Segundo Encontro

3949 Words
Me sinto tenso, excessivamente inquieto. Quero voltar para o carro e ir para o meu apartamento, quero estar deitado na minha cama confortável ao lado dela, desfrutando de seus beijos, de suas carícias, de seus movimentos de quadril; mas devo estar aqui. Amo meus irmãos. Sério, eu amo Eros e Hera, e adoro aproveitar dias como esses, em que eles estão celebrando mais um ano de vida, mas se ela me disser que quer voltar para continuar o que estávamos fazendo, não hesitarei nem por um segundo. Estou quebrando minhas próprias regras, porque quando dou minha palavra, a cumpro, mas já pensei em como me justificar para meus irmãos. Amar meus irmãos não significa que eu deva me expor por eles, a menos que seja estritamente necessário ou devido a alguma emergência. Fazer isso enquanto estão sendo festejados não se encaixa nessas situações. De qualquer forma, preciso relaxar, mesmo que não queira estar aqui. Ela veio de Las Vegas para ficar comigo, para ser minha acompanhante esta noite, e não posso agir como o homem exigente que costumo ser. — Você está muito calado — diz ela, sem soltar meu braço. — Achei que estaria mais relaxado depois de ter um show privado. Escondo um sorriso nos lábios. «O que essa garota tem que me deixa assim?» — Já te disse que não me exponho. — Você está comigo, então passar da sua hora de dormir tem que valer a pena, não? — Jamais disse o contrário. — Também não confirmou o que eu disse. — ela replica. Mordo a língua e decido lhe mostrar um leve sorriso. — Acho que não é do seu interesse que eu confirme, isso te colocaria em uma situação um tanto difícil, Madeline. Ela franze a testa, mas não para de sorrir. — Você acha que pode me intimidar, doutor West? — pergunta, com um tom provocativo, e eu tenciono ainda mais. — Me apresento para mais de quinhentas pessoas todas as noites sem que um músculo meu trema. Que você confirme minhas palavras não é algo que me tire o sono. Negar é o que faço, me lembrando de que não devo enlouquecer porque os outros veem o que me pertence. Estou certo em dizer a ela que não seria bom que eu confirmasse, porque isso deixaria claro o que penso, e tudo o que temos acabaria. Não quero isso. Não quando já estou começando a me sentir confortável ao seu lado, e é por isso que mantenho silêncio e decido seguir meu caminho com ela para dentro da festa. — Boa noite, família. — digo, finalmente me apresentando a eles. Não é minha culpa que alguns conhecidos tenham me parado para me cumprimentar. Não queria, mas a educação em primeiro lugar. — Uau, finalmente você se digna a se aproximar! — declara Eros. — Já estava preocupado, irmãozinho. Um sorriso travesso surge nos meus lábios, mas não respondo. Em vez disso, olho para Siena e Amália. Por alguma razão, a mais nova me lança um olhar mortal e juro que tenho vontade de rir, mas não consigo deixar de me preocupar com a expressão de Amália. Não preciso ser adivinho para saber o porquê, nem sei porque diabos ela está aqui. Ver Apolo não deve ser fácil e, embora eu ame meu irmão, espero que ele não tenha a audácia de se aproximar dela. — Apresento minha acompanhante — declaro, ignorando o comentário do meu irmão. — Siena, Amália, esta é Madeline Phil. — Sou Siena. — se apresenta a garota. «Ela deixará de me ver como seu inimigo quando souber a verdade?». — A noiva do meu irmão… — acrescento, explicando à minha acompanhante. — Exatamente isso, Zeus. Obrigada por esclarecer. — se apressa a dizer minha cunhadinha furiosa. — Prazer em conhecê-la, Madeline. «Não entendo como alguém tão pequena pode ser tão arrebatada». — E ela é... — Amália — diz imediatamente, sem me deixar terminar. — Sou prima da Siena, um prazer conhecê-la e, se me desculpam, já volto. — Aonde você vai? — pergunta Siena na mesma hora. — Para o banheiro. — Te acompanho, então. — Não se preocupe, já volto. E, sem mais, Amalia se vai sem dar explicações. Fico em silêncio, enquanto Siena me lança um olhar e eu levanto a sobrancelha. Eros simplesmente observa tudo com um leve sorriso, certamente se divertindo com a confusão da sua irmãzinha. «Tão grandão e não se atreve a tirar as dúvidas dela, embora agora que penso nisso, com a Siena sendo como é, eu também não teria coragem.» Madeline se senta ao lado de Siena e as duas começam a conversar de maneira amena, enquanto eu chamo