No dia seguinte, você e Hinata estavam indo para a empresa trabalhar. Você teria dormido bem, apesar de tudo o que aconteceu, mas sua preocupação com Hinata era evidente. Você não queria que ela se machucasse na luta contra Kizius. Mesmo sabendo que ela era forte, o que ele poderia fazer? Várias coisas, ainda mais que ele era um usuário de magia e eles sempre conseguem fazer qualquer coisa. Mesmo que Hinata tenha o conhecimento tecnologia, será que ela conseguiria vencê-lo?
Você teria tomado seu café. Comeu algumas torradas com manteiga e bebeu um gole de café. Hinata fez companhia a você, sentando no comedor e comia a mesma coisa que você. Ela parecia de bom humor. Nem parecia que iria lutar contra Kizius hoje à meia-noite.
— Hinata. — Você decide quebrar o silêncio.
— O que foi? — A empresária indaga, depois de ter engolido um pedaço de sua torrada.
— Você está bem?
Hinata pareceu não ter gostado de sua pergunta e dá um tapinha de leve.
— Você sempre pergunta isso. Pensa que estou doente? Pois eu não tenho mais como pegar doenças.
— O quê? — Você fica impressionado.
— A célula que implantaram em mim expulsou as antigas e se multiplicou para me fazer saudável. Por isso que eu dificilmente canso rápido, apresento exaustão ou posso estar doente.
— Mas… Quantas horas no dia você dorme?
— Depende, mas em média umas cinco horas. Não sinto tanto sono assim. Durmo mais para descansar o corpo.
Você fica impressionado. Era como se Hinata fosse um robô ou um super humano. Você cogita a segunda hipótese, porque um robô nem para cama chegaria a ir, por conta de não ter o mesmo vigor de um humano.
Hinata agora sorri. Pareceu ter se lembrado de uma coisa.
— Estou tão empolgada. Você vai conhecer a minha sócia, a Rin. — Disse a empresária.
— Rin? Ela não é aquela nekomata que…
— Sim, ela mesma. Rin é como uma irmã para mim. Somos muito amigas e… Eu gosto muito dela. — Hinata sorri mostrando estar feliz sempre que fala em Rin.
Você acaba sorrindo de leve. Teria gostado do modo como Hinata mostra o seu sorriso bem aberto.
— Bem, vou lavar a minha louça e ligar o carro. — Disse Hinata.
— Está tudo bem. Eu posso fazer isso. — Você responde, erguendo-se e pegando a louça de Hinata, que apenas o encara, tentando entender a situação.
— Por que assim tão de repente?
— Eu quero fazer alguma coisa por você.
A empresária sorri e responde:
— Está bem. Fique à vontade para lavar a louça. Vou ligando o carro. — Hinata se levanta e usando as mesmas vestes, sai do apartamento para ir até a garagem, que fica logo atrás do prédio.
Você vai até a cozinha e coloca as louças na pia. Começa a lavar. Pega o detergente, coloca na esponja, liga a torneira e começa a lavar a louça.
×××
Depois de tudo pronto, você vai para fora e se despede de Nataly, a recepcionista da Alemanha que assume o turno da manhã. A mesma acena para você e em seguida, você sai e encontra Hinata dentro de seu carro, mexendo no celular. Ela não parecia nem um pouco atenta. Estava distraída, como era de se esperar.
Você tinha uma mochila nas costas, onde levava tudo o que você iria precisar. Você tira a mochila, aproxima-se do carro de Hinata, abre a porta do carona e adentra o veículo, tendo assustado a empresária que estava distraída.
— Nossa, podia dar um grunhido. — Disse Hinata.
— Eu não sou um porco. — Você responde.
— O que você disse? — Hinata fala em um tom ameaçador e você decide deixar para lá. Pensou em mudar de assunto para que o clima não ousasse ficar pesado. — Essa sua sócia, a Rin, como ela é?
Hinata liga o carro enquanto olha para você.
— A-21, leve-me para o trabalho. — Disse Hinata para o seu assistente.
— Sim, Senhora Suzuki.
O carro vai ganhando vida aos poucos, onde ele começa a andar. Hinata estava com as mãos ao volante e ela indaga ainda olhando para você, conforme o carro ganhava velocidade aos poucos:
— O que quer dizer com como ela é?
— De personalidade. — Você responde.
Hinata sorri e fala:
— Ela é parecida comigo, mas é mais preguiçosa. Tirando isso, ela é uma ótima pessoa.
— Onde vocês se conheceram?
— Outro dia eu conto. Não estou com vontade de falar agora.
Você fica olhando para Hinata, que já tinha os olhos na estrada. Estava dirigindo para o trabalho, mas você queria saber a causa dela estar um pouco agressiva hoje.
— Está nervosa com a luta contra aquele mago, não é mesmo?
Hinata suspira. Você tinha acertado. Ela estava pensando na luta contra o seu inimigo. Parece que até mesmo ela duvidava de si.
