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Histórias para ler no escuro - LIVRO 1

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Blurb

Qual o seu maior medo?

O que é capaz de tirar seu sono e te deixar vivendo em pânico?

Nesta obra iremos abordar vários temas tenebrosos que irão te fazer perder o sono.Você vai ler histórias diversas, reais ou baseadas em fatos reais, recheadas de terror, horror e suspense envolvendo temas que despertam tanto medo e uns e paixão em outros.

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Capítulo 1
Automatonofobia é o nome do medo de bonecos, marionetes, estátuas, animações e tudo aquilo que imita um ser humano. Pedofobia, é o medo de bonecas. Pupafobia é o medo específico de bonecos de ventriloquismo. Apesar de fobias bastante semelhantes, aqueles que sofrem de automatonofobia, pedofobia ou pupafobia provavelmente sentem este medo devido a algum evento traumático, como ficar trancado num quarto escuro ou ter algum pesadelo com algum brinquedo assustador. Para além das questões psíquicas, a História registra que muitos bonecos serviram-se de fontes a forças desconhecidas pela ciência e que algumas vezes redundou num m*l. E você?Acredita na ciência ou em fantasmas e assombrações?Nesse livro, você irá acompanhar histórias baseadas em fatos reais, que irão destacar casos assim. Se você sente alguma das fobias citadas, a leitura não é recomendada. Na primeira história, iremos falar sobre Caroline, a boneca de porcelana.É uma boneca muito real apesar de ter uma cabeça feita de porcelana. O primeiro registro que se tem sobre esta boneca é que ela teria sido adquirida em uma antiga loja em Massachusetts, EUA e, desde então, todos os seus proprietários disseram terem presenciado fatos sobrenaturais junto a ela. Segundo investigações paranormais, três fantasmas assombram esta boneca e exercem controle sobre ela. Fatos como sussurros durante a noite, sombras estranhas, portas e janelas batendo nos cômodos são os principais narrados.Dessa boneca se gerou a conhecida lenda urbana da boneca de porcelana, segundo a lenda, adquirida por uma menina de rua que dormia à porta duma fábrica de brinquedos. A BONECA DE PORCELANA Júlia era uma jovem de 17 anos que morava com seus pais no bairro de Nilópolis, no Rio de janeiro.Sempre foi uma criança solitária e de poucos amigos que gostava de brincar com as mais de 100 bonecas que possuía em seu quarto, apesar de meninas da sua idade já não ligarem mais para isso, ela era apaixonada por cada uma delas, uma colecionadora desde nova.Com o passar dos anos, sua mãe quis se desfazer delas por conta da poeira e pelo fato de Julia não dar mais atenção as mesmas pela falta de tempo. _Mãe, mas você vai jogar todas fora?_ela perguntou, olhando para as cinco caixas que a mãe tinha separado. _Claro que não, Julia, vou doar para quem precisa.Elas só estão aqui ocupando espaço agora, não tem mais utilidade nenhuma. _Tudo bem então, mas essa daqui eu não dou pra ninguém!_ela disse segurando uma boneca enorme toda feita de porcelana, que ela tinha comprado pela internet por um preço bem abaixo do esperado, há poucos dias.. _Essa sempre é minha preferida. _Você que sabe, pelo menos é só uma._Sua mãe começou a levar as caixas para fora, enquanto Julia colocou a boneca ao lado de seu travesseiro, em seu quarto. Era mais uma noite de verão e como já era de costume, ela dormia tarde por conta do calor que fazia na cidade.Seus pais já haviam ido para o quarto e ela estava na cama, mexendo no celular e ouvindo música quando ouviu um barulho no quarto. _Mas o que é isso?_se perguntou, olhando para os lados, tentando enxergar com a luz do telefone. Foi até a janela e olhou para fora, era Guilherme, seu namorado, estava jogando pedras na janela. _Vim te ver, princesa._ele disse, sorrindo e pulando a janela.Ja era de costume dos dois, ficarem trancados no quarto escondidos pela noite, seus pais não escutavam, pais já estavam dormindo. _Ai garoto, você me assustou.Eu já estava quase indo dormir, achei que nem vinha hoje. _Não ia vir, mas de última hora senti sua falta._ele a beijou e deitaram na cama, trocando carícias e acabaram caindo no sono, juntos. Julia despertou assustada pela madrugada, isso era incomum de acontecer, pois geralmente só acordava de manhã, olhou para o lado e não viu Guilherme.Foi até a janela e só viu seu cachorro dormindo no quintal. _Onde será que ele se meteu?