Capítulo 03

2013 Words
Rebeca narrando Nem fudendo que eu ia me prostituir, eu não ia pro meio de um salão cheio de homens nojentos, cheio de bandidos, que iam passar a mao pelo meu corpo, me tratar como um objeto, e o pior… ter que dar minha virgindade a qualquer um deles. Eu não faço a linha romântica, mas eu também não quero que a minha primeira vez seja dessa forma. — você não vai me obrigar a t*****r com esses bandido, você nao pode ser tão sujo e asqueroso desse jeito — eu falo segurando o choro, sentindo o meu corpo tremer de ódio e a voz embargar no final. Eu não queria demonstrar isso pra ele, mas eu estava m*l, eu estava assustada, eu estava apavorada com a ideia de alguém tentar abusar de mim. — você vai tirar essa roupa, vai colocar uma das que estão ali, vai fazer uma maquiagem e vai lá pra fora, você vai dançar no palco, e se você se comportar essa noite eu te deixo fora dos programas— o magnata fala segurando o meu rosto com força e uma lágrima insiste em escorrer dos meus olhos — por favor, não faz isso comigo, eu vendo droga na boca, mas aqui não, por favor…— eu me humilho com medo do que ia acontecer e ele se levanta — você tem 10 minutos antes que eu te arraste desse jeito mesmo lá pra fora — ele fala me empurrando do sofá e se senta com as pernas abertas ocupando todo o espaço do mundo, se achando um rei, acendendo um baseado e fica me encarando enquanto eu via as lingeries ali na frente — você é muito cuzao…— eu falo soluçando e tento me recompor — me leva desse jeito então, eu não vou dançar pra um monte de velho nojento — eu falo e vejo ele trincar o maxilar e vir na minha direção — escuta aqui — eu falo batendo com o dedo no seu peito e segurando outra lágrima que queria cair no meu rosto — você vai calcular quanto eu vou faturar essa noite, e eu quero tudo anotado, porque eu vou te pagar cada centavo e você nunca mais vai ver a minha cara, entendeu ? — eu falo batendo no peito dele — isso é o que tu pensa, troca a p***a da roupa logo que eu tenho mais o que fazer — ele fala irritado e eu me afasto pegando um conjunto preto, super sensual Uma mini calcinha de renda, cinta liga, e um sutiã todo de renda também. Eu me sentia suja fazendo aquilo, mas já que a minha própria mãe me colocou nessa situação, eu não ia abaixar a minha cabeça, eu ia passar pelo inferno, mas eu não ia pedir misericórdia. — você vai ficar aqui ? Será que eu não posso me trocar em paz ? — eu pergunto pra ele que vota a se sentar soprando aquela fumaça nojenta do baseado Eu viro de costas pra ele e sinto o meu corpo tremer mas eu não tinha escolha, eu tinha que me trocar, meu corpo tremia inteiro, eu sentia o suor escorrer pelas minhas costas… Tirei minha blusa com calma tentando parecer segura, tirei meu sutiã, e ouvi ele se mexer no sofá atrás de mim, coloquei o outro sutiã ainda de costas pra ele, e quando fui tirar a minha calça senti um solavanco no meu pulso — o que é agora ? Me solta seu animal — eu grito e ele sai me puxando pra fora daquele cassino misturado com cabaré — veste — ele me joga a própria camisa e eu pego ela no ar vendo todos os seguranças dele me olharem do lado de fora e visto rápido me sentindo muito exposta e envergonhada — vem comigo — ele abre a porta de um carro e me joga lá dentro com tudo dando a volta e entrando do lado do motorista — pra onde você vai me levar agora, seu louco ? — eu pergunto e ele não me respondia, ele não falava nada Ele começa a dirigir favela acima e vai pro outro lado do dendê, eu sentia o perfume dele me deixar intoxicada de tão forte, ele apertava o volante com força, seu maxilar trincado, seus olhos negros, sua barba por fazer, as tatuagens todas a mostra naquele abdômen esculpido pelo d***o, os braços fortes dele, a mão cheia de calo, a arma na cintura que tampavam um pouco a visão dos seus gomos… eu engoli seco vendo sua garganta se mexer e ele ficar ainda mais com aquela maldita cara de mau que ele tem… — escuta aqui — me assusto quando ele para o carro e vem segurando o meu rosto com toda brutalidade me fazendo encarar seus olhos pequenos e vermelhos de tanta maconha — você vai entrar comigo e se comportar, se você falar que eu te comprei eu mato a tua mãe na tua frente e te mato em seguida, eu acabo com a tua vida, entendeu ? — ele pergunta segurando firme no meu rosto e me puxa de uma vez só pelo seu próprio lado do carro me fazendo me agarrar ao seu corpo quente para não cair com tudo no chão — você tá ficando maluco ? Você acha que é quem ? — eu pergunto sentindo o meu corpo ferver nas suas mãos, quando a porta da sua casa é aberta e a mãe dele sai com o seu filho no colo — filho — ele me solta e vai na direção do menino mais a mãe dele impede — você tá fedendo à maconha, não vai pegar o menino desse jeito — ela xinga ele com toda arrogância o empurrando — e quem é essa menina ? — ela fala e olha por trás dele e eu levanto a cabeça tentando disfarçar o tanto que eu já chorei hoje — Rebeca ? Meu amor ? O que você tá fazendo com o meu filho ? — ela pergunta assustada correndo