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Meu colega de quarto.

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Blurb

Ayla tem 24 anos, é formada em literatura e está preste a dar um passo importante de sua carreira, após conseguir um excelente cargo em uma grande empresa no Estado de São Paulo, ela combina com sua melhor e fiel amiga de cuidar de seu apartamento após uma viagem dela a negócios, que terá duração de 2 anos. Tudo está correndo bem, até Ayla descobrir que terá que dividir o apartamento com sua antiga paixão de infância e seu primeiro beijo Miguel.

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Cidade Grande
Cap 1 Como combinado encontro Jenny no Aeroporto, fico maravilhada com a cidade de São Paulo. Jenny não mudou nada, permaneceu com seus cabelos ruivos, ainda está magra, pele clara e com pequenas sarnas na bochecas. Ela é o tipo de amiga extorvertida, ela fala o que pensa, e consegue me fazer rir nos piores momentos, somos como irmãs. Crescemos juntas em Santa Catarina, minha Cidade Natal. Nosso sonho sempre foi vir para a cidade grande e ser uma profissional reconhecida. Jenny é formada em Administração, conseguiu uma boa vaga em uma empresa multinacional em São Paulo tem dois anos e agora vai viajar a trabalho para os Estados Unidos, e me ofereceu seu apartamento para ficar durante esse tempo que ela vai passar fora. - Ayla fico tão feliz em ter você aqui! - Jenny me abraça. -Eu também, senti saudade. -Você vai amar o apartamento, me sinto tão aliviada em ter alguém de minha confiança para cuidar dele, durante esse ano que vou passar fora. - Fico feliz por ter me oferecido, prometo cuidar dele como se fosse meu. -Eu sei que você vai cuidar bem dele, sinto muito não poder ficar e curtir com você sua conquista. Mas prometo que assim que voltar vamos comemorar. -Se você não conhecer nenhum gringo e me abandonar de vez. -Brinco. -Não posso prometer nada. -Ela entra na minha. -Mas sério, estou muito orgulhosa de você. -Digo a abraçando. -Eu também estou de você, só sinto pena de você, por ter que aturar Victor. -Eu admiro muito a senhora Joana e sou muito grata pela oportunidade que ela me ofereceu, mas não sei como vai ser trabalhar com seu filho. -Ele é o maior galinha da cidade, só tenha cuidado com ele. -Pode deixar. - E os seus pais? -Os dois estão triste com minha partida, eu era a única que tinha sobrado depois de Pamela seguir carreira de modelo. -Pamela ainda não voltou de viagem? -Está em um ensaio fotográfico no Rio, pelo menos foi o que ela disse aos meus pais da última vez que ligou. -Vi alguns outdoor dela em São Paulo, mas soube que a carreira dela não anda muito bem. -Você sabe que não nos falamos desde o ocorrido. E não sigo a carreira dela, tudo que sei é o que meus pais contam, sem eu pedir. -Desculpa, sei que ainda fica triste com o que aconteceu. -Bom, estou tentando deixar no passado. Ela é minha irmã e eu já tentei o que pude, apesar de ser a única prejudicada. Ela decidiu me excluir da vida dela, então não posso fazer nada. -Você está certa. -Agora você pode me levar a todos os lugares que você conhece nessa cidade. -Tem algum em especial que queira conhecer? - Claro, o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, ele foi projetado pela Lina Bo Bardi. Ela uma das mais genias arquitetas da história da edição moderna no Brasil. -Falo empolgada. -Quanta empolgação. -Jenny fala rindo. - Vamos para casa guardar essas malas e depois damos um passeio. -Deixa eu chamar um uber. -Digo pegando meu telefone e abrindo o aplicativo. -Estou com o carro da empresa, não precisa. Chegando no apartamento levo minhas malas para o quarto de hóspede, tomo um banho e me arrumo para sair com Jenny, já pronta espero por ela na sala. -Você não mudou nada. -Falo assim que avisto Jenny. -O que? - Ela diz finjindo desentendimento. -Nem demorei tanto. - Vamos antes que o Museu feche. - Falo zombando. -Mas ainda são uma da tarde. - Estou brincando. -Digo rindo. -Vamos que estou com fome e ainda temos que parar para almoçar. Jenny me leva para conhecer todos os pontos turísticos e um em especial que queria conhecer o famoso museu de São Paulo, aproveitamos bastante o dia e por fim voltamos para o apartamento. -Estou exausta! -Digo ao me sentar após o banho. -Você vai sair com essa roupa? -Nem vem Jenny, amanhã você tem que sair cedo e você sabe que não curto sair. -Coê Ayla, temos que comemorar e faz tempo que não nos vemos. -Eu sei, mas podemos comemorar quando você voltar. -Vai levar 1 ou 2 anos para minha volta, você quer mesmo esperar? -Tá bom, onde vamos? -Digo me levantando. -Você vai com isso? -Ela aponta para minha roupa. -Qual o problema da minha roupa? -Tudo, vamos que vou te ajudar a se vestir. -Não posso argumentar, fazer o que. Jenny me leva para um barzinho proximo ao apartamento, é um ambiente tranquilo. Tem Karaokê ao vivo, tem um grupo de três garotas cantando juntas. -Nem invente que não vou subir lá. -Vamos amiga, vai ser divertido. -Ela diz animada. -Jenny eu sou a pessoa mais vergonhosa que você conhece. -Digo em minha defesa. -Não sei como passou pela sua cabeça eu subir ali. -Digo apontando para palco. -Amiga você canta bem, até melhor que eu. -Só se for no chuveiro. -Já coloquei nossos nomes. -Você não colocou, você nem levantou. -Eu conheço o Dono do bar e bastou uma mensagem. -Ela diz mostrando o telefone. Nesse momento somos anunciadas, eu tento correr. Mas Jenny me puxa para o palco, ela escolhe a música Count On Me do Bruno Mars.

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