Tom Henry
Idiota. Eu m*l podia controlar a risada quando ele abaixou a cabeça quando minha mãe falava com ele. Essa foi a primeira lição para aquele imundo, a segunda pode ser pior.
- Henry! Abra a porta. - Meu pai bate na porta.
Abri a porta.
- O que quer?
- Fale direito comigo Henry eu sou o seu pai ainda. - Ele falou calmo.
- O que o senhor quer papai? - Debochei.
Ele bufou.
- Eu e sua mãe vamos fazer uma viagem, de dois dias e Otávio irá ficar responsável pela nossa casa e Gabi ficará em hora extra. Está proibido de dar festas.
- O quê? Aquela pobretão vai ficar cuidando da nossa casa? E se ele roubar alguma coisa nossa? E, porque nada de festas?
- Otávio é um bom homem e ele não irá fazer isso na nossa casa. Nada de festas. - Repetiu.
Bufei e abri a porta do quarto para ele abrir.
(...)
Acordei com um pouco de dor de cabeça, olhei no relógio e são três horas da tarde desci as escadas e meus pais estão na sala com malas ao lado.
- Vocês vão agora? - Perguntei.
- Sim, por favor não faça nada de r**m filho.-Minha mãe fala.
Revirei os olhos.
- Até mais filho.- Meu pai me deu um abraço e eu retribui.
Minha mãe fez o mesmo, mas eu não retribui. Otávio apareceu na sala, está vermelho parece ter corrido muito.
Ele estava bem fofo todo vermelho... Argh! Pensamentos idiotas, parem agora!
- Suas malas mais pesadas já estão no carro senhor. Me desculpe... - Ele respira fundo.
- Tudo bem Otávio. - Meu pai dá uma risada. - Enfim sabe o que fazer certo? - Eles se olham cúmplices.
Que merda está acontecendo aqui que eu não sei?
Depois das despedidas a Otávio meus pais saíram. Procurei acabar do meu carro e não achei quando me virei para perguntar ao pobretão ele estava girando a chave do meu carro no dedo e com uma grande cara de deboche. Ele não fez isso...
- Procura algo? - Ele sorri. O filho da mãe ainda sorri!
- Me dê a chave do meu carro. - Estendi a mão.
- Seu pai me deu ordens para eu não deixar você sair. - Ele deu de ombros. - Pelo menos não de carro. Também sem festas, sem birras, nada que você... Normalmente faz, pelo que fiquei sabendo.
- Meu pai não está aqui então me dá a p***a da minha chave. O carro é meu.
- Não. - Ele enfiou as chaves no bolso e saiu. Simplesmente.
Filho da p**a. Ele não perde por esperar. i****a! Mil vezes i****a.
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Otávio
Subi as escadas indo para o quarto onde eu ficarei, é um quarto comum para empregados, pelo menos a cama é mais confortável que a minha. O senhor Tom me deu algumas ordens enquanto ele estiver viajando e uma delas foi não deixar seu filho i****a pegar o carro, além de cumprir com as ordens eu me divirto olhando a cara de zangado do filhinho de papai. Olhá-lo... Ele tem traços lindos de um príncipe, a mandíbula é bem desenhada assim como os lábios rosados e os cabelos loiros são ainda mais perfeitos e para completar a desgraça perfeita que ele é: seus olhos, seus belos olhos azuis. Que, quando os vi pela primeira vez pensei serem gélidos, bem frios mesmo! Mas acabaram se revelando quentes, um tremendo e perigoso fogo azul.
Suspirei e balancei a cabeça para tirar da minha mente o rosto do príncipe i****a Júnior. Me jogo na cama e fico pensando em coisas aleatórias girando a chave do carro no dedo.
Meus pensamentos logo me levam para o que ele fez com o soprador de folhas mais cedo, eu tive trabalho em dobro por causa dele e senti muita vergonha quando seus pais chegaram e o meu "dever" não estava feito. Posso considerar estar com a chave dele como uma vingança.
(...)
Levantei com tédio e deixei a chave na cama, andei até o corredor e ia seguindo para à cozinha se algo não me chamasse atenção. A porta do quarto que tinha o retrato está aberta, fui fechá-la, mas algo lá dentro chamou minha atenção. Há uma folha dobrada no chão.
