Capítulo 01

1654 Words
Rebeca narrando Eu estava subindo a escadaria da minha casa cansada, minhas costas doendo depois de um dia inteiro de trabalho, ainda fui pro curso, estava morta, só queria a minha cama e banho, mais nada — mas que merda e essa ? — eu pergunto tomando um susto quando vejo o magnata e o feijão ali e a minha mãe caída no chão enquanto o magnata apontava uma arma na cabeça dela — cadê a p***a do meu dinheiro, velha maldita — o magnata destrava a arma e o feijão me olha nervoso — qual foi beca, tua mãe deve maior grana a boca e nos veio receber nosso bagulho — ele fala e eu olho pra ela desacreditada — o que ???? você tá devendo na boca ? Que merda tá acontecendo aqui ??? Você pirou ??? De novo essa merda ? — eu grito já alterada e o magnata me encara quando eu empurro ele pro lado completamente cega de ódio dela e tiro a arma da mira da minha mãe — filha, paga ele, dá seu dinheiro pra ele, ele vai me matar — ela fala e eu olho pra ela incrédula sentindo o meu sangue ferver de ódio — quanto ela te deve ? — eu encaro o desgraçado que se acha o rei do mundo só porque é dono dessa favela, enquanto parecia estar mastigando vidro de tanto ódio que eu estava Não é a primeira vez que minha mãe apronta dessa, e sempre esse inferno, eu não aguento mais isso, ela acha que eu trabalho pra ela, só pode. Eu me fodo o dia inteiro no mercado, aturo desaforo de p**a, de velho, de patrão, e ela de novo devendo a boca ? Eu não conseguia acreditar nisso Enquanto isso aquele seboso do magnata me encarava com um sorriso de deboche no rosto, e eu odeio isso, ele é muito convencido, sempre foi. Eu estudava com o feijao e muitas vezes via ele junto com o magnata, eles são primos, nós todos somos nascidos e criados aqui, eu sou bem mais nova que ele, mas o feijão é da minha idade, já dei muita cola de prova pra ele, já zoamos muito juntos. Mas nunca perto do magnata ele nunca me desceu, eu tenho um ranço desse jeito escroto dele que não cabe em mim. Ele é um gostoso, isso eu não posso negar, mas ele é absurdamente arrogante, ele se acha o máximo só porque tem esse corpo esculpido pelo próprio d***o, e acha que só por isso ele pode fazer o que quiser, e por ter uma arma na cintura todo mundo tem que abaixar a cabeça pra ele. E por isso que eu evito até cruzar o caminho dele, porque assim eu evito desgaste. Todas as vezes que eu estava na rua conversando com o feijão, ou com qualquer vapor que eu tenha amizade, e esse troço chega eu sumo. Ele acha que toda mulher tem que abrir as pernas quando ele passa, lamber o chão que ele pisa, porque todas literalmente fazem isso, e eu tenho é nojo desse bofe. O p***o deve ser cheio de bicheira de tanta b****a suja que ele come. Não vale a pena, tanta beleza num escroto desse. — 100 mil e eu quero receber agora — ele fala rodando a arma nos dedos e eu senti até as minhas pernas falharem na hora e eu me apoio no feijão — CEM MIL ? — eu berro desacreditada — mas nem se eu desse meu cu na esquina eu não tenho esse dinheiro, como você tá devendo isso tudo ? Você ficou maluca ? Tá usando droga ? — eu falo sentindo minha cara queimar de tanto ódio e ela n**a — a tua mãe não sai do cassino, beca… ela tá devendo os cara, pegou dinheiro na boca pra pagar eles, não pagou, jogou, perdeu tudo, virou uma bola de neve, juros pra c*****o, e tu sabe como é, nós não pode ficar no prejuízo — o feijão fala coçando a cabeça e eu não sentia nem minhas pernas — cara, isso só pode ser brincadeira — eu falo sentando no sofá sem conseguir nem raciocinar isso tudo de zero Da onde eu ia tirar isso ? Como que eu ia pagar essas dívidas dela ? Ela pirou! Completamente, eu não tinha o que fazer, mas também não esperava que ela fosse sugerir o que sugeriu… — leva ela, leva ela magnata, faz ela de empregada, bota ela pra trabalhar no cassino — minha mãe fala em desespero e eu olho pra ela em choque — eu tô velha, não sirvo mais de nada, mas ela é novinha, é bonitinha, vai que alguém gosta dela…— ela fala numa naturalidade que me deixou sem reação — VOCÊ TÁ ME VENDENDO EM TROCA DA SUA DÍVIDA ? — eu berro me levantando num pique só e parando na sua frente — você