-irmã espalhou sobre mim pioraram depois que fui forçada a sair. Todos ficaram do lado dela, inclusive minha mãe. 

É claro, fui encontrada de novo. Ou melhor, devolvida para evitar mais drama. Minha própria mãe me entregou de volta para o homem responsável pelo olho roxo que eu tinha, pelas marcas nas minhas costas, pelos... pesadelos que eu tinha. Ela me entregou como se eu fosse um objeto, e foi aí que percebi que não havia mais esperança para mim. 

Foi o dia em que a primeira rachadura se formou no meu coração. Apesar de tudo pelo que passei, ainda achava que tinha pessoas que me amavam. Achava que tinha cinco protetores que estavam me esperando, achava que tinha uma mãe que daria a vida por mim, achava que tinha um lugar seguro para ir. Mas era tudo uma mentira. Eu estava vendo a vida com lentes cor-de-rosa, e agora eles estavam oficialmente fora. 

Aquela rachadura se espalhou devagar. Oh, tão devagar, mas estava lá. Ela começou. Era tarde demais. Eu havia desistido oficialmente, mas não no sentido dócil. Não, na verdade, eu me tornei mais um problema. E era isso que eu queria: ser um problema para todos. 

Até eu encontrá-lo. 

Pela primeira vez, o barulho na minha cabeça estava quieto, a dor no meu peito aliviou um pouco, e por um breve momento, me senti segura. Ele me fez perceber que era isso que eu estava ansiando: segurança. E ele me entregou de bandeja. 

Devia ter jogado fora aqueles óculos cor-de-rosa no momento em que os tirei, ao invés de segurá-los com a última esperança que me restava. Talvez eu tivesse percebido os sinais mais cedo. Talvez tivesse percebido as mentiras antes de colocar aquele anel no meu dedo. Talvez pudesse ter evitado mais uma decepção na minha vida. 

Mas isso seria fácil demais. Isso seria bom demais. Isso seria... aparentemente, não o que eu merecia. 

No entanto, desta vez, eu não ia desistir. Estava cansada de ser feita de tola. Estava cansada de ser abusada. Estava cansada de ser forçada. 

Então, dei uma última chance. Apenas mais uma. Se morresse por causa disso, paciência. Mas se sobrevivesse... Se conseguisse realmente escapar... Poderia viver. Poderia realmente viver. Poderia recomeçar. Poderia ser livre. 

Mas a liberdade sempre tem um custo. Devia ter sabido que seria pega. Não devia ter deixado cinco anos de liberdade subir à minha cabeça. Devia ter sido mais cuidadosa. Porque agora fui encontrada de novo, mas desta vez, não foi meu doador de esperma quem me encontrou, nem meu marido, nem minha mãe. 

Foi Karma, o presidente do MC Demônios do Inferno, o garoto que costumava enxugar minhas lágrimas e me curar quando eu ralava os joelhos, e ele parecia uma fera por me ver. 

Por que o Karma teve que me roubar da minha vida tranquila? Ele iria me enviar de volta para o meu doador de esperma e marido? Ele sabia o que passei? Alguém deles se importava? 

E por que ele estava tão irritado com uma promessa que eles quebraram primeiro?