na minha direção Ela é cliente lá do mercadinho, sempre me dá uma caixinha, fica tempos conversando comigo, até esse babaca ir lá e ficar infernizando ela, até o filho dele no colo eu já peguei, e olha que a mãe dele não deixa o bebê ir com ninguém — oi… é… eu…— eu não sabia o que responder a ela, eu queria gritar a verdade e pedir ajuda a ela, mas quando eu olhei pra ele mexendo na arma eu engoli seco Apesar de não querer mais contato com a minha mãe, eu também não quero carregar a morte de ninguém nas costas. Tudo o que eu queria era ter um pai, alguém que me protegesse, alguém que me amasse de verdade. Eu não conheço o meu pai, sempre fomos eu e minha mãe apenas, mas eu sinto muita falta de ter uma família que eu nunca tive. Eu só queria que meu pai tivesse sido presente na minha vida, que tivesse feito questão de mim, que quisesse ter me conhecido, fizesse o mínimo de questão de mim, mas não… e desde que minha mãe me teve eu não sei qual e a dela, eu não sei porque ela ficou comigo sendo que ela só se envolve em uma merda atrás da outra, sempre fez eu me fuder de tanto trabalhar desde novinha pra ter as coisas em casa, nem amigas eu tenho direito porque eu vivo como uma escrava, como eu teria alguma vida social, eu vivo cansada, correndo atrás pra mudar de vida, pra não terminar como a minha mae que vive do que ganha do governo e de golpes, e agora olha onde a vidinha dela me colocou… — ela vai ser a babá do gael a partir de hoje, vai morar com a gente e ser babá dele em tempo integral — o magnata toma voz ainda com a mão na arma e o gael abre os olhos e assim que me vê abre maior sorrisão — mas é seu curso ? Seu trabalho no mercado ? — a mãe dele questiona — tudo bem que aqui você vai ganhar mais, mas e o seu curso ? Faltam apenas dois meses não é isso ? — a mãe dele comenta fazendo eu chorar na hora só de pensar que faltava tão pouco pra concluir meu sonho e agora ele estava indo por água abaixo por culpa dos outros — o curso ela vai continuar, mãe. Mas agora ela mora com a gente e só vai sair pro curso, não é mesmo ? — ele me questiona me encarando como um psicopata e eu concordo tentando parecer o mais convincente possível — ahhh então eu fico aliviada — a mãe dele comenta e o gael me vê e já grita abrindo os bracinhos — aí esse menino te adora — ela fala rindo e eu pego ele sentindo aquele cheirinho de neném que dá uma paz indescritível e olho pro magnata que me encarava de forma fixa ainda me deixando nervosa Eu não entendia quais eram os planos dele, por que dele ter desistido de me deixar no cassino e me trazer pra casa dele, com o filho dele aqui, e tudo isso o que ele falou, mas eu precisava confessar estar aliviada de não ter que me prostituir, de não ter que ficar me exibindo para aqueles homens… — mãe, mostra a ela a rotina da casa, eu volto mais tarde — ele fala todo ignorante e antes que a mãe dele falasse algo ele sai montando numa moto que estava na garagem e eu reparo a coleção de motos e carros que tinham ali Só carro de luxo, moto grande, nada simples, e nada pouco, deveriam ter milhões naquela casa, e eu não sabia como me comportar num lugar desse, e com ele… A mãe dele começou a me mostrar a casa e eu ficava impressionada por todos os lugares que passávamos, era tudo lindo com jeito de casa, com jeito de lar, cada cômodo pensado, decorado, com fotos do magnata e do Gael — aqui em cima é proibido de subir, e o quarto do meu filho, mas eu vou preparar esse quarto ao lado do Gael pra você, e eu espero que dê certo, assim eu vou poder aproveitar pra voltar pra minha casa, já que desde que meu filho pegou o gael pra criar eu não consegui mais — ela fala e o gael começa a chorar Eu nunca soube a história do porque o magnata tomou o filho dele, muita gente comenta e cada um fala uma coisa, mas a realidade mesmo eu nunca soube, e sempre achei estranho já que o magnata é um ser podre e desprezível, ele pegar a criança assim… Eu consegui acalmar o gael, e a mãe dele foi se deitar quando viu o gael dormindo no meu peito, depois de me mostrar o quarto que eu ia ficar e tudo mais… Coloquei o gael na caminha dele, cerquei ele todo e eu senti meu estômago roncar de fome, decidi descer pra fazer um lanche já que eu já estava ficando tonta, eu não tinha comido nada, já tinha sido um dia estressante Eu fui pra cozinha e tudo parecia feito perfeitamente planejado, eu comi dois sanduíches com um copo de iogurte e me deitei no sofá depois de lavar a louça, eu precisava descansar, eu estava morta, não aguentava mais ficar de olhos abertos Senti meu corpo pesar sobre algum lugar e aquele cheiro, aquele maldito cheiro de maconha e despertei na hora vendo onde eu estava — por que me trouxe pra cá ? Você ficou louco ? — eu dou um impulso da cama e vejo que meu braço estava preso por algemas que me mantinham na cama e o magnata sai só de toalha do seu banheiro, com o corpo molhado ainda e me encara de lado enquanto ajeitava a toalha na própria cintura me fazendo engolir seco…
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