Naquela semana, eu desmarquei reuniões, tranquei a agenda, e deixei o celular de lado mais do que o normal. Helena até achou estranho no começo, franzia o cenho e perguntava se eu estava bem. — Nicolas, você tá com febre? Porque você ficar três dias seguidos sem olhar os e-mails é suspeito. — Tô com outra febre. Uma que me faz querer viver — respondi, puxando ela pela cintura, fazendo-a rir com aquele riso que dobra os olhos e aquece tudo ao redor. Ela estava linda. Cada dia mais. Às vezes me pegava observando enquanto ela lavava o cabelo ou ajeitava os quadros da sala, como se tudo ao redor fosse um filme lento e ela, o foco principal. O jeito que andava pela casa, sempre com alguma música baixa tocando, a forma como falava com as plantas que colocou na varanda, ou como suspirava fundo

