bc

A "patricinha" e o dono do morro

book_age18+
148
FOLLOW
1K
READ
others
drama
tragedy
sweet
lighthearted
serious
kicking
mystery
scary
like
intro-logo
Blurb

Entre o Poder e o Coração

​Geovanna nunca imaginou que sua vida mudaria drasticamente ao cruzar o caminho de Matheus, o temido PG, dono do morro. O que começou como um encontro tenso e carregado de perigo logo se transformou em uma conexão impossível de ignorar. Em um mundo onde a lealdade é testada a todo instante e o perigo espreita em cada viela, Geovanna precisou aprender a equilibrar sua essência com a realidade implacável do crime.

​Ao lado de sua fiel amiga Luana, ela enfrenta as dores e as delícias de construir uma família no epicentro do caos. Entre perdas dolorosas, surtos causados pelo peso do poder e a chegada dos herdeiros — Dominic e Morgana —, Geovanna deixa de ser apenas uma espectadora para se tornar a "Patroa", a única capaz de dobrar o orgulho do homem mais perigoso do morro.

​Uma história sobre amadurecimento, escolhas difíceis e um amor que sobrevive a décadas. De um contrato de risco a um casamento blindado, Geovanna e PG provam que, mesmo no lugar mais improvável, é possível construir um império baseado na família. No final, o destino do morro não é escrito apenas com balas, mas com o sangue e o amor de quem ousou ficar.

​⚠️ Classificação: +18 (Contém violência, linguagem imprópria e conteúdo adulto).