tem que ir, você tem que pagar essa dívida pra mim, eu não tenho da onde tirar esse dinheiro — ela fala como se aquilo fosse certo e como se eu tivesse qualquer obrigação de pagar a dívida dela — p***a nenhuma, eu não vou, eu não peguei p***a de dinheiro com ninguém — eu falo e o magnata para na minha frente me encarando com aquele risinho sínico mostrando o dente de ouro dele que deixa ele ainda mais brega — a proposta é boa…— ele fala pra me irritar mexendo no meu cabelo e eu dou um tapa na mão dele — pois eu não vou pra lugar nenhum, eu não te devo p***a nenhuma — eu falo enfrentando ele e ouço o feijão resmungar alguma merda que eu nem dei atenção Eu não ia trabalhar em p***a de cassino, eu não ia ser vendida pra um i****a de um traficante pra ele querer mandar em mim igual manda nós vapores dele — isso não foi um pedido, agora você pertence a mim — ele fala me pegando pelas pernas e me jogando no ombro igual um saco de batata — e tu não cruza mais o meu caminho e nem tenta entrar no meu cassino, e se pegar mais dinheiro com agiota e a tua filhinha que vai sofrer — ele fala me ajeitando no ombro dele quando eu dou um soco na costela dele e mordo as duas costas — me solta seu i****a, eu não vou com você, eu não te devo nada, me coloca no chão — eu começo a fazer um escândalo quando ele sai comigo de casa e começa a descer as escadas — me larga, socorro, me solta — eu batia nas costas dele, eu chutava, mordia as costas dele, socava a sua costela fazendo um verdadeiro show As pessoas saiam nas janelas pra olhar o que estava acontecendo e quando viam ele é claro que ninguém fazia nada — me largaaaaaaa — eu berro afundando minhas unhas no ombro dele que quase cai nos dois escada abaixo — para de show p***a, tu agora é minha propriedade e eu acho bom tu ficar caladinha ou eu te mato — ele fala me colocando no chão quando chegamos no pé da escada e eu tenho duas pernas, né ? Sai correndo igual uma louca ouvindo o feijão me gritar e eu descia favela em disparada até ouvir um tiro do lado do meu pé que me fez tropeçar e descer maior pedacao do morro rolando ate bater na lateral de um carro parado — ta maluca c*****o ? Quer morrer, p***a — ele grita descendo da moto e me levantando pelo braço — ai — eu solto um gemido de dor e ele me encara nos olhos — eu não vou com você, eu não sou sua propriedade e nunca vou ser, seu escroto — eu falo tentando me soltar dele que me joga na moto igual saco de lixo e sobe me segurando atravessada na frente dele — você vai me matar, vai me queimar — eu me agarro nele vendo o meu cabelo quase agarrar no motor da moto — você é um doente, psicopata, eu vou fazer da sua vida um inferno — eu grito com ele tentando pular da moto porque eu não ia aceitar essa p***a desse jeito Eu não ia cair nos braços do magnata em troca das dívidas da minha mãe inconsequente. Ele não falou nada; eu só vi quando ele parou na frente do cassino e os seguranças abriram espaço pra ele entrar me arrastando, enquanto eu lutava sozinha fazendo a maior força contra aquele monte de músculos — cabo o show c*****o, tu vai ficar aqui caladinha até eu decidir a tua função — ele fala me jogando numa sala escura e eu seguro o choro Eu estava assustada, com medo, eu não sabia o que ele ia fazer comigo, a fama dele é horrível, e do povo que frequenta esse lugar e ainda pior — eu vou destruir esse lugar, você vai se arrepender — eu falo e ele vem na minha direção segurando o meu rosto com força me fazendo encarar aqueles olhos negros que todos temem, e eu tenho nojo — você calada é uma belezinha, mas quando abre essa boca ninguém aguenta, e se você não quer me ver nervoso e quiser manter todos os dentes na boca, eu acho bom tu começar a me obedecer — ele fala e se afasta de mim me deixando ali naquela saia escura e vazia e eu me jogo na porta assim que ele fecha — me tira daqui, seu psicopata maluco, me soltaaaaaa — eu socava a porta em desespero mas o silêncio me consumiu quando eu vi que estava sozinha e eu caí no choro quando me dei conta que minha própria mãe tinha me vendido pro próprio d***o e destruído a minha vida…
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