Jaime Beaumont No trajeto de volta para São Paulo, a chuva começa a cair, me obrigando a reduzir a velocidade. As gotas tamborilam no para-brisa como um lembrete de que o mundo lá fora continua, mesmo quando o meu parece suspenso. Lanço um olhar para o lado. Mayara está olhando para os próprios dedos, inquieta. Talvez nervosa. Na pior das hipóteses… pensando em desistir. — Tá arrependida? — pergunto, sem rodeios. Ela balança a cabeça. — Não… Só estou com medo. — Mayara... Eu nunca faria nada que você não quisesse. Eu não sou esse tipo de cara. — Eu sei. — responde baixo, olhando pela janela. A voz dela vem embargada pela insegurança. Quase uma hora depois, finalmente estaciono em casa. Desligo o motor, respiro fundo e dou a volta para abrir a porta do carro pra ela. Seguro su

