— Acontece que um cara que ficou me assediando a noite toda… ele até veio até o meu carro. — Como assim?! A sua voz parecia preocupada. — Você está bem? Ele fez alguma coisa com você? — Não, ele foi embora. Eu explico, chorando. — Ainda estou com muito medo, aparentemente ele tinha guarda-costas e parecia rico. — Saia daí e venha para o escritório! — É muito tarde, por que você ainda está no escritório? — Alguns inconvenientes aconteceram, preciso ir buscar você? — Não, eu vou até aí. — Te espero. As minhas mãos tremem quando encerro a ligação e respiro fundo para me acalmar. A discoteca Anjos, normalmente movimentada e vibrante, parece-me agora um local sombrio e ameaçador. Olho em volta, o meu coração ainda batendo forte, com medo de que o perseguidor apareça novamente. Ligo o c