o garçom que passou por mim e peço uma taça de champanhe para ela. Ordeno que me traga um copo de água com uma rodela de limão e, cinco minutos depois, já estou com a bebida nas mãos. Os minutos passam, mantenho a calma conversando com Eros, enquanto Madeline e Siena também dialogam. Algo que me intriga é que Madeline é extremamente carismática, faz amizade rapidamente e é do tipo que fala primeiro se ninguém o faz. Ou ela é muito falante ou realmente gosta de fazer amigos; de qualquer forma, ela é mais uma da lista de antíteses do que sou. Eu consigo conversar, ser educado e defender a verdade ao ponto de não deixar impune quem tenta me enganar ou cometer injustiças na minha frente, mas de me sentar para bater papo de forma descontraída com o primeiro desconhecido, não. Jamais. Eu gosto de Siena, porque até agora ela conseguiu controlar a vida sem vergonha do meu irmão. Gosto o dobro de Amália, porque ela salvou meu gêmeo e em seu ventre teve sangue do meu sangue. A ambas, apesar de não conversarmos como se fôssemos os melhores amigos, eu as amo tanto a ponto de vê-las como parte da minha família, como se fossem minhas irmãs, mas não consigo me sentar com elas e conversar com um grande sorriso como está fazendo Madeline. É curioso que eu, as conhecendo desde antes, não faça isso, enquanto ela, que acaba de conhecê-las, já está falando sobre coisas banais com a altiva Siena. — Com licença… — diz minha cunhada, antes de me lançar um olhar. — Vou buscar a Mali, já volto. Não a detenho, pois, de fato, Amália já está demorando mais do que o necessário para fazer o que deixou claro antes de se levantar. — Claro, Siena. Estaremos aqui! — declara Madeline com aquela voz tão cativante que tem. Eu a vejo se afastar e então olho para Eros. Ele toma a bebida de seu copo de um gole só e depois dá uma tragada em seu charuto. Faço uma expressão de desaprovação ao ver como ele prejudica seu corpo com essas porcarias e, quando ele pisca para mim, reviro os olhos. Ele vai atrás de Siena, o que me causa um pouco de graça, porque ainda não entendo como, com esse tamanho todo, a garota consegue controlá-lo sem dizer uma palavra. — Vamos dançar? — pergunta Madeline, se levantando do assento. — Estou com vontade de dançar. «Desculpe, mas não gosto que tenham cobiça pelo que tenho». — Preferiria que fôssemos para a cobertura. Ela levanta a sobrancelha. — Não são nem meia-noite, você me prometeu que até às doze, Zeus. Levanto o pulso e olho a hora no meu relógio. Dou mais um gole no meu copo de água e fixo os olhos nela. — Faltam quinze para as doze. — Então vamos dançar esses quinze minutos. — Preferiria ir com minha família e nos despedir deles… — proponho, a vendo estreitar os olhos. — Isso nos tomaria mais de quinze minutos, acredite. — E o que você vai dizer quando eles perguntarem quem eu sou, na verdade? Já pensou nisso? — pergunta, muito perto de mim, tirando um pelo inexistente do meu terno. — Você vai continuar me apresentando como uma acompanhante, Zeus? — E não é isso que você é? — As acompanhantes não fazem o que eu faço com você, a menos que sejam acompanhantes que vendem seus corpos e, acredite, estou longe disso, Zeus West. Se estou com você é porque quero, mas não me considere fácil, muito menos i****a. — Acredite que não te convém ser apresentada como o que realmente é, Madeline. — declaro firmemente. — E o que eu sou realmente, segundo você, Zeus? — Isso também não te convém saber. Você é minha acompanhante e assim será até que chegue o momento certo. — sentencio. Seus olhos cinzas me atravessam, mas não me corrijo. Desde que nos conhecemos, desde que nos vimos pela primeira vez, muitas coisas aconteceram entre nós através da distância. De alguma forma, Madeline Phil e eu criamos um relacionamento virtual, o qual nos recusamos a abandonar. Foram chamadas, vídeos, fotografias e mensagens de voz bastante sugestivas, mas também repletas de informações que cada um de nós quis declarar para continuar alimentando o que quer que esteja acontecendo aqui. Depois de um ano, este é nosso segundo encontro cara a cara. Ela chegou a Nova York ao meio-dia e, assim que terminei meu trabalho na clínica, a primeira coisa que fiz foi sair rapidamente para meu apartamento para finalmente encontrá-la. Não a deixei me cumprimentar, simplesmente ataquei seus lábios carnudos