_sussurrou enquanto andava pelo quarto no meio da escuridão, quando acabou tropeçando em alguma coisa.Foi até o interruptor acender a luz para ver o que era e se assustou.A parede do seu quarto estava com marcas de sangue por todo canto e sua cama encharcada e do lado de seu travesseiro, ainda estava a boneca que ela havia colocado ali, intacta.Não havia nenhum sinal do seu namorado. _Júlia, você tem certeza que não ouviu nada?_perguntou o policial que foi chamado por sua mãe, no dia seguinte. _Eu tenho certeza, eu não sei como isso aconteceu..._ela tremia com desespero, não conseguia tirar da sua cabeça, a imagem de Guilherme que foi encontrado morto no portão de sua casa, sem nenhum sinal de quem poderia ter feito isso. _Minha filha, graças a Deus não aconteceu nada com você._disse sua mãe a abraçando e entrando em seu quarto para limpá-lo depois que a perícia havia saído, sem encontrar nada suspeito, além de sangue em todo lado. Júlia pegou sua boneca e foi para o quarto de sua mãe e acabou adormecendo em sua cama."Você é minha."Despertou em pânico com essa voz suave em seu ouvido, procurou por sua mãe, sem sucesso, seu quarto estava limpo e vazio. _Mãe, cadê você? _Tô aqui menina, o que aconteceu?_respondeu sua mãe da cozinha. _Foi você quem falou no meu ouvido agora no seu quarto? _Claro que não!Por que eu iria ficar falando coisas no seu ouvido com você dormindo?_ela perguntou, confusa. _Eu escutei...Meu Deus, estou ficando louca!! _Minha filha, eu sei que é difícil, mas você precisa ser forte, senão vai acabar adoecendo. _Você está certa, mãe._Júlia passou o resto do dia estudando a matéria que estava pendente.Quando a noite chegou, seus pais se recolheram e até ofereceram o quarto para ela dormir, mas não aceitou. Demorou bastante para dormir, os pensamentos ainda invadiam sua cabeça, enquanto estava deitada naquela cama.Pela manhã, ao tomar café com seus pais, percebeu que sua mãe estava cheia de hematomas. _O que houve, mãe? Se machucou? _Não sei, Júlia, eu acordei assim.Coisa estranha! _disse a mulheres olhando seus braços _Ah, você esqueceu aquela sua boneca estranha lá no quarto. Júlia não era de acreditar em superstições, nem em fantasmas, mas um clique em sua cabeça fez com que relacionadas todo o ocorrido com a boneca.Sua mãe nunca havia acordado dessa forma, não tinha problemas de saúde sérios e se cuidava muito.Era no mínimo estranho isso acontecer. Foi buscar a boneca no quarto de sua mãe e curiosamente olhou para a mesma, será que ela poderia ter algo a ver com isso tudo? um pensamento t**o, talvez, mas por via das dúvidas, resolveu fazer uma pesquisa rápida em seu notebook. "Fatos sobrenaturais cercam a misteriosa boneca de porcelana em Massachusetts." " Família é encontrada morta em incêndio em sua residência e boneca é encontrada intacta.Como é possível? " " Mistério envolve boneca de porcelana misteriosa." _Mas que diabos!_exclamou Júlia, assustada, após achar tantas matérias sobre a estranha boneca que ela era tão apegada.Olhou para a mesma que estava ao seu lado e nao pensou duas vezes antes de levá -la até o portão de sua casa e jogá-lá na caçamba de lixo._Agora eu entendi tudo!_ela disse virando as costas e fechando o portão atrás de si. _O que houve, minha filha?_perguntou sua mãe no dia seguinte, enquanto Júlia estava deitada em sua cama. _Nada mãe, só estou pensando se fiz o certo.Eu joguei aquela boneca fora, mas devia ter queimado, para ninguém mais encontrá-la._ela respondeu olhando para sua mãe que fazia uma expressão de confusão. _Jogou fora, que boneca? _Aquela mãe, aquela de porcelana.Eu acho que era ela que estava trazendo problemas para essa casa. _Mas minha filha, a boneca está ali bem do lado da sua cama._disse a mulher apontando para o chão e realmente a boneca estava lá, intacta.Júlia se levantou da cama num salto, sem entender o que estava acontecendo. _Isso não é possível! Eu tinha jogado ela no lixo!