— Bem, eu não sei se irei vencer. Qualquer coisa, irei passar a empresa para Rin e faço com que ela o escolha como novo sócio.
Você arqueia as sobrancelhas. Seria sócio da Suzuki Investimentos, o que aparenta ser uma empresa muito poderosa, pelo visto.
— Sério?
— Sim. Mas caso eu venha morrer ou algo do tipo.
Você engole seco. Não queria imaginar Hinata morrendo. Para aliviar a tensão, você decide mudar de assunto. Viu que ela estava usando uma maquiagem leve no rosto e chegou a elogiá-la, na qual ela fica um pouco sem jeito.
×××
Vocês chegam na empresa. Teriam cumprimentado o recepcionista e você, como sempre fazia, acompanhava Hinata atrás dela. A empresária fazia questão de assumir a sua linha de frente. Isso poderia indicar que ela quisesse protegê-lo de algum m*l que poderia vir. Era bem provável que ela estivesse fazendo isso, para que venha a entender tal lógica.
Ela chama o elevador e você continua atrás dela. No entanto, se continuasse nesse ritmo, não iria pegar bem. O que estaria pensando? Ela é a dona da Suzuki Investimentos. Ela pode fazer o que quiser, pelo visto.
Vocês entram no elevador. Eram só vocês. Estavam em silêncio, mas você sabia a causa disso. Hinata estava pensando no confronto que teria com Kizius. Você queria dizer alguma coisa para tentar confortá-la, mas o que poderia dizer? Não tinha nada para falar para ela, a não ser motivá-la.
No entanto, quando você ia dizer alguma coisa, as portas do elevador se abriram e Hinata caminhou rapidamente para fora, onde chegou em seu escritório. Você fica impressionado com a velocidade que ela caminhou e algo vem à sua mente.
— Hinata.
— O que foi?
Você estava atrás dela, tentando acompanhar a sua velocidade.
— E a Yi Nuo?
— Está atrasada, pelo visto, mas não tem problema. É o primeiro dia, então darei essa brecha.
Quando se percebe, vocês estão diante de uma nekomata. Loira dos olhos verdes, orelhas e cauda de gato. Ela usava um terno cinza, além de ter calças do mesmo tipo. No entanto, ela estava usando uma sapatilha. Pelo visto, ela não era que nem Hinata que tinha uma coleção de sapatos de salto alto.
— Oi, Hinata! Quanto tempo! — Rin, a nekomata, abre os braços, assim que vê Hinata.
A mesma também vai abraçá-la e ambas já estavam envolvidas em seus abraços. Você ficou apenas observando, quando escuta alguém bater na porta.
— Pode entrar! — Disse Hinata, após ter abraçado Rin.
— Desculpe o atraso. — Era Yi Nuo. — Eu acabei acordando tarde e…
— Não tem problema. — Disse a empresária. Pode começar a trabalhar.
— Certo. — Yi Nuo faz reverência para Hinata e Rin e quando olha para você, dá uma piscada discreta e sai do escritório.
Você ficou olhando para a porta que fora fechada por Yi Nuo. Em seguida, você escuta Hinata lhe chamando.
— Esta é Rin Sato. Ela foi responsável por curar a minha doença. — Disse Hinata.
Você sorri para Rin e aperta a sua mão.
— Prazer em conhecê-la.
Rin parecia confusa. Ela sabia quem você era, mas ao mesmo tempo, queria saber por que está agindo como se não a conhecesse.
— O que aconteceu com ele? — Indaga Rin.
— Ele perdeu a memória. — Responde Hinata.
— Entendo… — Rin olha para você como se fosse um experimento. — Se você quiser, posso dar um jeito de fazer com que ele recupere a memória. O que acha?
— Está tudo bem, Rin. Eu posso dar um jeito nisso.
— Mesmo?
— Sim. Aliás, preciso falar uma coisa com você.
Hinata olha para você antes.
— Pode começar a trabalhar. Se precisar de alguma coisa, pode nos chamar.
— Está bem. — Você responde e vai para a sua escrivaninha.
— O que aconteceu, Hinata? — Indaga Rin.
— Preciso que você me treine na hora do intervalo.
— Por quê?
— Porque eu vou lutar contra Kizius.
Você arrumava suas coisas, mas prestava atenção no que elas conversavam. Queria aproveitar essa oportunidade como se fosse um gatilho.
— Entendi. Eu sabia que ele iria incomodar. Bem, podemos treinar no intervalo então, mas eu quero que o seu secretário esteja junto. Pelo menos, queria que ele se lembrasse um pouco das minhas habilidades.
Hinata ri e responde:
— Está certo. Ele virá junto sim. Pode ter certeza.
— Ótimo. Agora vamos trabalhar.
— Vamos.
Você fica curioso. Queria saber como seria o estilo de luta de Rin. Já viu o de Hinata e o de Yi Nuo, mas a da nekomata acaba despertando a sua curiosidade.
Logo, vocês estavam começando a trabalhar, todos juntos.