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Capítulo 1: Memórias Assombrosas
Ponto de vista de Blythe ******************************************************* ~ Flashback, idade: 13 ~ ******************************************************* — Vamos, você prometeu que ficaria comigo enquanto Tae terminava nosso projeto. — Ozias reclamou enquanto tentava me arrastar para o laboratório de informática. — Eu sei, mas Evander acabou de me perguntar se eu poderia encontrá-lo na biblioteca rapidinho. — Eu disse, tentando não rir da cara emburrada de Ozias. — Vou só um minuto. — Ah, por favor! Evander vai te prender o tempo todo. — Resmungou Ozias. — Eu não vou deixar. — Eu respondi, mas ele não estava convencido. — E se eu apenas for com você? — Ele sugeriu, dando de ombros. — Isso deixaria o Tae totalmente sozinho, e você sabe que eu odeio isso. — Eu disse. — Só odeia porque ele invade suas redes sociais toda vez que você nos dá mais atenção do que a ele. — Ozias provocou. — Sim, e da última vez, ele postou um monte de fotos embaraçosas minhas. — Eu respondi rindo. — As papadas... Eu estava tão horrenda. Ozias riu enquanto alcançava para acariciar o lado do meu rosto, passando o polegar sobre meu queixo. Minha risada diminuiu enquanto ele me encarava. A eletricidade estava estalando entre nós, e prendi a respiração, sem saber o que fazer. Não queria me afastar, mas também estava um pouco assustada. — Papadas... Horrenda? — Ozias riu suavemente. — Faria você se sentir melhor saber que eu me masturbei vendo essas fotos? Meu rosto pegou fogo enquanto a vergonha se enrolava em meu ventre. — O- o quê? — Eu gaguejei. Ozias, como sempre, não se abalou minimamente. — Era real, era cru, era você sem filtro. — Ele respondeu. — E nada me deixa mais e******o do que você, Sweets. Em qualquer ângulo. Ele estaba brincando, certo? Ele tinha que estar. Nós éramos amigos praticamente desde sempre. Desde o primeiro dia do quarto ano. Ozias tinha me defendido quando uns garotos estavam me empurrando no playground. Eu estava na escola há alguns dias e não conseguia fazer amigos. Nos mudamos no meio do ano letivo e todos já tinham seus grupos de amigos. Nunca parecia me encaixar. Aquele dia foi o primeiro em que alguém foi gentil comigo. Ozias e seus amigos tinham passado um fim de semana prolongado fora, então foi o primeiro dia que eu os conheci. Mesmo quando crianças, eles eram muito protetores comigo. Naquele dia, Ozias ameaçou os garotos que me empurravam e depois me levou para dentro para conhecer seus amigos. Nós seis temos sido praticamente inseparáveis desde então. Dito isso, essa atitude charmosa que Ozias tinha não era nova. Desde que nos tornamos velhos o suficiente para saber o que era se.xo, ele fazia comentários semelhantes a este. No entanto, isso era a coisa mais ousada que ele já me disse. Eu culpava o fato de terem sido criados em um clube de motociclistas. Os MC Cavaleiros Demoníacos do Inferno. Os demônios eram ótimos, não me entenda m*l. Passei tanto tempo no clube que era como uma segunda casa para mim. Sabia que eles festejavam muito. Também sabia que garantiam que eu não visse tudo o que acontecia por lá. — Eu quebrei você? — Ozias me provocou quando eu fiquei ali parada com a boca aberta como uma idi.ota. — Quebrá-la? Essa é minha função, não é? Gemi ao som daquela voz. Nem tive a chance de me virar ou planejar uma fuga antes que Chayton jogasse seu longo braço em volta dos meus ombros. Ozias sorriu para nosso amigo antes deles baterem os punhos. — Você nunca quebraria a Bly e você sabe disso. — Ozias disse a ele, piscando para mim. — Você não tem ideia do quanto eu quero. — Chayton murmurou. Olhei para ele com uma careta. Chayton era apenas um grande valentão. Ele era rude pra caramba, mas tinha um grande coração por baixo disso tudo. Ele era apenas um grande brincalhão. Mas ele era tão alto e musculoso que você nunca imaginaria que ele fosse gentil. Você só precisava cavar um pouco. — De qualquer forma — Chayton continuou, sem me olhar. — O que vocês estão fazendo? — Bem, aí, Peaches acha que vai encontrar Evander sozinha na biblioteca. — Ozias disse a ele. — Eu disse a ela que eu deveria ir junto. — Oh, com certeza. — Chayton disse, nos girando na direção da biblioteca. — Vamos todos nos divertir um pouco. Ozias estava do meu outro lado em questão de segundos. Ele estava tão perto que seus dedos roçavam os meus. Eu olhei para ele, que piscou para mim Meu rosto corou de calor e eu rapidamente desviei o olhar. — Então… — Ozias disse. — Querem ir para o clube…? *********************************************** ~ Presente, idade: 25 ~ *********************************************** Bip! Bip! Bip! Bip! Meu