Assim que o elevador chega à recepção, desço e o meu telefone toca. — Sim? — Olá, querida. Congelo ao ouvir a sua voz e amaldiçoo-me por ter esquecido a minha mãe. — Olá, mãe. — Como você está, querida? — Tudo bem. Eu suspiro. — Cansado dos exames. — Bem, acalme-se. Falta pouco para você voltar para casa. — Sim. Rio. — E o Jorge? Ela não responde por alguns segundos. — Bem. — Está tudo bem, mãe? Perguntei achando estranho o jeito dela. — Sim, acalme-se. Franzo a testa e caminho apressadamente por Barcelona para chegar à universidade. — E por que você está com esse tom de voz, mãe? Eu a ouço suspirar e murmurar algo inaudível. — Eu peguei um resfriado. Não é nada de mais, Miriam. Eu aceno não convencida. — Bem, eu preciso desligar, mãe. Um beijo. — Um beijo, querida. Des

