â Aneliese Moore â Destranco a porta do meu apartamento e solto um suspiro de alĂvio que parece sair da alma. Finalmente em casa. NĂŁo Ă© que o quarto do senhor Blake... espera, calma, isso soou errado. NĂŁo quero dizer que o quarto onde fiquei nos Ășltimos dias fosse r**m ou desconfortĂĄvel. Muito pelo contrĂĄrio. O espaço era luxuoso atĂ© demais para ser apenas um dos quartos de hĂłspedes â sim, um dos. Porque, Ă© claro, havia outros trĂȘs, todos impecĂĄveis, prontos para abrigar visitas ocasionais. Enfim, coisas de milionĂĄrios. Mas, por mais elegante e confortĂĄvel que aquele lugar fosse, havia algo que ele nĂŁo conseguia oferecer: a sensação de lar. O aconchego silencioso que sĂł se encontra quando se gira a chave da prĂłpria porta e se sabe que aquele espaço pertence a vocĂȘ, e vocĂȘ a ele. O quart

