SERIAL KILLER/ CONTINUAÇÃO
Cartas
O famoso motoboy recebia várias cartas de admiradoras na prisão. Alguns trechos desses documentos:
“
Eu não sei o que fazer para te distrair. Mas eu tenho uma ideia: primeiro quero dizer que te desejo todas as noites. É muito bom. Te acho gostoso, meu fogoso. Você está juntinho comigo, dentro do meu coração. Depois que chego em casa, queria você de corpo e alma, te amando. Te quero de qualquer jeito. Eu te amo do fundo do meu coração. Não perca a esperança, acredite em Deus, porque algum dia a gente vai se encontrar. Sei de seu comportamento doentio, por isso quero que fique calmo…
”
“ Por enquanto, nossos beijos são assim. Mas quero te beijar de verdade. Acho que tens saudades. Eu te amo, te amo, te amo etc., te desejo, te quero de corpo e alma. E me perdoe por tudo que estou sofrendo. Sabe Francis, eu não me conformo, e choro. E eu preciso ser forte (…) ”
“
Quero te dizer que estou morrendo de saudade, querendo você… Aih meu Deus como te desejo todas as noites. Eu durmo sozinha e querendo você aqui. Mas sei que é impossível. O certo é eu ir te ver. E como posso sentir. Que é meu?
”
“ Francisco, não deixe a tristeza tomar conta de você e acabar com o brilho do seu olhar. Acredite em Deus, você não está e nunca ficará sozinho. Jesus te ama, sua mãe e seu pai também e, principalmente, eu… ”
“ Depois que tudo aconteceu, tentei dar um fim a minha vida, mais uma coisa super interessante teve que acontecer, eu pensei muito e tive esperanças, acredite o mundo dá voltas, quando a gente menos espera algo de bom sempre acontece. ”
O jornalista e roteirista Gilmar Rodrigues publicou, em 2009, o livro "Loucas de Amor: mulheres que amam serial killers e criminosos sexuais" (editora Ideias a Granel), onde tenta entender por que o Maníaco é desejado por tantas mulheres. Segundo o autor, ele ficou impressionado com as cerca de mil cartas de amor que o criminoso recebeu um mês após ser preso, ainda em 1998].
Condenação
Pereira chegou a ser dado como morto numa rebelião de presos, em dezembro de 2000[27]. Mas, após uma série de desencontros, a direção da prisão confirmou que o motoboy, jurado de morte por outros presos, estava vivo[28].
Condenado a uma soma de 268 anos de prisão, Francisco diz que hoje se considera uma "pessoa normal"[29]. Segundo ele, está vivo por causa da fé. Diz que o que fizera no passado não teria sido fruto de sua própria vontade, mas sim de "uma coisa maligna"[30]. Jussara, sua esposa, que o conheceu por carta, dedica seu tempo com a tentativa de solucionar seus problemas jurídicos
Uma pesquisa do IBOPE para o Ministério Público, em 2004, mostrou que o caso policial é o mais lembrado pelos brasileiros, com um índice de 76%. Os assassinatos em série foram, ainda, o crime mais lembrado entre 2006 e 2007."