e a beijei. A beijei tanto que acabamos na cama, e não a deixei sair até que ela se lembrou de que tínhamos que ir ao aniversário dos meus irmãos. E agora estamos aqui, discutindo algo que começou depois de termos nos encontrado e que, ao que parece, ela insiste em não deixar por aqui. — Muito bem, vamos nos despedir da sua família. — ela fala finalmente, entrelaçando sua mão com a minha, que está tensa. — Mas não reclame quando eu fizer o mesmo, doutor West. Eu a olho, incrédulo diante de sua ameaça sutil, mas prefiro encerrar essa conversa aqui. Prefiro mil vezes morrer a ter que discutir com ela na frente dos outros. Melhor me despedir dos meus pais e conversar sobre isso em um lugar mais privado com ela. Posso ser um homem que se irrita facilmente, mas sei me comportar em público e não vou desrespeitar alguém que sabe muito bem como me colocar em uma situação difícil. O caminho até meu apartamento transcorre em completo silêncio. Madeline não para de digitar no celular, provavelmente respondendo aos comentários que recebe nas fotos que publica. Isso é algo que me irrita, que me incomodou desde que a conheci, e embora eu tenha me mantido calado durante todo o ano em que a tive à distância, vendo suas respostas, vê-la fazendo isso na minha frente me faz perder a paciência. Aperto o volante com força e sigo concentrado na estrada. O silêncio prevalece durante o restante do caminho. Justo agora, estou digitando a senha para entrar na minha cobertura, com ela ao meu lado. Não preciso ocultar nada que ela já saiba, pois eu mesmo a informei quando ela chegou à cidade e dei a ordem para que a deixassem entrar no prédio. — Por que sinto que você está obstinado? — Porque realmente estou — respondo tranquilo, abrindo a porta para que ela entre primeiro. Ela me olha com uma sobrancelha arqueada e entra, não sem antes revirar os olhos cinzas. — Se me perguntar algo, eu te responderei. — Sua sinceridade é exclusiva só quando te convém. «E ela continua com o assunto» Fecho a porta e, assim que o faço, tiro o paletó e vou atrás dela, desatando o nó da minha gravata. Ela vai direto para o quarto e ainda não solta o maldito telefone. — Não faça perguntas se não estiver preparada para ouvir a resposta. — Seu hermetismo me irrita, doutor Zeus. — E a sua dependência desse telefone me irrita… — retruco, jogando meu paletó e gravata sobre o sofá e, quando ela se vira para me desafiar, arranco o celular dela e o jogo também sobre o sofá. — Quando estiver comigo, não o use. — Quando eu tiver meu celular na mão, não o arranque de mim novamente. Me aproximo e a segurando pela cintura, a puxo com força para perto de mim. — Já te disse que sou egoísta? — Algo assim você mencionou na videochamada de alguns meses atrás, mas acho engraçado como você é egoísta com alguém que não te pertence oficialmente. — Madeline, posso ser um homem que respeita limites e sabe te dar seu espaço, mas não me provoque. — E se eu quiser romper esses limites? Especialmente os que você insiste em manter comigo. — Não vou ter essa conversa quando tudo o que desejo é ter você debaixo do meu corpo novamente. — Me convença. — Não há tempo para isso, amanhã você volta para Las Vegas e sabe Deus quando vou te ver de novo. Ela solta uma risada bem descarada. — Tenho residência em Las Vegas até a temporada terminar, você sabe onde moro, sabe tudo sobre mim. Se não vai me visitar nem um maldito fim de semana é porque não quer, Zeus. — Você sabe muito bem que minha vida é complicada. — murmuro, acariciando o lábio inferior dela com meu polegar. — Ser médico, por si só, é complicado, e ser um cirurgião torna tudo ainda mais difícil. Ir para Las Vegas todo fim de semana, mesmo que eu morra de vontade de fazer isso, complicaria minha agenda, e você sabe o quão importante é para mim cumpri-la. Seus olhos cinzas, aqueles olhos que me encantaram desde a primeira vez que os vi, me observam fixamente, de uma maneira que me faz estremecer e desperta em mim o que dorme quando não falo com ela, quando não a ouço. — Sempre tão perfeito, o doutor Zeus West. — Devo considerar isso um elogio? — Você deveria pensar muito bem no que quer se não quiser me perder. Um ano inteiro e ainda não definimos isso… — murmura, embora eu perceba o tom de reclamação na sua voz. — Você se recusa a contradizer minhas palavras ou a tomá-las