Não tinha visto isso da última vez. Peguei a folha do chão e a desdobrei, há um desenho, um desenho feito por uma criança que eu chuto ter dois anos. Eram três palitinhos bem desenhados, um tinha um cabelo em topete m*l feito e outro riscos grandes como cabelos longos, a família Lamarte.
Está escrito algo que não consigo ler muito bem, mas chuto que esse desenho foi de Henry.
- Que desenho lindo. - Alisei a folha e sorri.
Ouvi a porta se abrir e escondo a folha atrás de mim. Gabi, ela parece desesperada.
- Ainda bem! Otávio, você precisa ver o que está acontecendo lá em baixo. Vem. - Ela pegou meu braço.
Coloquei o desenho no bolso desajeitadamente e segui Gabi.
Aquele i****a me paga!
Na sala está um monte de gente, homens e mulheres com latas de cerveja nas mãos e cigarros na boca todos eles estão jogados pela sala. O sofá está cheio de pessoas, m*l consigo enxergar a porta pela aglomeração de pessoas! O cheiro me incomoda, muitas gentes juntas esbarrando umas nas outras.
- Ai galera hora do som! - Henry grita.
Ele ligou o potente som que há em sua sala fazendo até as paredes tremerem. Coloquei a mãos nos ouvidos e desci as escadas indo em direção ao i****a Júnior.
- Que p***a você pensa que está fazendo? - Gritei.
- Eu ia para uma festa, mas você tirou minha chave, então eu trouxe a festa até mim. - Ele sorria.
- Não podia ir de ônibus? Sabe o que é isso? - Perguntei. - Nada de festas sua criança! Não entendeu isso?
- Porque não pega uma cerveja para mim?
- Não sou seu empregado.
- Tem que parar de me contrariar pobretão, eu sou seu chefe ainda não entendeu isso?
- Corrigindo, seu chefe é seu pai.
- i****a.
- Fala aí Henry. - Um garoto meio emo o cumprimentou.
- Fala aí Tony, trouxe o que mandei?
- Tá na mesa. - Ele apontou.
- Beleza.
- Quem é esse carinha? - Perguntou ele olhando-me de cima a baixo.
- Ninguém importante. - Henry deu de ombros.
- Vou conhecê-lo. - O emo com nome de Tony se aproxima de mim e me beija.
Sim. Me beijou. O beijo dele é rápido e de tirar o fôlego. Senti suas mãos descendo do meu pescoço até minha b***a e ele a apertou me fazendo soltar um gemido involuntário. Verdade seja dita, faz muito tempo que não fico assim com alguém e está sendo maravilhoso de ambas as partes. A língua dele é tão habilidosa que me deixa tonto, mesmo estando de olhos fechados. Consigo sentir seu aperto se firmando na minha cintura, depois nos meus ombros...
Uma mão no meu ombro, com força me separou do garoto que a segundo estava com os lábios colados nos meus. Henry está com o rosto vermelho e sugiro que seja vermelho de raiva.
- Que p***a Tony! Porque você fez isso? - Ele grita, mas parece que apenas eu e o garoto escutamos.
- Relaxa aí Henry-Tony levantou as mãos e rendimento-, eu levo ele para um dos quartos ou lá para fora e aí a gente fica mais a vontade, o que você acha bonitinho? - Ele me pergunta.
- Perfeito. - Peguei sua mão mas antes de sairmos Henry nos puxa de volta.
- Não vão a lugar nenhum! Aqui é a p***a da minha casa e se você quer ficar aqui, terá que se contentar em ficar com outra pessoa sem ser meu empregado.
Revirei os olhos na última parte.
- Tudo bem. - Ele suspirou. - Pego seu número depois, lindo. - Ele me deu um selinho e saiu dançando entre as pessoas.
- Que p***a foi essa? - Perguntei.
- Você está aqui para trabalhar não para beijar. Agora cai fora você não foi convidado.
Sai em direção à cozinha, eu não suportaria mais a cara desse i****a, queria dar um soco nele. Quando cheguei, encontrei Gabi em um canto da cozinha, a coitada estava espremida entre várias pessoas então a puxei para fora daquela casa, pelo menos nós dois ficaríamos longe daquela aglomeração.