Valentina.

4363 Words
Pov. Valentina Malditos adolescentes idiotas. Eu devia arrancar a cabeça deles. Olha só o que fizeram com ela. Mais eu vou arrancar cada m****o de cada um deles. Um por um enquanto os outros assistem sem poder fazer nada. Olho para a garota adormecida em meus braços e analiso seu ferimento e noto algo incomum. Acho que terei que refazer seus passos, essa marca n***a ao redor do ferimento em sua mão é conhecida. Provavelmente tem um ou mais deles por aqui, isso explica o guardião ter aparecido sem ser solicitado. Ela está em perigo, eu estive tão focada em meus deveres e em observar a garota que esqueci de checar os arredores da cidade, agora terei que redobrar meus cuidados. Assim que me aproximo do carro a porta de trás e aberta por meu guardião, o filhote mediano de lobo em sua forma normal. Lobos guardiões possuem três formas. A forma para a convivência diária que é a de lobo, a segunda e a de lobisomem quando estão em fase de crescimento e a terceira e a de batalha onde eles se tornam bestas selvagens e podem assumir outras formas, mas isso apenas na fase adulta. Uma evolução necessária, assim como os seres sobrenaturais evoluíram, seus guardiões também o fizeram. Sorrio para ele que me cheira, provavelmente sentiu o cheiro de sangue em minha roupa e está conferindo meu estado físico, ao constatar que estou bem ele olha em direção a garota. - Ela foi envenenada. - digo e ele rosna. - Sim, é o que você está pensando. Preciso que você refaça os passos da garota pra mim e ache o objeto envenenado e tome cuidado, você ainda é jovem demais pra morrer. - completo divertida e em resposta meu grande parceiro desde os quinze anos corre em direção a floresta. Acho que me precipitei quando disse as minhas mães que elas poderiam permanecer na Alemanha resolvendo os assuntos da família. Agora terei que pensar melhor sobre isso. Tem algo estranho aqui. Que a morte de seus pais foram planejadas por alguém eu já sabia, mas esse veneno mostra que tem alguém experiente aqui vigiando a garota e seus passos. A família Lavely Ballard não passaria despercebida por muito tempo, seus pais erraram ao achar que não contar sobre seu legado sobrenatural para seus filhos iria os livrar de toda a m***a que tem acontecido no nosso mundo. Esconder um legado desse tamanho foi um erro fatal, quando o guardião de Isabelle apareceu naquela noite, eu me perguntei se realmente eles não sabiam nada sobre nosso mundo, mas tive certeza de que não sabiam quando vi um selo de contenção no braço de Nick em forma de marca de nascença para disfarçar sua forma original. Seria obvio colocar isso no braço de um garoto que você não quer que use suas habilidades, mas o motivo aqui foi adormecer qualquer resquício de habilidade sobrenatural. Porém não tiveram tempo de fazer isso com Isabelle, a garota está perto de completar dezoito anos, seus genes estão aflorando, se eu não tivesse interferido aquelas duas vezes em que ela discutiu com a loira ressentida e o v***o encubado do time de futebol americano, ela teria perdido o controle e eu não gostaria de ficar pra saber qual de suas habilidades estava surgindo primeiro. Espero que ela seja tudo que disseram que seria. Assim não serei a única a carregar um grande peso nas costas. Somos herdeiras de dois legados. Os primeiros seres sobrenaturais. E ainda tem o principal, o que eu odeio ter que mencionar. Olho para a garota no banco ao lado e suspiro, todos tem uma escolha, mas nós duas nascemos sem opção, nosso destino nos levará ao desconhecido. Foco minha atenção na estrada e acelero para chegar mais rápido a minha casa, espero que o senhor Griffin já esteja lá e com o objeto envenenado. Tiro uma mão do volante e checo a temperatura da garota, ela está ficando com febre. Me apresso para chegar logo a minha casa para tratar da garota ao