chap-preview
Free preview
​1° Capítulo: O Baile
Luana e eu estávamos jogadas na cama de casal do quarto dela, cada uma completamente submersa no próprio celular, aproveitando a preguiça gostosa do final de tarde de domingo. O ventilador de teto girava no ritmo máximo tentando amenizar o calor abafado daquele dia, enquanto o silêncio confortável entre nós duas era quebrado apenas pelo som distante de alguma notificação ou o barulho de um vídeo rápido que uma de nós assistia. O quarto da Luana era o reflexo exato do nosso caos particular: maquiagens espalhadas sobre a penteadeira, roupas largadas pelas cadeiras e a luz suave do entardecer atravessando a cortina. ​De repente, Luana quebrou o transe. Ela bloqueou a tela do celular com um estalo seco, jogando o aparelho de lado no colchão macio, e sentou-se com as pernas cruzadas, me encarando com um olhar carregado de curiosidade acumulada. ​— Miga, me responde uma coisa — Luana disse, puxando o cabelo bagunçado para trás e arrumando um coque improvisado no topo da cabeça. ​— O que foi? — perguntei com a voz preguiçosa, sem tirar os olhos da tela do meu próprio celular, onde eu rolava o feed de fotos sem prestar muita atenção. ​— O que você tem, afinal, com o Benício? — Aquilo me fez travar por um segundo. Desliguei a tela do aparelho imediatamente e olhei para ela na hora, encarando sua expressão debochada. ​— A gente dá uns "pega", mas nada sério — respondi no tom mais despretensioso que consegui encontrar, voltando minha atenção para a tela preta do celular apenas para fingir que aquele assunto não mexia comigo. Mas a curiosidade acabou me vencendo em questão de segundos. Olhei para ela de novo, arqueando uma sobrancelha. — Por que a pergunta? Tá interessada nele, é? ​Luana soltou uma gargalhada alta e escandalosa, jogando a cabeça para trás e deixando o corpo cair novamente contra os travesseiros macios da cama. ​— Tá doida? Só queria saber mesmo — ela riu, pegando o celular de volta do colchão e deitando de lado para me olhar. — Deus me livre de arrumar confusão por causa de homem, ainda mais o Benício, que todo mundo sabe que adora dar trabalho e vive cercado de mulher. ​O resto da tarde passou voando entre fofocas sobre o pessoal do colégio, risadas e comentários sobre quem estaria no morro mais tarde. Quando o relógio digital na parede marcou exatamente 19:30, o clima de preguiça evaporou por completo. Fui para o banho primeiro, sentindo a água morna relaxar meu corpo e tirar o cansaço do dia. O banheiro rapidamente ficou tomado pelo vapor quente e pelo perfume doce do shampoo. Luana foi logo em seguida, já ligando a playlist de aquecimento no alto-falante do celular. Funk pesado começou a ecoar pelas paredes do quarto enquanto dávamos início ao nosso ritual sagrado de produção. ​Sentamos lado a lado em frente ao espelho iluminado. O processo foi minucioso: preparamos uma pele bem feita e com contorno marcante, desenhamos o famoso delineado gatinho com extrema precisão para não borrar, passamos muitas camadas de rímel para destacar o olhar e não economizamos naquele gloss labial volumoso que não podia faltar de jeito nenhum. ​Na hora de escolher os looks, a estratégia foi pensada para aguentar a noite inteira. Eu, Geovanna, escolhi um body de renda preto perfeitamente ajustado ao meu corpo, shorts jeans claro de cintura alta com a barra desfiada e um tênis preto confortável nos pés, garantindo que conseguiria dançar por horas sem me machucar. Como a Luana não tinha trazido opção de roupa adequada para a festa, abri minha mala de emergência e emprestei a ela um body de renda vermelho vibrante, uma saia de couro preta justa e um salto alto preto. Estávamos prontas, impecáveis e exalando perfume doce por onde passávamos. ​Descemos as escadas com cuidado, entramos no carro do meu motorista particular que já nos aguardava na porta e ele deu partida em direção ao morro. À medida que nos aproximávamos da comunidade, o movimento de motos e pedestres aumentava drasticamente, e o som distante do grave do baile começava a fazer a lataria do carro tremer na mesma frequência da nossa adrenalina. ​Na entrada principal do morro, a barricada de contenção estava montada. Dois caras armados e usando rádios transmissores presos ao peito fizeram sinal claro com as mãos para o motorista encostar o veículo. PK, um dos vapores mais conhecidos do lugar, encostou o corpo na porta do passageiro, debruçando-se na janela abaixada com aquele seu jeito folgado, abusado e debochado de sempre. ​— O que vocês estão fazendo aqui uma hora dessas? — perguntou ele, encarando a gente no banco de trás com um sorriso torto no rosto. ​— Viemos pro baile, agora dá licença e manda liberar o caminho! — Luana respondeu na hora, sem hesitar, empurrando o braço dele para longe da janela do carro. ​— O seu primo sabe disso? — PK provocou, ajeitando o rádio no peito e olhando de Luana para mim. — Porque se o Matheus descobrir que você tá aqui solta desse jeito, vai dar r**m até pro meu lado. ​— Como se eu precisasse de autorização dele para sair de casa, né? Eu sei me cuidar muito bem! — Luana rebateu, elevando o tom de voz. ​Eu não aguentei a cena dos dois discutindo ali na barreira e caí na gargalhada com a audácia da Luana. PK olhou para mim rindo, balançou a cabeça em sinal de negação e fez um sinal claro com a mão para que os outros caras da contenção liberassem a passagem do veículo. ​O baile estava absolutamente lotado, exatamente como acontecia em todos os finais de semana de sol. A fumaça do gelo seco se misturava com