● Anelise Moore ● Os primeiros raios tímidos da manhã se infiltravam pelas frestas da janela, espalhando uma luz dourada pelo quarto. O cheiro de terra molhada, resultado da chuva da madrugada, invadia o ambiente junto com uma brisa fresca. Eu terminava de me arrumar para mais um dia de batalha — porque trabalhar naquela casa e lidar com três crianças logo cedo era praticamente um esporte radical. Sirius, como sempre, estava estirado sobre a cama, enfiado debaixo das cobertas como se fosse um Lord inglês aposentado, livre de qualquer obrigação terrena. Olhei para ele e balancei a cabeça. Vida boa é para poucos. Prendi meu cabelo em uma trança rápida, só para manter a sanidade durante o dia, coloquei o celular no bolso e saí do quarto. O relógio marcava 06h10. Segui até o quarto de Lucca