despertador tocando me tirou do meu sonho. Ou da minha memória, eu deveria dizer. Eu gemi enquanto me esticava para desligá-lo, fazendo-o parar. Rolei na cama e olhei para o teto, pensando naquele maldito sonho. Já fazia anos que não os via. Quase dez anos inteiros. Por que continuava sonhando com eles? Provavelmente, porque meu tempo com aqueles cinco foram os únicos momentos da minha vida em que fui feliz, em que me senti segura. Mesmo assim, desejava que parasse. Odiava ter que ser lembrada de tudo o que perdi toda vez que tentava dormir. As boas lembranças doíam tanto quanto as ruins agora. Embora eu preferisse sonhar com eles do que... Balancei a cabeça, limpando os pensamentos da minha mente. Não iria por esse caminho logo de manhã. Ou nunca, se eu pudesse evitar. Devagar, me arrastei para fora da cama e fui para o banheiro. Meu apartamento era pequeno pra caramba, mas era só eu. Bem, eu e Butter, meu gato preto que salvei há cerca de um ano. O encontrei do lado de fora do restaurante em que trabalhava, lambendo um pedaço de manteiga que não chegou ao lixo. Daí o nome Butter. Ele estava ferido, assustado e ainda era um filhote quando o encontrei. Estávamos juntos desde então, e ele era meu querido e único amigo. Falei com as garotas do restaurante, e éramos amigas, exceto a Abby, mas... Depois de tudo que passei com meu primeiro grupo de amigos, e tudo depois... Não conseguia confiar em ninguém. Com razão, mas era solitário pra caramba. Sozinha ou não, pelo menos estava livre agora. Suspirei ao me olhar no espelho. Parecia que m*l dormi. Estava chorando enquanto dormia de novo, então meus olhos estavam um pouco inchados. Não podia acreditar que estava chorando por uma memória estúpida como aquela. Acho que não era tão estúpida assim. Não para a Blythe de 13 anos. Aquela que pensava que aqueles cinco penduravam as estrelas no céu. Aquele dia foi o dia em que todos descobrimos que Ozias ia se mudar. A festa para a qual ele estava tentando me convidar no clube era a festa de despedida da família dele. Ozias nem sabia até aquela noite. Honestamente, Ozias era o único deles de quem eu não guardava mágoas. Além da falta de comunicação quando se mudou, ele nunca me fez nada. Ozias nunca me intimidou, nunca foi mau comigo e sempre soube como me fazer sorrir. Ficava pensando se a razão pela qual ele nunca me escreveu uma carta, ou mandou mensagem, ou até me adicionou em alguma de minhas redes sociais foi por causa dos outros. Ou talvez ele apenas tenha crescido e me esquecido. Não o culpava. Éramos crianças e ele não sabia. Ou talvez sabia e simplesmente não se importou. A família de Ozias era parte profunda do MC. Seu pai fazia parte do clube e era dono de uma academia na cidade. A razão pela qual se mudaram foi porque os Cavaleiros Demoníacos do Inferno abriram uma nova filial. Ficava bem no coração do estado com o maior polo de MMA. O pai de Ozias aproveitou a oportunidade. Lembro-me de como passamos aquela festa juntos. Estávamos todos tristes, devastados mesmo. Nos enfiamos no quarto de Kylian durante toda a noite. Lembramos do passado. Prometemos não perder contato. Choramos e rimos e... E tudo acabou sendo uma mentira de qualquer maneira. Não importava mais. Éramos apenas crianças e fui boba em pensar que permaneceríamos como éramos para sempre. Minha mãe me pegou no clube no dia seguinte. Era algo que ela vinha fazendo nos últimos anos. Nunca questionei, porque estava apenas feliz que ela me deixasse passar a noite. Depois que ela anunciou seu noivado, percebi que estava ignorando muitas coisas. Como os olhares furtivos que trocavam. A forma como Tusk sempre garantia que estivesse perto de nós de alguma forma. Como ele já estaria conversando com minha mãe quando eu descia o corredor. Como ela parecia confortável lá. Tusk era um cara ótimo. Ele era o executor do clube e sempre foi gentil comigo. Isso não mudou quando ele se casou com minha mãe. Não, outras pessoas mudaram. Como seu filho e os amigos dele. Achei que morar com um dos meus melhores amigos seria o máximo. Mas foi tudo menos isso. Minha vida toda mudou depois disso. Era isso que acontecia quando as pessoas ao seu redor começavam a conspirar. Revirei os olhos para minha reflexão antes de pular no chuveiro, a água o mais quente possível. Precisava parar de pensar neles. Em todos eles. No MC, na minha mãe, nos caras. Todos estavam no meu passado. Estava seguindo em frente agora. Passando por cima de tudo isso. Além do MC. Além dos meus amigos falsos. Além da minha mãe delirante. Além do meu pai doador de esperma. E, mais importante... Além do meu marido abusivo e das cicatrizes que ele me deixou.

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