as luzes coloridas e o cheiro forte de bebidas. Fomos direto para o setor do camarote VIP, onde tínhamos uma vista privilegiada de toda a pista de dança. Logo de cara, vi a Laura dançando de forma extremamente provocante para o CLJ, que assistia a tudo com um copo na mão e um sorriso satisfeito no rosto. Um pouco mais ao lado, outra menina do nosso círculo, a Juliana, se não me engano, estava confortavelmente sentada no colo do MPM, trocando beijos acalorados sem se importar com a quantidade de gente em volta. O clima do lugar estava pegando fogo. ​— Vamos dançar, deixa os outros de lado! — puxei a Luana pela mão para o meio da pista do camarote, sentindo o som pesado do grave vibrar no meu peito. ​Começamos a nos mover no ritmo da música, acompanhando as batidas marcantes do funk. Eu estava completamente entregue ao momento, de olhos fechados e me deixando levar pelo som, quando senti uma mão firme, quente e cheia de intenção pousar suavemente na minha cintura, me puxando para trás com autoridade. Virei o rosto devagar e dei de cara com o Benício, usando seu boné virado para trás e correntes de prata no pescoço. ​— Tá gostosa, hein? — ele sussurrou bem perto do meu ouvido, com sua voz grave tentando superar o som extremamente alto dos alto-falantes. ​— Querido, eu não estou gostosa. Eu sou gostosa! — respondi na mesma altura, encarando os olhos dele sem demonstrar recuo. ​Para provocá-lo ainda mais, passei as mãos lentamente pelo meu próprio corpo, marcando a renda do body sob a luz n***a da boate. Benício deu um sorriso de canto carregado de desejo, me puxou com força para colar nossos corpos sem deixar espaço e me beijou com vontade. Foi um beijo quente, intenso e sem pressa. Quando finalmente nos separamos em busca de ar, pedi encostando o dedo no peito dele: ​— Pega uma bebida para mim? Esse calor tá insuportável. ​— Já volto. Não some daqui de jeito nenhum — ele avisou, me dando um último selinho antes de sumir no meio da multidão abarrotada perto do bar. ​Ele não demorou muito e logo retornou abrindo caminho entre as pessoas, trazendo dois copos pretos acrílicos cheios de uísque com energético até a borda. Viramos tudo praticamente em um só gole, sentindo a bebida queimar a garganta e o efeito do álcool subir rápido demais para a cabeça. A partir daquele momento, a noite virou um grande borrão de luzes piscando, ritmos acelerados, copos cheios e pura adrenalina. Um cara puxou a Luana para um beijo perto das caixas de som, e Benício fez o mesmo comigo, me prensando com firmeza contra a grade de proteção do camarote. ​04:15 da manhã ​Saímos do baile completamente exaustas, com as pernas pesadas pelo cansaço de ter dançado a noite inteira sem parar. Fomos direto para a casa da Luana, que era muito mais perto do que tentar voltar para a minha no asfalto àquela hora. m*l cruzamos a porta do quarto dela, jogamos as bolsas de qualquer jeito no chão e nos jogamos na cama de casal do jeito que está tínhamos saído da festa, apagando quase que instantaneamente em um sono profundo e pesado. ​Segunda-feira, 13:45 ​Acordei com a cabeça pesada, latejando de dor, e a luz forte da tarde atravessando a cortina e queimando meus olhos. Arrastei-me para fora da cama e fui ao banheiro a passos lentos, jogando água gelada no rosto para tentar me recuperar. Encarei o espelho e vi minha maquiagem toda borrada da noite anterior. Quando voltei para o quarto, vi que Luana ainda estava no quinto sono, completamente apagada na cama de barriga para baixo. Peguei meus sapatos na mão para não fazer nenhum barulho e desci as escadas devagar, ligando para o meu motorista particular vir me buscar na entrada do morro. ​O caminho a pé da casa da Luana até a barreira principal da comunidade era consideravelmente longo. Descer aquela ladeira íngreme sob o sol forte da tarde, meio tonta e com uma ressaca acumulada no corpo, definitivamente não era minha atividade favorita no mundo, mas eu já estava acostumada com a rotina do morro e fui descendo no automático. ​Quando finalmente cheguei lá embaixo, o PK ainda estava de plantão na contenção, sentado confortavelmente numa cadeira de fio com um copo de café na mão. Assim que me viu descendo a ladeira com aquela cara amassada de ressaca, ele me olhou de cima a baixo e abriu um sorriso provocante de canto a canto. ​— A festa rendeu, hein, Geovanna? Olha a sua cara de acabada! — ele começou a rir alto da minha cara, chamando a atenção do outro vapor que estava ao seu lado. ​— i****a! — respondi sem hesitar, mostrando o dedo do meio para ele no mesmo instante, retribuindo o carinho e a provocação da recepção. ​O carro do meu motorista já estava me esperando encostado na calçada, com o ar-condicionado no máximo. Entrei no banco de trás, relaxei meu corpo no banco de couro confortável e o motorista seguiu viagem em direção à minha casa no asfalto. Assim que cheguei na minha residência silenciosa, só tive forças para subir até o meu quarto, tomar um banho demorado em água morna para tirar o cansaço do corpo, vestir meu pijama de manga longa bem macio e me jogar na minha cama. Fechei os olhos e apaguei no mesmo segundo, pronta para recuperar as energias.

editor-pick
Dreame-Editor's pick

bc

Between Death and Love

read
4.6K
bc

MIAMI BEACH

read
5.3K
bc

The Beginning Of My Forever

read
3.4K
bc

Do Que Somos Feitos

read
3.0K
bc

Insaciable

read
7.6K
bc

A QUÍMICA PERFEITA (AMOR NA ROCINHA).

read
8.2K
bc

MINHA PEQUENA PACIENTE

read
5.7K

Scan code to download app

download_iosApp Store
google icon
Google Play
Facebook