meu lado. Graças as minhas mães eu fui treinada para todos os tipos de situações, lidar com pessoas envenenadas é uma delas. Isabelle não e a primeira e nem a última pessoa que vejo envenenada, porém essa marca n***a em sua mão me diz que só pode ser coisa daqueles vermes malditos. Assim que paro o carro em frente a minha casa, solto o sinto da garota e a carrego para dentro da casa, a levo para o meu quarto e a deito em minha cama. A deixo confortável e em seguida saio para pegar os ítens necessários para cuidar da garota, aproveito e mando uma mensagem para meu tio que a essa hora ainda estaria comandando o time de Nick, pedi para ele avisar ao garoto que sua irmã está bem e comigo, assim ele poderia se concentrar em sua partida. Subo em direção a meus aposentos e quando entro no mesmo vejo meu melhor amigo em sua forma de lobisomem segurando um graveto. - Você não devia andar assim durante o dia só pra pular a janela do meu quarto senhor Griffin. - reclamo e ele volta a sua forma de lobo e em seguida pega o graveto com os dentes e trás até mim, eu pego o graveto e o analiso. - Verraten. - recito o feitiço de revelação e o graveto se transforma em uma flecha com o símbolo do clã daqueles ridículos. Como eu suspeitei. Eles estão aqui e pelo que vejo Isabelle é o alvo principal. Terei que passar mais tempo perto da garota e do seu irmão. - Fique lá embaixo aguardando meu tio, mas antes verifique a casa ao lado e os arredores e solte o guardião de Isabelle. - digo e o lobo salta pela janela. Bom garoto. Guardiões são seres que nunca habitaram a terra é quando são chamados para este plano, juram p******o e lealdade a quem os chamou. São seres raros e que apenas as linhagens mais poderosas podem possuir. Foco minha atenção na garota na minha cama e em seguida guardo a flecha na minha gaveta. Tiro o vidro com o antídoto, álcool e ítens de primeiro socorro e coloco na parte livre da cama, depois vou até o banheiro encher a bacia com água, em seguida volto para o quarto e começo a passar o pano molhado pelos braços cheios de terra da garota, em seguida limpo primeiro sua mão boa, depois início uma limpeza mais cuidadosa em sua mão machucada. Noto o quanto ela é forte, essa garota tinha um objetivo e mesmo depois de ter levado uma flechada envenenada na mão, ela não recuou, ignorou a dor e seguiu seu caminho. Pego o álcool para limpar o ferimento e analiso seu rosto aparentemente sereno, diferente de quando a conheci e das outras vezes que nos encontramos, sempre recuando, evitando contato e diálogos. Com toda certeza ela já passou por alguma situação difícil além da morte de seus pais, ela não confia nas pessoas e algo me diz que isso tem haver com o que aqueles idiotas da escola dizem sobre ela. Termino de limpar o local ferido e em seguida pego o antídoto e pingo três gotas, demoraria um pouco para a marca n***a regredir, então fiz um curativo e enfaixei sua mão com cuidado para evitar que ela ou qualquer outra pessoa pudesse cheretar onde não deve, pelo menos até o antídoto começar a agir. Assim que termino separo umas roupas minhas e deixo ao lado da garota e em seguida a cubro com o lençol. Quando o antídoto começar agir ela vai acordar e precisará se alimentar, então não tem forma melhor de esperar pelo despertar da garota do que fazendo algo para comermos. Não sei quanto tempo fiquei preparando o jantar, só sei que exagerei na quantidade de comida, pois minha intuição dizia que chegaria mais alguém junto com meu tio, provavelmente Nick. Assim que termino o jantar e ouço uma movimentação no andar de cima, me concentro para descobrir de que local do andar de cima vem o barulho, mas o cheiro familiar da minha vizinha me faz relaxar. Finalmente ela acordou, isso me faz olhar as horas e ver que já são sete horas, o jogo já deve ter acabado, ouço mais movimentações no