​9° Capítulo: Marcas e Despedidas

934 Words
Geovanna Sexta-feira, 05:00 ​Acordei cedo e fui direto para o banheiro. Fiz minha higiene e, ao voltar para o quarto, vi o PG ainda mergulhado no sono. Não resisti: deitei no peito dele e fiquei acariciando seu rosto. Ele abriu os olhos devagar, deu um sorriso de canto e eu o selei com um beijo. ​— Vamos tomar banho? — ele perguntou, levantando-se e me pegando no colo. ​Fomos para o box e, debaixo da água quente, rolou de tudo. O PG me deixou cheia de marcas roxas pelo corpo, e eu também não peguei leve com ele. Saímos do banho, me enrolei na toalha e fui até o closet dele pegar uma camisa emprestada. ​— Gostosa demais... — ele murmurou, me dando um tapa estalado na b***a. ​O radinho dele apitou no quarto e ele atendeu com passos largos. — Beleza. Já estou indo — ele disse para quem estava do outro lado. ​— Eu também já vou indo — anunciei. ​— Achei que ia embora mais tarde. ​— Não avisei meus pais que ia dormir fora, PG. Devem estar loucos. ​Antes que eu pudesse sair, ele me puxou pela cintura e me deu um beijo de tirar o fôlego. — Depois a gente se fala — dei um selinho nele e me soltei daqueles braços fortes. ​Passei no quarto da Luana antes de sair. — Me conta tudo! — ela disse, saindo do closet toda animada. ​— Amiga... seu primo me levou nas nuvens. Nunca tive uma noite como essa. ​— Agora, além de melhor amiga, vai ser prima? — ela provocou. ​— Opa, calma aí. Foi só uma noite e nada mais — respondi, rindo. ​Peguei um short emprestado com ela e fui para o meu carro, que ainda estava estacionado onde deixei ontem. Quando ia abrir a porta, senti uma mão firme no meu pulso. Era o PG de novo. ​— Achei que já tinha ido. ​— Fiquei conversando com a Luana e perdi a hora, mas já estou indo agora. ​— Não vai se despedir direito? — Ele me puxou e colou nossos lábios mais uma vez. Entrei no carro ainda sentindo o gosto dele e dei partida para casa. ​PG (Matheus) ​Cheguei na boca e fui direto resolver as pendências do carregamento. Depois que tudo estava nos eixos, entrei na minha sala e dei de cara com a Marcela. ​— Onde estava, gato? — Ela levantou e veio passar a mão no meu peito. — Depois que você desceu para a pista, não te vi mais. ​— Fui para casa dormir — tirei a mão dela de cima de mim e sentei na minha cadeira. ​— O que é isso no seu pescoço? — Ela virou meu rosto à força. ​— Isso? Marcas de uma gostosa da p***a que me pegou ontem. ​— Está me traindo? — Ela cruzou os braços, possessiva. ​— Te traindo? Marcela, a gente nunca teve nada — peguei meu celular, ignorando-a. ​— Você vai me pagar, i****a! — ela saiu bufando. ​Fui conferir as cargas e vi um menor de idade circulando por ali. Não gostei. Encostei o moleque na parede com a arma na cabeça. — Quem é você e o que está fazendo aqui? ​— Calma, PG! Ele está comigo — Pernalonga interveio. — A mãe dele saiu para trabalhar e deixou sob minha responsabilidade. ​— Tira ele daqui. E você, menor... bico calado, entendeu? — O moleque assentiu, trêmulo, e saiu com o Pernalonga. ​Saí da boca para fumar um cigarro e vi a Geovanna chegando no carro dela. Segurei o pulso dela para nos despedirmos de novo. Depois que ela saiu "voando" com o Mustang, a Marcela apareceu de novo, vindo na minha direção com ódio no olhar. ​— Então é por aquela v***a que você me trocou? ​Não aguentei. Peguei ela pelo pescoço, sem apertar demais, mas com firmeza. — Não fala assim dela. Você não chega nem aos pés daquela mulher. Cala a boca se não quiser que eu perca a paciência. ​Soltei ela e voltei para o trabalho. ​Geovanna ​Cheguei em casa por volta das oito da manhã e, por sorte, estava tudo silencioso. Subi, coloquei o celular para carregar e apaguei. Acordei às três da tarde e desci para comer. Minha mãe e minha tia estavam na sala. ​— Oi, mãe. Oi, tia — dei um beijo nelas. ​— Como foi a noite? — minha mãe perguntou, apontando discretamente para o meu pescoço. ​— Ah... foi boa — tentei esconder as marcas com o cabelo enquanto meu pai entrava na sala. ​— Onde você estava? ​— Na casa da Luana, pai. Esqueci de avisar, desculpa. ​Ele me olhou com um semblante triste, mas não brigou. Apenas avisou: — Vamos visitar sua avó hoje. Vamos dormir lá. Leva roupa. ​— Eu não vou — respondi firme. ​— Por quê? ​— Tenho que resolver coisas da formatura. Vestido, cabelo, maquiagem... ​Minha mãe se animou na hora. — Então você vai ao baile? Toma, pega meu cartão e aproveita! ​Eles se despediram e saíram com as malas. Meu pai ainda me deu um último aviso: — Não se meta em confusão, por favor. ​— Tchau, meu amor. Fica bem — minha mãe me abraçou. ​Assisti eles saindo e senti um alívio. Casa vazia. Agora o final de semana é meu.
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