​3° Capítulo: A Festa no Asfalto

928 Words
Luana Terça-feira, 06:00 ​Hoje levantei disposta. Fui ao banheiro, fiz minha higiene e me vesti: escolhi um conjunto de cropped e short preto, calcei meus tênis também pretos e fiz um penteado com o cabelo meio solto. ​Desci e o café já estava na mesa. Me servi, escovei os dentes e voltei para a cama. Peguei o celular e comecei a bombardear a Geovanna de mensagens. ​✉ Mensagem Luana: Oiiiii Luana: Eiiiii ​Como ela não respondeu, liguei a TV e coloquei um filme para passar o tempo. ​Geovanna, 10:00 ​Acordei tarde. Fui ao banheiro, fiz minha higiene e escolhi o look do dia: um cropped de manga longa branco com listras pretas e um short jeans claro. Calcei minhas sandálias, desci e tomei café com calma. Quando voltei para o quarto e peguei o celular, vi as mensagens da Luana. ​✉ Mensagem Geovanna: Oiiiiii! Mano, o que você tem na cabeça de me mandar mensagem às seis da manhã? Luana: Meu primo não deixou fazer a festinha aqui. :( Geovanna: Vamos fazer aqui em casa mesmo! Meus pais só voltam daqui a uma semana. Luana: Beleza! Vou mandar mensagem pra geral e já estou indo aí. Geovanna: Fechou, tô te esperando. ​Fiquei navegando nas redes sociais enquanto aguardava. ​Luana ​Depois de falar com a Geovanna, espalhei o convite em todos os grupos. Mandei uma mensagem para o meu primo avisando que ia sair e que não voltaria para casa hoje. Peguei minhas coisas, chamei um Uber e, assim que cheguei na casa da Geovanna, fui direto para o quarto dela. ​— Temos que ir ao shopping comprar as coisas da festa! — falei logo que entrei. ​— Não precisa — ela respondeu, toda tranquila, levantando-se da cama. ​— Como não? ​— Já pedi para cuidarem de tudo. Não precisamos nos preocupar com nada. ​— Ok, então. O que você trouxe aí? — ela perguntou, apontando para a minha mochila. ​— Minhas roupas. ​— Quantas vezes eu já falei que você pode usar as minhas? ​— Muitas vezes... — deixei a mochila na cadeira, meio sem jeito. ​— Então por que ainda insiste em trazer? ​— Tá bom, tá bom! É a última vez — rimos e ficamos conversando enquanto assistíamos a uma série. ​De repente, bateram na porta e a Célia, a empregada, entrou. ​— Com licença, senhorita Geovanna. A senhora Raquel está à sua espera. ​— Obrigada, Célia — Geovanna levantou e calçou as pantufas. ​Geovanna ​— Quem é essa Raquel? — Luana perguntou curiosa. ​— Ela é organizadora de eventos. ​Descemos para a sala e Raquel estava lá, impecável, com uma prancheta em mãos. ​— Raquel, que bom que veio! — falei. ​— Oi! Quanto tempo — ela sorriu ao levantar. ​Apresentei as duas e logo sentamos para planejar. Célia trouxe uma bandeja com suco, café e bolos. Explicamos exatamente como queríamos o evento e Raquel anotou cada detalhe. Assim que terminamos, ela se despediu. ​— Pensei que seria uma festa pequena — Luana comentou assim que a porta fechou. ​— Até parece que você não me conhece — começamos a rir. ​Subimos para nos arrumar. O ritual foi completo: banho, cabelo lavado e secado. Eu escolhi um vestido branco com aberturas na cintura, bem curto — daqueles de tirar o fôlego. Luana, que tem o gosto parecido com o meu, usou um modelo similar, mas na cor preta. Saltos altos, cabelo impecável e estávamos prontas. ​Descemos para a área da piscina. O palco e a pista de dança já estavam montados. Tudo estava do jeitinho que imaginei. ​A festa começou e logo lotou. A maioria era o pessoal do colégio, mas tinha muita gente que eu nem conhecia — a Luana deu uma exagerada nos convites. Fui até o bar pedir uma batida e quase deixei o copo cair quando vi o barmen. Raquel não tinha me avisado que os funcionários seriam tão gatos. ​O barmen estava apenas de avental, sem camisa por baixo, exibindo o corpo definido. Ele me entregou o drink e me encarou por alguns segundos com um sorriso de lado. ​— Vai querer mais alguma coisa? — ele perguntou, debruçando-se sobre o balcão. Ficamos a um centímetro de distância. ​— Vou... — respondi e grudei nossos lábios em um beijo rápido. ​— Abusada você, hein? — ele riu. ​— Imagina. ​— Depois que a festa acabar, a gente se fala — ele piscou e nos beijamos mais uma vez antes de eu voltar para a pista. ​— Viu o passarinho verde, foi? — Luana brincou quando me viu chegar sorrindo. ​— Não, vi um gato mesmo! — continuei dançando ali por perto, sentindo o olhar malicioso dele em mim. ​Às cinco da manhã, a festa finalmente deu trégua. Só restavam alguns bêbados dormindo pelos cantos. Ajudei a organizar o básico e liguei para Raquel vir desmontar tudo. No meio do caminho, senti alguém me puxar pela cintura. Era o barmen. Ele me beijou com vontade, um daqueles beijos de tirar o fôlego. Antes de sair, ele me deu seu número. ​Raquel chegou com a equipe e eu fui atrás da Luana, que tinha sumido no final da festa. Encontrei ela no banho. Assim que ela saiu, eu entrei, tirei a maquiagem e deixei a água quente levar o cansaço. Saí, vesti meu pijama e finalmente apaguei.
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