Você e Yi Nuo chegam na lanchonete e deparam com um local onde o amarelo e o vermelho predominam. As paredes e o teto eram vermelhos, enquanto o chão era branco. As mesas e cadeiras, além do balcão eram amarelos. A lanchonete estava um pouco movimentada, mas nada do que um bom agrado à sua nova amiga não fosse bom.
Yi Nuo escolheu um lugar para se sentar e era na janela. Você se senta na frente dela e fica reparando em suas vestes, além de sua aparência. A jovem percebe isso e fica com um pouco de vergonha.
— O que foi?
— Bem, é que… Eu achei um pouco estranho você estar vestindo roupas de outra época. — Você responde.
Yi Nuo não teria se ofendido. Entendia o seu lado, já que você era estrangeiro. Ela acaba respondendo:
— Não tem problema. E então? O que vamos pedir?
— Bem, eu irei pagar para você comer. É o mínimo que posso fazer, já que me ajudou hoje. — Você responde.
Yi Nuo pega o cardápio e você fica curioso quanto ao perfil dela. Por que usava essas roupas? Será que ela representava algum clã extinto ou algo do tipo?
— O que você vai pedir? — Indaga Yi Nuo.
— Não sei. Vou ver agora, mas pode pedir antes. — Você responde.
Yi Nuo faz a sua escolha e em seguida, ela chama a garçonete, que estava atendendo a um casal.
— Sim, pois não? Meu nome é Nagata Gatou e eu irei atendê-los. No que posso servir? — Indaga a garçonete, que tinha os cabelos presos em um r**o de cavalo e eram castanhos. Os olhos eram verdes e a pele bronzeada. Usava o uniforme da lanchonete que constava em uma camiseta amarela com o nome do local no lado direito. Tinha calças vermelhas e tênis brancos.
Yi Nuo fazia o seu pedido, enquanto você estava quase tomando a decisão sobre o que iria comer. Depois de muito decidir, você escolhe pedir o seu lanche favorito, na qual tinha sorte de ter na lanchonete.
— Eu vou comer um hambúrguer. — Disse Yi Nuo.
Nagata anota o pedido dela e em seguida, tem a sua atenção voltada para você.
— E o senhor? O que vai comer?
Você responde a pergunta, sendo o seu lanche favorito e ela anota também.
— Certo. Volto daqui a pouco. — Disse Nagata, que vai correndo até os seus colegas para apresentar os pedidos.
Enquanto isso, você decide perguntar algo para Yi Nuo.
— Você é chinesa, não é?
Yi Nuo se surpreende com a pergunta, pois não esperava isso e responde:
— Sim, eu sou chinesa.
— E de qual parte da China você vem?
— Bem, eu sou de um clã que ainda está firme na China, chamado de Clã Yinghua.
— Clã Yinghua?
— Isso mesmo. — Yi Nuo começa a falar tranquilamente. — É um clã que conserva a arte de usar a natureza ao seu favor, mas o nosso ponto principal são as cerejeiras.
— As cerejeiras? — Você franze a testa, pois não entendia o que ela queria dizer com isso.
— Bem, consiste no seguinte. No período da China Antiga, o responsável por criar a Arte da Cerejeira foi Yan Hong. Ele era um militar na época e viu que o Clã Yinghua não tinha muitas opções de defesa. Ele decidiu criar uma única técnica que seria útil para que o clã pudesse se defender dos inimigos. No entanto, ele não sabia como chegar longe com essa ideia. Foi então que ele escolheu ter como base as cerejeiras. O nosso clã e cheio delas e sabendo dominar o chi, ele conseguiu unir essas duas estratégias e criou essa técnica. Com ela, somos capazes de usar as pétalas de cerejeira ao nosso favor e atacar o inimigo ou então podemos nós mesmos criar nossas pétalas usando o nosso chi e com isso, lutar com tudo.
Você arqueia as sobrancelhas. Não sabia que algo desse tipo existia nesse mundo.
— Bem, e com isso, eu acabei me tornando uma das integrantes mais fortes do clã.
— Mas por que você saiu?
— Porque eu estou defendendo a cidade de Tóquio, além de que eu quero ter uma nova vida. Quero poder passar o conceito do Clã Yinghua para cá, pois uma hora, nosso clã pode ser extinto um dia ou outro. Estou mais numa missão de manter as tradições e passar para outras cabeças de conhecimento.
— Entendo.
— Você tem o interesse de aprender a minha técnica? — Yi Nuo indaga sorrindo.
Você gostaria de aprender essa técnica, ao mesmo tempo que sente que não é necessário. Você nunca gostou de lutar, tanto que usou essa ação como última alternativa.
— Vou pensar. — Você decide usar este argumento.
Yi Nuo fica chateada, mas não falou nada. Entendeu o seu lado e achou melhor respeitá-lo.
Nagata chega com os pedidos e os coloca sobre a mesa. Vocês dois ficam maravilhados com o bom atendimento. Ainda tinha um refrigerante para cada um, mesmo que nenhum dos dois tenha pedido.
— Não se preocupem. O refrigerante é por conta da casa. — Disse Nagata.
Vocês dois gostaram de ter ouvido isso e depois que a garçonete se curva para vocês, ela sai e vocês começam a comer.
×××
Você passou quase todo o seu intervalo conversando com a Nagata, mas tinha que voltar. Sabia que Hinata demoraria para resolver o caso, mas não iria se preocupar, já que tinha agora uma nova amiga.
Vocês dois estavam na frente da lanchonete e Yi Nuo fala com um sorriso:
— Foi muito bom conhecê-lo. Quem sabe não nos encontramos um dia.
— Você tem um telefone celular?
— Desculpe. Não estou acostumada a usar tecnologia, mas quem sabe um dia.
— Se quiser, posso comprar um telefone para você.
Yi Nuo arqueia as sobrancelhas e responde rindo:
— Não precisa, está tudo bem.
— Mesmo?
— Claro. Agora eu tenho que ir. Até mais. — Yi Nuo acena para vice e some se transformando em pétalas de cerejeira.
Isso o assusta, já que não estava acostumado com isso, mas depois decide seguir a vida. De alguma forma, você não tira Hinata e Yi Nuo de sua cabeça. O que elas tinham que chamava a sua atenção? Poderia ser gentileza, quem sabe. Seja o que for, de alguma forma, você se sentia seguro estando perto delas.
×××
Anoitecia e você estava saindo da empresa. Foi dada a informação que você saía às seis da noite, mas Hinata ficava até às dez. Mesmo assim, você saiu da empresa, estando na frente da mesma.
Quando se percebe, aparece o carro de Hinata na sua frente e a empresária sai do carro e ia abrir a porta onde você iria entrar.
— Hinata… Você…
— Entre. Vamos para casa.
— Mas…
— Eu trabalho quando eu quiser. Entre. Preciso falar com você também.
Logo, você decide aceitar a proposta de Hinata. Adentra o carro e Hinata fecha a porta, onde em seguida, ia para o seu lado e fecha também a sua porta.
— O que você quer falar comigo? — Você indaga, assim que Hinata arranca o carro.
— Tem um inimigo perigoso em Tóquio. — Responde a empresária.
— Como assim?
Hinata fica alguns segundos em silêncio. Parecia séria, mas depois ela responde:
— Seu nome é Kizius e ele é um mago que domina a magia da luz.