meu quarto e em seguida um barulho de água, ela está tomando banho. Subo as escadas rapidamente fazendo o mínimo barulho possível, entro em meu quarto e pego uma roupa para mim e em seguida vou para o banheiro do corredor e tomo um banho rápido, me visto e em seguida desço para arrumar a mesa para comermos. Coloco a mesa rápido usando minha velocidade sobrenatural para andar levar os ítens da cozinha para a sala de jantar e não demora muito para que um barulho de carro estacionando na frente da minha casa chame minha atenção, foco meu olfato nos cheiros e minha audição na quantidade de batimentos cardíacos, cinco pessoas, meu tio, Nick e acho que seis amigos, porém o cheiro daquela garota ruiva não está presente. Ela não veio. Estranho. A porta é aberta e ouço vozes baixas e sorrio colocando mais cinco pratos a mesa. Não demora muito para que meu tio chegue a sala de jantar com os convidados inesperados. - Boa noite, minha querida sobrinha. - diz meu tio se aproximando de mim e seguida beija minha testa. - Boa noite a todos. - digo educada e os quatro parados na porta sorriem. - Preparei um jantar bem típico de Munique para vocês provarem um pouco da culinária alemã. Espero que gostem. - completo e eles olham para a mesa posta para sete pessoas. - Nossa, a gente veio de penetra e vai ganhar um jantar alemão. - diz o latino que se não me engano se chama Jensen. - Sim, eu m*l posso esperar para experimentar isso tudo. - diz a morena olhando as variedades a mesa. - Fiquem a vontade para provar os pães enquanto esperamos por Isabelle. - digo olhando para Nick que estava olhando tudo com atenção, mas me encara ao ouvir o nome de sua irmã. Ele está interessado na estante de recordações que minhas mães fazem questão de mostrar aos convidados delas. Porém eu não. - Pode ir lá olhar. - digo e ele n**a. - Não seria educado da minha parte e eu sinceramente estou mais interessado em ver a minha irmã e saber como ela está. - diz e eu assinto. - Ela está bem agora, eu cuidei dela. - digo e ele sorri fraco. - Obrigada, significa muito pra mim saber que ela tem alguém bom e que cuida realmente dela. - diz e eu noto um tom conhecido. Tom de culpa. Realmente algo aconteceu com Isabelle e ele se sente culpado. - Não agradeça, sua irmã é uma garota forte e isso ainda ficará nítido para todos. - digo e ouço passos na escada. - Esse pão e muito bom e com esse molho fica muito mais gostoso. - diz o moreno e se me lembro bem ele se chama Henry e a morena ao seu lado Sasha. - Ficamos felizes que estejam gostando. - diz tio Fergus se sentando a mesa. Não demora muito para que a voz de Isabelle se torne presente e isso anima os convidados. - Valentina ? - me chama e eu vou em direção a escada e assim que apareço em seu campo de visão ela sorrir sem jeito, pois eu a analiso de cima a baixo vendo como minhas roupas ficaram boas nela. - Vejo que minhas roupas te serviram bem. - digo oferecendo minha mão para ela que aceita. - Acho que ficaram melhores em você. - completo e vejo ela revirar os olhos. - Você não e boa com elogios. - diz e eu sorrio. - Não estava te elogiando mesmo. - digo e ela levanta a mão para me bater mais para e faz uma careta. - Está doendo muito ? - pergunto a guiando em direção a sala de jantar. - Não, apenas quando movimento os dedos. - responde e eu assinto e quando aparecemos na entrada da sala de jantar Nick corre para abraçar sua irmã e eu me afasto para dar espaço aos dois. - Me desculpa Izzy, eu tentei ir atrás de você, mas o treinador não deixou. - diz se afastando para olhar sua irmã e nota sua mão enfaixada. - Você se machucou. - exclama analisando a mão da garota. - Tudo bem, você não podia perder esse jogo, fico feliz que o treinador não tenha te deixado perder uma chance de algum olheiro disfarçado ver o talento que você tem. - diz a garota sorrindo e meu