Capítulo 118

1405 Words
Camille: Tinha acabado de chegar na empresa pra mais um dia caótico, é claro que eu adorava o que as revistas estavam fazendo, noticiando que eu era absolutamente incrível por ter conseguido dar um jeito na bagunça da Star entrerprises, mas, acho que só eu e os funcionários dali sabíamos que a situação não era muito bem essa, as contas ainda eram muitas, e quanto mais contas eu fechava, mais contas apareciam. -Senhorita Camille, Edward está a esperando em sua sala.-Disse a secretária, assim que eu cheguei. -Ótimo, obrigada Eloise. Entrei na minha sala e Edward estava sentado na minha cadeira, eu não sei o que Christian via nesse homem pra confiar tanto nele, ele era um abusado, e talvez a única pessoa que mesmo depois de 1 mês, ainda não me respeitava. -No que posso ajudar?-Perguntei, com a cara fechada. -Ah, Camille, você chegou! me desculpe, só estava querendo adiantar as coisas. -Ah, as suas intenções são sempre as melhores, não é mesmo Edward? -Não sou o inimigo aqui, Camille, eu apenas represento a vontade dos acionistas. -E qual é a vontade dos acionistas hoje? -Bom...eles estão contentes com a sua popularidade, com certeza, todos nós sabemos que os boatos te tornaram mais famosas do que a sua gestão, mas, ainda assim tem funcionado bem. -Não faço idéia de quais boatos são esses, eu tenho andado muito ocupada fazendo uma boa gestão, não tenho tudo tempo pra me atentar em boatos. -Estão dizendo que você tomou a empresa do Christian por vingança, que vocês dois estão vivendo uma guerra fria na disputa pelo poder. -É uma novela o que esse povo faz com a nossa vida, não é mesmo?-Eu disse, dando uma risada sarcástica.-Mas, algo me diz que você não veio aqui só pra fazer fofoca pra mim, não é? um homem sério como você, jamais perderia seu tempo fazendo isso. -Tem razão, a fofoca foi um bônus, mas, na verdade, os acionistas querem que a empresa se destaque de alguma forma filantropa, eles acham que um baile beneficente seria a forma perfeita de acabar com o fantasma do processo do Christian de uma vez por todas. -Não temos dinheiro pra fazer um baile beneficente, Edward, acredito que, assim como eu, os acionistas tem acesso as contas da empresa, e sabem o quanto eu estou lutando pra manter esse lugar de pé. -Fica tranquila, os patrocinadores vão cuidar dessa questão, você, só tem que fazer, você sabe, aquilo que as mulheres fazem de melhor...organizar uma festa. -Eu sei fazer bem mais do que organizar festas, Edward, e eu sei que você sabe disso, mas ainda sim insiste em me rebaixar a apenas uma dona de casa, que está aqui tapando um buraco, não é? -Claro que não, Camille! de forma alguma! eu admiro muito o bom trabalho que você fez até agora, e se perguntar a Christian, vai saber que a idéia de te colocar nessa posição foi minha, e vejo que não errei em momento nenhum. -Como assim, a idéia foi sua? -Christian não te contou? ah, que danadinho! ficou com todo o crédito. -Edward...eu realmente preciso trabalhar agora, então, manda as informações sobre esse tal baile pra Eloise e ela vai cuidar de tudo, tá bom?-Eu disse, o empurrando até a porta, e a fechando, logo em seguida. Não dava pra acreditar que o Christian tinha mentido pra mim outra vez, aquele papo de "eu escolhi você, preciso de você porque não confio em mais ninguém.", que mentira, ele só fez o que os acionistas mandaram ele fazer, era impressionante, quanto mais eu achava que não podia me decepcionar com o Christian, mais eu me decepcionava. Christian: Tinha acabado de dar almoço as crianças, e eles finalmente estavam dormindo, olhei pro relógio e vi que já estava na hora da reunião do testamento, eu não queria acordá-los, e também sabia que não ia conseguir prestar atenção em nada tendo que olhar 3 crianças. -Georgia, eu vou precisar dar uma saída pra resolver um assunto muito urgente, será que você teria como dar uma olhada nas crianças pra mim? -Mas, senhor Hastings, a dona Camille deixou bem claro que não queria que nenhum empregado ficasse tomando conta das crianças, o senhor sabe o quanto ela vai ficar decepcionada se souber que eles ficaram comigo, não sabe? -Se você não contar, ela não vai saber, eu preciso mesmo resolver um assunto muito urgente e volto antes dela chegar. -Tudo bem, senhor Hastings, como o senhor desejar.