— Ontem elas viajaram e você não reclamou. Reprimo um sorriso e balanço a cabeça. — A única vez então. Ele abre a boca em estado de choque. — Que? Eu rio alto enquanto jogo a minha bolsa sobre um dos ombros. Jorge, rancoroso, se aproxima de mim rapidamente e depois começa a fazer cócegas nas minhas costelas enquanto rio sem parar. — Jorge, estou atrasada! — É a minha vingança, querida. Eu olho para ele e franzo os lábios. — Bem, agora vou embora sem te dar um beijo. Abro a porta do quarto e espero pacientemente pelo elevador enquanto o seu olhar me percorre. — Nem um beijo? Viro o meu corpo e o vejo fazendo beicinho. — Não. Ele estreita os olhos e abre ligeiramente a boca. — Míriam... — Diga-me. — Me dê um beijo, por favor. Ele faz beicinho novamente. — OK. Eu rio e len