tio ri chamando a atenção dos dois. - Eu disse isso a ele. - diz se levantando e em seguida vai até a garota. -Sou Fergus Leblanc, treinador do time e tio de Valentina. - completa estendendo sua mão para a garota que aceita e quando ela aperta sua mão ela a vira e beija a mão da garota e a garota faz uma careta engraçada. Ótimo. Ele está sendo um velho tradicional agora. - Ele também fez isso comigo e eu também fiz essa mesma cara, mas achei legal, cavalheirismo e raro hoje em dia. - diz Sasha e meu tio sorrir. - E um prazer conhecê-la. - diz meu tio para a garota que assente. - Que tal jantarmos logo antes que a comida esfrie ? - questiono puxando uma cadeira e em seguida olho para Isabelle que parecia perdida ao ver seus amigos aqui. - Sente-se aqui por favor. - peço e ela assente e o faz, em seguida vou para meu lugar. - Ela puxou a cadeira pra ela, porque você não é como a Valentina ? - question a morena olhando seu namorado que atacava o pão. - Porque somos pessoas diferentes. - responde com a mão sobre a boca. - Um pouco de cavalheirismo é bom sabia ? - diz irritada se sentando e todos riem. - Minha baby Yoda, pode nos contar agora o que te fez sair correndo e como se machucou ? - pergunta Jensen e eu olho para Isabelle que olha para mim. Talvez ela queira falar sobre isso. Devo ajudá-la. - Bom, foi... - tento falar mais ela me interrompe. - Tudo bem, acho que tenho que ser sincera. - diz me encarando e eu assinto. - Nesse caso meu tio e eu iremos nos retirar para que vocês conversem a vontade. - digo me levantando e meu tio faz o mesmo. - Não, você me ajudou é não foi a primeira vez, pode ficar. - diz e eu n**o. - Isso e assunto de família e amigos íntimos, não ficarei a vontade aqui, quando terminarem avisem. - digo e eu saio rápido da sala para não dá chance da garota rebater. Me dirijo ao escritório com meu tio vindo logo atrás, assim que entramos eu fecho a porta e olho para ele. - Então, qual é a situação ? - pergunta e eu suspiro. - Eles estão aqui atrás de Isabelle e provavelmente de Nick também. - respondo e ele se escora na parede e coça sua barba. - Podem estar atrás de você e não deles, os dois ainda não são detectaveis para outros seres além dos que sabem quem eles realmente são. - diz pensativo. - Os floda reltih podem ter rastreado você até aqui e sua aproximação dos dois pode ter feito eles atacarem a garota para tentar chegar a você, porém eles não imaginavam que ela não seria derrubada por uma flecha venenosa facilmente. . - completa e eu assinto. - Não sei, devemos verificar isso tio e convocar as familias dos clãs que vivem aqui para alertar a todos sobre os possíveis intrusos na cidade. - digo e ele assente. - Claro, mas primeiro vamos atrás de provas, não podemos convocar o conselho daqui sem ter como provar. - diz e eu reviro os olhos. - Acho que a flecha que envenenou Isabelle serve. - digo e ele me encara. - Você achou ? - pergunta e eu n**o. - Griffin achou, eu tive que cuidar da garota. - respondo e ele assente. - Certo, irei levar a flecha comigo e convocar o conselho. - diz e eu assinto. - Está no meu quarto na primeira gaveta do criado mudo. - digo e ele assente. - Se despeça de todos por mim. - diz e eu assinto vendo ele sair pela porta. Chamo Griffin através de nossa ligação psíquica e não demora muito para ele responder. * Ligação On - Griffin, fique de olho no Fergus, mas não deixe ele notar sua presença, leve o guardião de Isabelle com você, eu cuidarei da família Ballard enquanto vocês não retornam. - digo e espero sua resposta. - Certo senhora, e não morra, você e muito jovem ainda e tem muito para viver. - diz debochado. Ligação Off * Lobo atrevido. Vou deixar ele sem comida por uma semana. Sorrio saindo do escritório e em seguida meu tio passa por mim, olho ele caminhando até a porta com pressa, penso em ir até a janela, mas