-Ela disse, não muito satisfeita. Eu ia voltar antes da Camille, e sabia que se contasse a ela o motivo pelo qual deixei as crianças, ela entenderia, mas, na verdade, eu nem sabia se iria contar, afinal, ela já tinha problemas demais lá na empresa. Peguei o carro e fui até a casa da minha mãe, que estava com a aparência tão feia que parecia que ninguém pisava ali a séculos, estranhei tanto descaso, levando em consideração que a minha mãe sempre foi muito cuidadosa com a casa dela. -O bom filho a casa torna, não é mesmo, irmãozinho?-Disse Gabriel, me recepcionando na entrada. -Acho que eu poderia dizer exatamente a mesma coisa de você, afinal, você veio de mais longe. -Vocês dois não vão começar, não é? pelo menos por essa tarde, finjam que vocês se suportam!-Disse Miranda, aparecendo na porta. Fazia pouco mais de 1 ano que eu não a via, ela estava levando muito a sério o tratamento na clínica, e não quis sair de lá nem mesmo nos fins de semana que tinha direito, o tratamento pareceu surtir efeito, ela parecia bem, sóbria, e tinha ganhado bastante peso também. -Miranda! que saudade.-Eu disse, a abraçando. -Nem tanta assim, não é, Christian? você me abandonou completamente, nem mandou mais cartas, nem sequer uma foto das crianças. -Eu estive muito ocupado, sinto muito! a minha vida está um turbilhão de problemas. -É, irmãozinho, mas eu sei como são as secretárias, elas são mesmo irresistíveis.-Disse Gabriel, enquanto dava uma golada em um copo com algo que parecia ser vodka. Eu poderia tranquilamente socar a cara dele naquele momento, mas, preferi respirar fundo e fingir que simplesmente ele não tinha dito o que disse, estávamos aqui para dar apoio a mamãe, ou, pelo menos eu estava. -Aonde está a mamãe?-Perguntei, a procurando. -Mamãe está deitada no quarto, ela disse que não quer fazer parte da reunião, falou que quem tem que se preocupar com isso somos nós, os filhos. -Eu vou lá falar com ela.-Eu disse, subindo as escadas. Olhei pra trás e vi que ninguém iria me acompanhar, na verdade, tanto Gabriel quanto Miranda pareciam não se importar se ela iria descer para a leitura do testamento ou não, a cara deles era de quem queria acabar logo com isso e voltar para os seus afazeres o quanto antes. Entrei no quarto e mamãe estava dormindo, na cabeceira da cama dela havia um copo com água e alguns comprimidos, muitos, na verdade. -Mãe?-Eu perguntei, a balançando. -Christian?-Ela disse, surpresa, coçando os olhos. -O que a senhora tem? não está se sentindo bem? -Ah, meu filho...faz meses que eu me sinto fraca, não tenho a menor disposição para levantar da cama, acho que não sei viver sem o seu pai, talvez ele esteja vindo me buscar.-Ela disse, desanimada. -Para de falar uma coisa dessas, mãe! tenho certeza de que a última coisa que o papai iria querer no mundo ia ser te ver assim! porque não me ligou? porque não avisou que estava doente? -Achei que você já tinha problemas demais pra resolver, meu filho, você está enfrentando uma barra e tanto com esse processo no tribunal, mais a camille, os bebês, ah, como estão meus bebês? nem sequer pude vê-los. -Eu não consegui trazê-los hoje, mas, prometo que amanhã eu trago eles aqui, eles estão uma gracinha. -E a Camille? vocês conseguiram se resolver? -Sim!Camille está na frente da Star Enterprises agora, e está se saindo muito bem, por sinal. -Caramba! que coisa boa, meu filho, mas, e você o que ficou fazendo? -Eu estou com as crianças, a Camille é completamente contra termos babá, então, ela só concordou em assumir a empresa se eu ficasse em casa com as crianças. -Ah, mas nisso eu concordo com ela! criei todos vocês sem babá, e não me arrependo. A porta se abriu, era Miranda. -Eu sinto muito atrapalhar o momento fofo de vocês dois agora, mas, o advogado chegou.
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