como certas. Me trata como colega, como amiga, mas sou inteligente o suficiente para saber que o que fazemos não se encaixa nessas categorias, nas quais você insiste em me manter. O show termina, procuro meu celular para falar com você, eu fiz danças nuas enquanto você se masturbava e, mesmo assim, você insiste em me chamar de amiga! — ela grita no meio de uma risada, mas fica claro o quanto está tensa. — Se eu voei até aqui, se cancelei o show desta noite, é porque preciso que você me diga cara a cara exatamente o que quer, Zeus. Não sairei daqui sem uma resposta. Engulo em seco diante da sua exigência, mas não minto ao dizer que ela não está pronta para uma resposta, muito menos para saber o que realmente penso sobre tudo isso. — Justo agora, o que quero é te beijar. Não lhe dou tempo para retrucar, pego seu rosto e a beijo com veemência. Agradeço que, apesar da sua reclamação, ela retribua o beijo com a mesma intensidade com que a estou beijando. Acaricio seu corpo e aperto suas nádegas com minhas mãos. Ela suspira, mas se agarra ainda mais aos meus lábios. O aroma do seu perfume me invade, me excita. É doce, uma mistura de baunilha com um toque cítrico. De qualquer forma, isso me deixou louco desde o primeiro momento. A coloco cuidadosamente sobre a cama e, com cuidado, mas firmeza, arranco seu vestido. Ela fica apenas de lingerie, e sob seu olhar atento, tiro minha camisa e descalço meus sapatos. Ela respira ofegante, levando suas mãos brincalhonas para as minhas nádegas. Não sei o que a faz apertá-las, mas isso me deixa completamente e******o. Jogo a camisa no chão; a bagunça deixo para arrumar depois, e com a ajuda dela, acabo ficando completamente nu. Ela começa a beijar meu abdômen, enquanto acaricio seu cabelo dourado e suave até sentir sua delicada mão apertando meu m****o, e é aí que tudo dentro de mim se acende. Me inclino e busco sua boca, me prendo aos seus lábios, enquanto, desesperado e faminto, a guio para o meio da cama. E quando ela já está onde quero, de alguma forma, é ela quem acaba ficando sobre mim. A olho embasbacado, totalmente e******o com sua beleza. Ela, em total silêncio, afasta sua calcinha de renda e, segurando meu m****o em sua mão, o guia para sua v****a ensopada, me fazendo engolir em seco e enlouquecer com o que está fazendo. Maldigo entre dentes quando a sinto, quando meu m****o desaparece dentro dela e, com a boca seca, acaricio suas pernas suaves até chegar às suas nádegas. A instruo a se mover sobre mim, a se esfregar, e quando começa, aperto os dentes com força. Não sei o que a Madeline tem que me descontrola, então preciso me concentrar para não gozar na primeira. “Talvez não ter sexo com uma mulher desde que me dediquei à minha carreira tenha algo a ver. Ou me masturbar sempre que tenho vontade, está fazendo efeito em mim.” Sem parar de se esfregar, ela tira o sutiã de renda, me deixando à vista seus s***s firmes, com aqueles m*****s rosados que conheci há meses, através de vídeos quentes. Busco seu olhar, me lambo como um faminto, como um daqueles homens que tanto critico, mas é difícil me manter frio quando estou sob uma chama ardente que ameaça se tornar uma imensa fogueira; uma que está disposta a me queimar. “E o que mais me desconcerta é que desejo que isso aconteça.” Desde que me respondeu há um ano, desejei isso, sonhei com isso, e cada sonho se tornava mais intenso. Graças às fotos que me enviava, aos vídeos que me fazia e às notas de voz em que cantava de uma forma tão sugestiva, com letras que deixavam claro o que desejava, eu m*l podia esperar para tê-la sob meu corpo, ou assim, em cima, já que a senhorita decidiu tomar o controle desta vez. Sentir seu corpo é uma bênção, ouvir seus gemidos enquanto aumento o ritmo com minhas mãos em suas nádegas é um precioso presente. Madeline geme, seus s***s pulam enquanto ela pula sobre mim. Com suas mãos, amassa seus p****s e, jogando a cabeça para trás, arqueia as costas, desfrutando das minhas investidas. Grita meu nome, com seu cabelo cobrindo parte do rosto. Ela geme de uma maneira que me enlouquece, que me vicia mais ainda. Desde que chegou à cidade, é a segunda vez que fazemos sexo e só de pensar que logo ela irá embora, isso me deixa maluco. E fico mais louco ao saber que, se eu lhe disser o que realmente penso e o que quero, ela acabará fugindo. — Ahh — geme com força, estremecendo e caindo desfalecida sobre meu peito. — Doutor Zeus, se soubesse que você é tão bom nisso, teria viajado desde o primeiro momento e não um ano depois... Ainda em meio ao seu êxtase, continuo com minhas investidas. Aperto suas nádegas com força, a aproximando mais de mim, me deleitando com os gemidos que ela solta, até que um grunhido brota da minha garganta quando me entrego ao clímax e explodo, me esvaziando dentro dela. Que bom que fiz questão de não usar preservativo mais cedo, porque realmente me sinto bem pele contra pele. E que bom que ela me mostrou que se cuida, porque sei muito bem o que aconteceria se não fosse assim. — Eu preciso... — murmura contra meu peito. — Eu preciso que você me diga neste momento o que quer de mim, Zeus. — Não pode estar me pedindo isso agora. Busco acalmar minha respiração, embora meu coração bata forte contra meu peito. Organizo minha resposta, enquanto ela, ainda com meu m****o dentro de si, se apoia com os cotovelos em meu peito para olhar meu rosto. — Do que você tem medo? — Você realmente quer uma resposta agora? — pergunto. — Acabamos de ter um momento incrível, Madeline. Vamos deixar essa conversa para depois. — Não. — Madeline... — O que sou para você? — Madeline, por favor. Vamos... — O que sou para você, Zeus West? — interrompe-me com firmeza. — Por que não responde? — Já deixei isso claro. — Pois não me interessa, diga de novo. — Você realmente quer ouvir? — Para isso eu vim. — Somos amigos. — Amigos não fazem o que acabamos de fazer, Zeus. Não testa a minha paciência. — afirma. — E você não me teste. — Fale, maldito seja! Por que você se recusa? — Porque me recuso a ter um relacionamento formal com alguém que vive dançando e se expondo para os outros! — explodo finalmente e sinto minha bochecha arder. Aperto os dentes com força e o olhar impassível que estou lhe dando é o mesmo que ela me mostra. — É por essa maldita razão que me negava a responder, Madeline. — Você me considera uma p**a, uma fácil… — sussurra, se levantando. — Você é tão quadrado de mente que, por mais que eu tenha explicado o que faço, você continua considerando isso degradante, aberração. — Madeline... — O fato de eu dançar, cantar para um público e mover meus quadris não me torna uma p**a, Zeus. Não me torna inferior a você. — Madeline, eu jamais... — Vá se danar, doutor perfeição! — grita, furiosa, enquanto coloca seu vestido com relutância. — Eu não era uma p**a quando você me pedia fotos! Não era uma fácil quando você me pedia vídeos! Você não reclamava das minhas danças quando se masturbava enquanto eu mostrava os s***s! — Madeline, aonde você pensa que vai? Levanto rapidamente da cama ao vê-la sair do quarto. Ela continua despejando insultos, totalmente enfurecida, enquanto tento explicar a razão das minhas palavras. — Eu tentei, sério que me esforcei e deixei de lado seus comentários sobre meu trabalho. Ignorei seu pensamento crítico sobre isso e me concentrei em conhecê-lo melhor, em levar isso a outro nível, mas errei, Zeus. Você é muito preconceituoso, muito perfeccionista com sua vida, que sente vergonha de me apresentar como algo mais, com medo de que alguém me reconheça ou saiba o que faço em Las Vegas, ou vai negar isso? Fico em silêncio. — Merda, eu sabia — murmura com um sorriso que está longe de ser feliz. — Ariel me disse isso e não quis acreditar. — O que sua irmã te disse sobre mim? Ela não me responde de imediato. Vai direto para sua mala e, com os saltos na mão, abandona o quarto, furiosa. Eu a sigo até a sala, sem me importar que estou nu, e quando ela para em frente à porta, fico parado. — Que você é o tipo de homem que gosta de manter sua imagem perfeita fora e dentro de casa. Ela me disse que você é o tipo de homem que busca se juntar com uma mulher culta, esnobe e cheia de frescura. Minha irmã me disse que com você eu perderia meu tempo, porque não sou o protótipo da garota perfeita que usa conjuntos de duas peças e brincos de pérola — declara com raiva. — Agora vejo que ela não estava errada, mas quero que você se lembre, Zeus West, que eu, Madeline Phil, tenho tanto dinheiro, status e posição quanto você. Dito isso, me dá as costas, abre a porta e sai, a batendo com força, o som ecoando por todo o interior. “c*****o!”
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