a voz Isabelle chama minha atenção. - Valentina ? - chama e eu olho para o lado vendo a garota próxima a mim. - Sim, senhorita mão furada ? - pergunto divertida e ela revira os olhos. - i****a, vem jantar. - responde e em seguida se dirige de volta a sala de jantar. Eu apenas a sigo em silêncio, assim que chegamos nos sentamos e iniciamos o jantar. Fiquei observando eles conversarem animados entre sí, Isabelle não falava tanto quantos os outros quatro, mas ela interagia, já eu apenas achava graça da forma como eles são uns com os outros, afinal eu fui criada como um robô, o único laço afetivo que eu tenho e com meu guardião e minhas mães Emma e Genevieve. Porém enquanto uma e doce a outra me obrigava a treinar dia e noite para ser a melhor em todos os sentindo, se eu demonstrasse qualquer sinal de fraqueza ela me jogaria no poço das víboras queimadas. Dona Genevieve sempre foi dura comigo, mas eu consigo entender que ela apenas tinha medo de que eu vacilasse e fosse morta, ela não poderia me proteger sempre, então garantiu que eu saberia lidar com qualquer coisa. Respiro fundo mastigando um pedaço de carne e vejo Isabelle levar o garfo e a faca até a carne e engulo a comida rápido. - Nada disso. - digo chamando a atenção de todos. - Você está com um ferimento fundo que vai demorar a fechar, se comer dessa carne vai demorar ainda mais, eu preparei outra carne para você, vou pegar. - completo me levantando. Vou até a cozinha e pego a bandeja dentro do forno e levo até a sala de estar. Paro ao seu lado e deixo a bandeja ao seu lado. - Agora pode comer. - digo e quando me sento ela está me encarando e eu faço o mesmo. - Olha que cuidado, porque você não é assim Henry ? - reclama Sasha chamando a atenção de todos. - Okay, vou te levar pra jantar e ser cavalheiro, só me dá três dias para aprender a ser assim. - diz o moreno nervoso e eu sorrio. - Posso te ajudar se quiser, fiz aulas de etiqueta dos seis aos quinze anos. - digo ele arregala os olhos. - Não quero passar tantos anos aprendendo isso não. - diz apressado me fazendo rir. - Vou te ensinar o básico e essencial. - digo e ele assente. Gosto desses três. E pelo que vejo eles são amigos de infância dos dois irmãos. - Então, a gente quer te agradecer por cuidar da nossa princesa plebéia. - diz Jensen sorrindo. - Não precisa agradecer, eu faria tudo de novo se pudesse. - digo e sinto Isabelle me olhar, mas não retribuo. - E sério, como eu disse antes, significou muito pra mim e para todos aqui também. - diz Nick e eu assinto. - Acho que depois disso você foi vem por cento aprovada para fazer parte do grupo dos malucos da cidade. - diz a morena e eu sorrio. - Será um prazer. - digo e continuamos o jantar. Eles conversaram sobre o jogo durante o resto do jantar, apenas eu e Isabelle ficamos em silêncio vez ou outra nos olhavamos, mas nenhuma mantia o contato. Então quando todos terminaram, eu os apresentei minha sala de jogos e cinema e os deixei a vontade e fui cuidar da louça. Estava tão focada em colocar a louça suja na máquina de lavar louças que nem notei a aproximação de Isabelle e quando me virei vi a garota escorada na porta olhando para mim. - Quer alguma coisa, ainda está com fome ? - pergunto e ela n**a. - Então você veio aqui para provar do meu beijo ? - pergunto sarcástica e ela sorri sem mostrar os dentes enquanto se senta no banco e escora os braços na bancada. - Sinto muito, mas seu charme europeu não funciona comigo, desculpa te decepcionar, sei que você queria muito sentir esses lábios aqui. - responde fazendo um bico e eu n**o com a cabeça sorrindo. - Hum... Voltamos as farpas, mas pelo visto agora são farpas em formas de flertes. - digo e ela n**a. - Você quem veio com essa, eu apenas devolvi, então eu posso supor que você está afim de mim e esta tentando fazer parecer o contrário disso. - diz