O táxi nos deixa na frente da casa onde cresci. Nós dois saímos do carro e eu fui direto pegar algumas malas. O nervosismo toma conta de mim depois de quatro anos sem pisar naquela casa, mas não era esse o motivo de eu estar nervosa. O motivo er o Jorge. — Miriam, me ajude aqui! Daniel grita comigo que estou perdida em pensamentos. Olho para ele sorrio com os nervos à flor da pele. Não sei se quero vê-lo depois de quatro anos, mas não há como voltar atrás. Pego as duas malas que Daniel me entrega e vou em direção à entrada do prédio. Nós dois pegamos o elevador até o nosso andar e, assim que deixamos as malas no patamar, a porta se abre revelando a minha mãe e ele. A minha mãe se joga em mim com lágrimas nos olhos e me aperta de tal maneira que quase me sufoca. Não levanto os olhos por

