Yanes jurou que ela nunca iria assumir como chefe de família, mas não nos incomodou mais. Os anos foram passando e Giselle e eu treinando pra ser chefes de família e ter cadeiras no conselho. Eu detestava tudo aquilo. Queria apenas ser a mulher fútil que escolhe vestidos para o baile dos outros. Não queria debutar na máfia, não queria ser chefe de família e nem decidir pela família dos outros. Mas Giselle tinha sacrificado muito por isso e eu a admirava incondicionalmente. Se ela não tivesse se entregue pra me defender, eu teria morrido ao dar a luz, ou antes mesmo com as sessões de tortura de Bárbara. Eu não conseguiria lidar com os traumas que ela estava vivendo. E tudo ficou mais nítido quando, com 17 anos, nossa mãe nos forçou a ir na estilista escolher nossos vestidos de debutantes.

