O transporte chegou em menos de dez minutos. Lucas foi colocado numa maca improvisada, com curativos m*l feitos para conter o sangramento até a chegada do socorro. Victor e Carlos fizeram tudo rápido, limpos, com anos de experiência em situações de guerra — porque era isso que aquilo tinha se tornado: uma guerra de sangue, heranças e segredos que consumiram tudo e todos. Mas eu sabia. No fundo, eu já sabia. Lucas não ia sobreviver. Mesmo enquanto tentavam estabilizá-lo no carro blindado rumo à base segura, o som dos monitores já dava sinais de falência. O coração dele batia irregular, fraco, e os olhos começavam a perder o brilho. As mãos dele tremiam como se estivessem tentando se segurar à última gota de vida. Mas a morte… … a morte era mais rápida. E naquele caso, também merecida