me fazendo rir alto. - Isabelle. - digo seu nome devagar e me aproximo dela me escorando na bancada ficando bem próxima dela que não recua, apenas me encara. - Eu não tenho tempo para me dar ao luxo de ficar com alguém ou sentir atração, estou focada em coisas mais importantes e sei que assuntos assim também não estão fixos em primeiro lugar na sua lista de interesses. - completo e ela assente. - Sim, amor não é o que que eu quero aqui. - diz e eu me afasto e continuo o que estava fazendo antes dela aparecer. - Então o que você quer aqui ? - pergunto e ouço ela suspirar. - Saber se você estava falando sério no jantar. - responde e eu a olho rapidamente vendo que ela está séria. - Sobre ? - questiono. Ela fica em silêncio por alguns minutos antes de responder. - Quando você disse que faria tudo de novo. - responde e eu noto algo em seu tom de voz. O que eu disse atingiu a garota. Posso ter tocado na ferida sem querer. - Sim, eu falei sério Isabelle. - digo firme e sincera e ela me encara séria. Eu não menti quando disse que faria de novo. Não o fiz porque é meu dever, na verdade eu não sei porque o fiz, mas fiz e sei que faria de novo. - A última pessoa que disse algo parecido com isso, virou a minha vida de cabeça pra baixo, o que era céu virou inferno. - diz e eu aproximo dela e coloco minha mão sobre a sua. - Com o tempo você vai descobrir que eu não sou uma pessoa comum como as outras. Palavras tem poder, não devemos as usar levianamente, se eu disse que faria, você pode ter certeza que eu realmente faria, eu não gosto de mentiras, a única mentira que contei em toda a minha vida foi por você aquele dia no refeitório da escola onde eu te ajudei com seu irmão. - digo séria e ela torce os lábios. - Me desculpa, não devia estar te enchendo com isso, eu não vim aqui só por isso. - diz e eu tiro minha mão da sua. - Eu vim pra te agradecer, se não fosse você eu estaria caída na cova dos meus pais até agora. - continua e eu sorrio. - Você me deu um coice com o cotovelo, foi uma evolução para todas as éguas do mundo. - brinco e ela ri. - Eu tô tentando ser sociável com você. - diz e eu assinto. - Desculpa, vou te levar a sério agora. - digo e ela revira os olhos. - Você não deve acreditar no que aqueles idiotas dizem. - completo e ela me olha. - Você não imagina o que eles disseram. - diz abaixando a cabeça. - Eu escutei tudo é não acredito em nada, seus pais te amavam e você e tudo na vida do seu irmão, ele te ama demais, não deixe o veneno daquele grupinho de filme barato te confundir. - digo e ela me olha. - Você é forte, eu imagino que você supotou muitas coisas que outras garotas enlouqueceriam se tivessem passado por pelo menos metade disso. - continuo séria. - Eu não sei sobre o seu passado, mas se quer saber, as vezes as lembranças mais dolorosas não são as que um dia já nos fizeram chorar, mas sim as que já nos fizeram sorrir. E normal se sentir insuficiente Isabelle, porque na maioria das vezes o que mais dói é acordar e ver que certas coisas que vivemos foram ilusão, que fomos enganados facilmente ou que perdemos alguém importante. Porém devemos nos agarrar as coisas boas e ruins e tentar equilibrar tudo para não sufocar e se afundar na vivência amarga. - completo e vejo uma lágrima escorregar sobre sua bochecha e a seco. - Obrigada. - diz e em seguida respira fundo. - Tudo bem, vamos ? - pergunto me virando para fechar a máquina e quando volto minha atenção para ela, ela assente e vai a frente. - Aaah, a propósito, se eu virasse sua vida de cabeça pra baixo seria no bom sentido , porque você estaria com a melhor, mais bonita e mais f**a do mundo. - completo rindo. - Cala a boca otária. - diz rindo. Isabelle. Mal sabe o que te aguarda. Mais eu estarei aqui com você. Serei a melhor amiga que você precisa.
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