_gritou a jovem, desesperada. _Talvez você tenha sonhado, minha filha. _Mãe, eu não sonhei.Eu tenho certeza do que eu tô falando._nesse momento, a porta do quarto de Júlia bateu e na cozinha ouvia-se o barulho dos pratos caindo no chão._Mãe, o que foi isso? Sua mãe tentou abrir a porta, mas sem sucesso, parecia estar emperrada ou trancada.As luzes de seu quarto começaram a piscar e o terror tomou conta dela.Pegou a boneca em suas mãos e a sacudiu. _O que você quer?Deixa a gente em paz!_as luzes voltaram e ela ouviu o que parecia ser uma voz vindo de algum lugar inexplicável. Eu quero você só para mim, para sempre! Júlia procurou por sua mãe que não estava mais no quarto, temendo pelo pior.A porta do quarto estava novamente aberta e ela correu até a cozinha, quando se deparou com a cena mais aterrorizante que já poderia ter visto em toda sua vida, sua mãe estava deitada no chão da cozinha simplesmente, morta com uma faca ao seu lado e o mais assustador, a boneca de porcelana estava ali ao seu lado e Júlia não fazia ideia de como isso teria acontecido sem ela escutar nada. Sua primeira reação foi gritar e se jogar ao chão, primeiro havia sido Guilherme e agora sua mãe, ela não conseguia entender como isso estava acontecendo com ela. _Mãe!Pelo amor de Deus, alguém me ajuda!O que você quer de mim?_ela gritava, descontrolada quando se deu conta da situação em que estava.Ninguém acreditaria quando ela dissesse que sua mãe foi morta pelo espírito de uma boneca!Não fazia sentido nenhum.Sua cabeça doía e seus olhos ardiam, estava atordoada quando a campainha tocou. _Quem é?_ela gritou da porta. _Sou o policial que foi chamado para saber se está tudo ok em sua casa, Júlia.Recebemos dezenas de denúncias de gritos vindo daqui e como há pouco tempo houve um homicídio sem solução, resolvi checar._disse o homem, Júlia tentou se recompor, não teria opção a não ser deixá-lo entrar. _Acabou de acontecer algo sem explicação aqui._ela disse ao abrir o portão, estava arrasada com os olhos vermelhos e a roupa suja de sangue, o policial, assustado, logo entrou. _Júlia, o que você fez? _Eu não fiz nada com a minha mãe, foi a boneca.Eu juro! _Ela disse, parecia em transe, tinha o olhar longe e segurava uma boneca também suja e sangue em suas mãos.O policial seguiu o rastro de sangue até a cozinha e encontrou sua mãe, Júlia continuou parada na sala, como se estivesse em outra dimensão, sua mente estava perturbada. _Aqui é o policial André, preciso de uma viatura urgente, o caso aqui é muito mais sério do que eu imaginava. 2 ANOS DEPOIS _Como está a evolução da Júlia?_perguntou Sabrina, umas das chefes do hospital psiquiátrico da cidade, enquanto olhavam a jovem pela janela da porta de ferro. Julia estava completando dois anos de internação após a misteriosa morte de sua mãe e estava em tratamento intensivo, pois tinha crises e surtos com frequência.Também estava sendo acusada pela morte misteriosa de seu namorado Guilherme.Enquanto as duas conversavam, ela andava de um lado para o outro falando sozinha, esse era seu hábito ultimamente. _Não vejo melhora ainda, Sabrina, infelizmente a Júlia ainda bate na tecla de que foi essa boneca a responsável pela morte de sua mãe, isso é quase um absurdo._ela disse segurando a boneca em suas mãos. _Hoje em dia as pessoas não querem mais assumir as responsabilidades pelo que fazem, ela está atordoada, quem sabe um dia quando ela estiver com o psicólogo curado, ela assuma a culpa. _Quem sabe, Sabrina, vamos continuar o tratamento.E quanto a essa boneca?Acha produtivo que ela ainda tenha acesso? _Eu acho melhor não, ela precisar desapegar, é um vínculo negativo e pode continuar interferindo no tratamento._ela deu uma pausa._Leva com você, é uma boneca inofensiva.Você tem filhos, não tem? _Sim eu tenho.Bom, acho que minha filha vai gostar..._ela disse colocando a delicada boneca de porcelana em sua bolsa.

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