Depois que Kizius sai da frente de Hinata, você e Yi Nuo se encararam. Quer dizer que ela iria mesmo enfrentar o mago sem pensar duas vezes?
Você vai até ela e fala:
— Isso é loucura! Como pode ter tanta certeza que vai vencer? E se esse cara…
— Relaxa. — Hinata toca em seu ombro e sorri. — Até parece que você nunca me viu lutar, não é mesmo? — Em seguida, ela muda seu foco para Yi Nuo. — E então? Como vamos resolver nossas diferenças?
A chinesa apenas olhava para ela, como se quisesse matá-la agora mesmo. No entanto, ela fala:
— Não se preocupe. Por hora, irei poupar a sua vida. Vi que você tem um adversário mais interessante para brincar do que eu mesmo.
Hinata sorri e responde:
— Bem, nós podemos mudar nossas relações, o que acha?
A empresária caminha com os seus sapatos de salto alto até a chinesa que queria entender o que Hinata estava tentando dizer.
— Como assim? — Indaga Yi Nuo.
— Já vi que você e o meu secretário são amigos, não é mesmo? Mas eu tenho uma proposta para você. O que acha de ganhar dinheiro?
— Como assim? O que eu tenho que fazer? — Yi Nuo tentava entender o que Hinata queria dizer.
— Estou em falta de seguranças e os que eu estou buscando são muito caros. O que acha de trabalhar para mim? Isto pode compensar o que eu fiz para você e para o seu clã.
— Quanto vai me pagar?
— O quanto você quiser.
Yi Nuo parecia interessada no assunto. Ela olha para um lugar aleatório e depois responde:
— Eu aceito. Mas vai ter que me deixar trabalhar com a minha espada. Não gosto de usar armas de fogo.
— Não tem problema. Está liberada.
Ambas apertam as mãos e você não acredita no que está acontecendo agora. Antes, elas eram inimigas mortais e de repente, elas constroem uma relação de chefe e empregada. Como isso é possível? O que será que passa na cabeça de Hinata e de Yi Nuo para agirem desse jeito?
A chinesa olha para você e fala:
— Irei voltar outro dia. Cuide-se. — Ela some em pétalas de cerejeira.
Hinata apenas olhava para elas e em seguida, para você. Teria sorriso e você ficaria sem jeito, por conta da beleza oriental de Hinata ter chamado a sua atenção.
— Vamos para casa?
— Vamos… — Você responde.
Vocês dois acionam o elevador e estariam descendo para o quinto andar, logo depois que o elevador chega.
×××
Você estava deitado em sua cama. Pensava no que aconteceu e estava surpreso onde estava. Era um mundo onde o inimaginável acontece com frequência. Uma empresária que tinha investimento forte em tecnologia, uma chinesa de um clã com costumes antigos, uma nekomata e agora um mago. O que mais poderia vir em seguida? No entanto, você mostra estar preocupado com Hinata, que teria uma luta no dia seguinte com o Kizius. Mas o lado bom é que essa situação iria ser resolvida. Mesmo sabendo que Hinata tinha chances de vencer, você não deixa de estar preocupado com ela. Queria que ela vencesse, mas por conta dela lidar com alguém que tenha um conhecimento diferente e ao mesmo tempo perigoso, era o que lhe preocupava.
De repente, alguém bate na sua porta e você fala para entrar. Era Hinata, que entra em seu quarto e fala com uma expressão tímida:
— Posso dormir com você?
Ela estava usando apenas roupas íntimas e tinha os pés descalços. Você fica com vergonha e ela indaga de uma forma inocente:
— O que foi?
— Bem, eu… Não é nada. — Você responde.
Hinata dá uma leve risada.
— Bem, eu gosto de dormir de roupas íntimas. Eu me sinto melhor assim. Melhor do que dormir com roupas, você não acha?
Você olha para si e nota que estava usando um pijama da cor que você gosta.
— Bem, o que você quer? — Para mudar de assunto, você decide falar isso.
— Eu quero saber se está tudo bem por aí.
— Sim, por quê?
— Porque o A-21 detectou que você não parece bem.
— Você está me espionando? — Você indaga surpreso.
— Na verdade, eu estou tentando encontrar uma maneira de fazer com que você recupere sua memória.
— Hinata…
— O que foi?
— Está tudo bem comigo. Eu vou conseguir me lembrar de tudo.
Hinata ficou olhando para você, com um jeito de adolescente. Ela tinha as mãos nas costas e com a ponta do pé ela fazia círculos. Logo, ela sorri e fala:
— Está tudo bem. Se precisar de alguma coisa, pode bater na minha porta.
— Está bem. Obrigado. — Você responde.
Hinata sai de seu quarto e vocês dois voltam a dormir (ou pelo menos tentar).