Depois de duas noites atrás, onde Jorge me disse que não queria me machucar, algo em mim foi ativado. Quando o vi, como outras vezes, o meu coração bateu forte, mas dessa vez tive vontade de abraçá-lo. Eu não estava mais conseguindo segurar o que estava sentindo. Estou sentada no sofá com as pernas no colo dele enquanto leio um livro do ensino médio. — Miriam! A minha mãe me chama. Nós dois olhamos para minha mãe, surpresos com o seu grito. — Eles te deram uma vaga na universidade de Barcelona! Ela grita eufórica. Levanto-me espantada e arranco o papel das mãos da minha mãe, leio e grito de alegria, mas isso passa quando vejo o olhar que Jorge me lança. Uma mistura de tristeza e frustração. — Parabéns. Ele força um sorriso. Sorrio como uma menina e, sem mais delongas, o abraço. Perc

