Capítulo Três

1191 Words
Otávio Quem ele acha que é? Idiota, era só o que me faltava. - Otávio querido o que foi? - Lauren me pergunta. - Ah? Nada não senhorita Lauren. Eu estou apenas procurando as ferramentas para começar a trabalhar. Poderia me dizer a onde ficam? - Elas ficam na casinha de madeira perto da piscina. Pode ir lá, depois apareça para tomar um suco o sol está queimando.- Ela entra em casa. Muito bem essa família é muito esquisita, primeiro: Tom Henry Lamarte é um homem extremamente generoso e mais que isso, importante na sociedade, mas vive como se isso não lhe importasse. Segundo: Lauren Lamartine é uma mulher boa sim, mas às vezes aérea, já peguei muitas vezes ela olhando para o nada com o semblante pensativo e diria que ela se sente culpada de algo. Terceiro: Tom Henry Lamarte Júnior, o garoto não puxa em nada os seus pais, arrogância e despreocupação estão correndo pelo seu sangue a todo momento e ele parece querer pisar nas pessoas porque tem dinheiro, me perguntaria o que ele faria se perdesse a herança. Por um momento desejei que ele a perdesse. Andei até a casinha de madeira e a abri, várias ferramentas de jardinagem têm aqui, mas não é só isso há várias embalagens de camisinha também, não acredito que aquele i****a Júnior faz isso aqui. - Que nojo.- Peguei o que precisava rapidamente e saí daquele lugar. (...) Que perfeito! As árvores estavam todas aparadas e regadas, as flores estão todas plantadas e também regadas. Plantei algumas sementes perto do portão, pois aquela área é muito seca. Andei até o fundo da casa e entrei na cozinha onde Gabi uma das empregadas fazia o jantar. - Está fazendo o jantar? Que horas são? - Perguntei, pois, não havia visto o tempo passar. - São seis horas menino, e sim é o jantar dos patrões, mas eu tenho que fazer um prato especial para o senhor importante Júnior, ele não come certas comidas. - Gente rica. - Revirei os olhos -, Trabalha aqui há muito tempo Gabi? - Na verdade, não, apenas há alguns meses se não me engano. Eu fui recebida como você, tendo que aturar os mimos daquele rapaz. E sobre o vaso, eu já limpei os cacos. - Certo, obrigado. Eu tenho que ir para casa agora mesmo, apenas tenho que achar o senhor Tom. Sabe onde ele está? - Procure no escritório ele sempre ficar lá essas horas. Subi pela escada e caminhei naquele corredor imenso procurando o escritório dele, abri a porta de mais um cômodo é um quarto, um quarto vazio, mas há um retrato e uma almofada no canto da parede. Peguei a fotografia, é meio antiga. É de um bebê, parecia ter um ano, está sorrindo sem os dentes olhando para os seus pais: Lauren e Tom. Não dá para acreditar que o i****a Júnior foi essa criança tão fofa. - Otávio? - A voz do patrão. Saí do quarto rapidamente afinal eu entrei nele sem permissão, assim que saí ele acabara de subir as escadas. - Gabriela disse que está me procurando? - Ah! Sim sim, eu queria saber se tudo bem se eu for agora. - Porque eu sempre fico vermelho? - Ora, não precisa nem pedir seu horário de trabalho acabou agora mesmo. Aliás, amanhã a Gabriela te dará novas funções, tudo bem? - Claro. Ótimo, obrigado. - Sorri tímido. (...) Cheguei em casa e me joguei meu sofá, meu celular começou a tocar, minha mãe. - Oi mãe. - Oi? Otávio você sumiu por mais de dez horas e só diz oi? Eu quase morri do coração menino. Você tem o que jantar querido? - Tenho sim mãe obrigado, e a senhora tem algo? - Ora não estou jantando em casa, estou na casa do Jorge sabe? Aquele homenzão da última rua. - O seu Jorge? Mãe desde quando vocês estão juntos? Como eu não sabia disso? - Ora, eu não queria dar essa notícia agora estava muito cedo, mas agora você sabe e... eu quero que venha para nos três fazermos um jantar. O que acha? - Acho ótimo, só tenho que ver um dia para que não me atrapalhe no trabalho certo? Depois eu falo com a senhora agora deixa eu comer estou com fome. - Certo vá comer eu não quero ver você só ossos quando chegar aqui. Até mais filho. - Até mais mãe. Desliguei. Coloquei o celular na mesinha e fui para a cozinha, procurei um panfleto de algum restaurante estou com preguiça de cozinhar alguma coisa. Estou tão cansado. ********* Desliguei o despertador e me levantei. Corri para o banheiro e fiz minha higiene matinal. - Merda. - Grunhi quando derramei um pouco de café na roupa. Troquei a camiseta e olhei para o relógio, estou um pouco atrasado no meu segundo dia! MERDA MERDA MERDA... Entrei na casa encontrando o filho dos meus patrões na sala sentado no sofá com um rosto de deboche direcionado para mim, por um instante fiquei envergonhado. Irei me retirar, mas ele chama o meu nome e não posso fazer nada a não ser ir até ele. - Sim? - Meu pai pediu que você limpasse a piscina ainda hoje. Minha mãe vai receber algumas amigas aqui. - Tudo bem. - Dou de ombros e vou para o Jardim. A piscina está com poucas folhas e galhos acho que termino isso em minutos... (...) O Henry está na casinha de madeira procurando algo... a minha curiosidade aguçou então minha atenção foi toda para ele, o mesmo pegou o soprador de folhas e direcionou para o chão. Ele vai limpar as folhas? Muito pelo contrário. Ele jogou as folhas velhas que estavam no chão para a piscina, meu rosto ficou vermelho de vergonha e a risada dele ficou ainda mais escandalosa... assim que abri minha boca para reclamar ouvi o barulho de carro... os pais dele chegaram e por causa dele meu trabalho não está pronto. Quis xingá-lo de tantas maneiras que poderia fazer em ordem alfabética; mas a chegada de mulheres magnificas, não tinha outra maneira de descrevê-las, chegaram também. O i****a Júnior correu para dentro de casa deixando o soprador de folhas de qualquer jeito no chão - Otávio você não limpou a piscina? - Lauren me pergunta. Queria mesmo um buraco para colocar minha cabeça! Que vergonha! - Ainda não senhorita Lauren irei fazer... isso agora... licença... - Peguei o limpador novamente começando meu trabalho Enquanto fazia meu trabalho, de novo e de novo, olhei para o soprador de folhas que fora eixado ali de qualquer jeito na grama e ideias começaram a surgir, eu queria mesmo enfiar aquele negócio em um canto bem escolhido naquele homem. Tento respirar mais devagar e distensionar os músculos, misericórdia, eu queria esganá-lo por ter feito isso. Quando termino meu serviço ando para guardar tudo (inclusive o soprador), e muitas daquelas mulheres sorriram para mim apesar de não falarem nada, na verdade, sorriam e depois fingiam que eu era invisível e sinceramente, eu preferia assim. Andei para casa deles mesmo que meu rosto ainda não tivesse com a cor normal.
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