Capítulo 3 - Sebastian Morris

1235 Words
Não acredito que Chanel está me dando um gelo, faz quinze dias que tento falar com ela e sempre me dão uma desculpa. Ficou bem claro que ela está me evitando, até em seu prédio barraram minha entrada. Achei mais prudente dar um tempo para ela se acalmar, conseguirei explicar melhor a situação quando a poeira tiver baixado. Foi uma infeliz incidente ela ter visto eu com aquela modelo. Dormir com ela não significou nada para mim, foi apenas desejo passageiro. Porra*, eu sou homem. Sexo* é apenas sexo*. Amo a Chanel, sempre amei. Conheço ela desde a adolescência, e ela sempre foi tímida e recatada, a menina perfeita, fui e sou o único homem que ela teve em toda a vida. Chanel Overlord é o tipo de mulher pra casar, mas no quesito de prazer... bem, ela não é daquelas que te enlouquece na cama. Isso não é r**m, quero me casar com uma dama, não com uma v***a*, prefiro ela bem santa. Recebo uma mensagem do meu pai me chamando em sua sala. Fui até lá, sentando em frente à sua mesa. — Ficou sabendo que Charles nomeou Chanel vice-presidente?— Diz assim que me sento. — Não... — Como o namorado não sabe disso?— Ela avalia bem minha expressão. — Nós tivemos uma pequena briga, pai. — Pequena, Sebastian?— Meu pai se exalta.— Se você quer pular a cerca pelo menos não seja pego, Sebastian. — Foi só sexo*, aquilo não significou nada para mim, nem o nome da garota me dei ao trabalho de decorar. Logo Chanel me perdoará. — Não se consegue uma noiva igual a Chanel Overlord duas vezes. — Eu não a perdi para ter que conseguir outra. — Não é o que está parecendo. — Vou ir na empresa e me acertar com ela hoje mesmo. — Pra você estar inteiro ainda, a Chanel não contou para o pai que te pegou na cama com outra. O Charles é louco pela filha, nem sei o que faria com alguém que a magoasse. Todos sabiam que Charles Overlord fazia qualquer coisa pela filha, e que em breve todo o Grupo Overlord seria administrado por sua única filha e herdeira. — Não esqueça tudo que esse namoro significa para nós.— Meu pai acrescenta. Minha família tem um banco que não estava muito bem das pernas, os últimos anos não foram bons para nossos negócios. Meu namoro com a herdeira Overlord tinha sido nossa tábua de salvação, muitos conhecidos e clientes deles tinham negócios com nós. Sem falar que todos os financiamentos de imóveis para a Overlord Real State era feitos com nós. O Banco Morris vivia através da influência dos Overlord, isso nem meu pai podia negar. Era extremamente humilhante para mim admitir isso. — Eu conheço minha namorada muito bem e sei que ela vai me perdoar, apenas preciso fazer o momento apropriado acontecer. — Pense alto, Sebastian...— Meu pai levanta andando em minha direção.— Se aquela garota colocar os pés pelas mãos, você pode até conseguir o cargo de presidente. — Pai...— Suspiro.— Chanel é muito competente no que faz, era uma excelente diretora... — Sei, sei, Sebastian, mas ainda é uma mulher, e mulheres não foram feitas para liderar. Não tinha porque discutir com meu pai, só podia dizer que minha namorada era muito competente, disso não havia dúvida, o defeito dela era não saber se impor. Nisso Josefh Morris tinha razão, o conselho de diretores não ia aceitar tão fácil uma mulher como presidente, e aí minha doce Chanel podia acabar caindo do cargo, por não aguentar a pressão. Talvez aí conseguiria administrar o império Overlord. Podem pensar que estou com a Chanel por interesse, não é bem assim, claro esse namoro envolve muito dinheiro mas gosto dela. Quando conheci Chanel dez anos atrás me encantei a primeira vista, ela era linda, educada e delicada, demorei algum tempo para me aproximar por sua timidez. Seus pais a criaram numa redoma de cristal, em muitas coisas ela era ingênua. Pode-se dizer que ela é a personificação da perfeição, a coisa que mais me agradava é que Chanel era fácil de lidar, acho que isso é o resultado de ter nascido num berço de ouro. O problema s****l* resolvi com pequenas aventuras, nunca foi minha intenção que isso chegasse à ela, preciso fazer ela entender que sexo* é diferente de sentimentos. Pra mim essas coisas não significaram e nunca vão significar nada. Passo em uma floricultura, rosas vermelhas são uma boa opção para amolecer o coração de uma mulher. Chego na portaria e a recepcionista me barra. — Sabe quem eu sou?— Tento conter minha raiva.— Sou namorado da Chanel, Sebastian Morris. — Desculpe senhor Morris, são ordens.— Ela tenta se explicar.— Qualquer visitante da senhorita Chanel tem que ser anunciado antes, devido as reuniões. Fazer um escândalo aqui não irá me ajudar a ser recebido por ela, apenas aceno que sim. Ela faz uma ligação, pedem para aguardar um pouco, após alguns minutos me liberam para subir. Chanel já está na sala da vice-presidência, fiquei sabendo que a festa de comemoração será daqui vinte dias. Tenho que me acertar com ela até lá, estar ao lado dela durante esse momento será muito bom para meus negócios. O novo escritório é impecável, tão espaçoso e luxuoso quanto o escritório de Charles. Sou recebido por Micaela, a secretária dela, ela me cumprimenta me levando para o escritório da Chanel. Ela está sentado em sua mesa, com a cidade de Nova York emoldurando a cena. Micaela, coloca os papéis na mesa dela, se pondo ao seu lado. Chanel levanta o olhar para mim, abro meu melhor sorriso que sempre a faz suspirar, só que dessa vez os olhos verdes dela são indiferentes. — Por favor seja rápido senhor Morris, estou muito ocupada. Chanel nunca falou comigo desse jeito. — Pode pedir para sua secretária sair, nosso assunto é particular.— Peço. — Como falei estou ocupada, só posso lhe ceder cinco minutos do meu tempo, então não tem necessidade de Micaela sair. Fico estática com a resposta que recebo, a secretária me olha com asco, será que Chanel contou algo para ela? Não sabia que eram tão próximas. Calma, Sebastian, Chanel sempre foi alguém fácil de levar. Entregue as flores e faça uma cara de cão arrependido, ela logo amolecerá. — Querida, trouxe flores.— Mostro o buquê.— Não foi bem o que pareceu naquela noite, deixe eu explicar. Chanel levanta, pegando o buquê, sabia que isso ia funcionar. Ela joga as flores no lixo, fico de boca aberta. — Tem mais algo para dizer? — Ela pergunta. — Vamos conversar, Chanel, por favor me escute. — Vai falar o quê?— Ela questiona. — Temos que conversar, nós namoramos faz sete anos, não podemos jogar tudo isso fora.— Pego seu braço. — Só tenho uma coisa para falar, nosso namoro terminou, por favor saia da minha empresa.— Puxa seu braço. Ela caminha para sua mesa, tento a pegar novamente, Micaela se coloca entre nós. — Por favor se retire, senhor Morris, senão terei que chamar os seguranças. Fico olhando para Chanel, mas ela não fala nada, saio dali. Estou meio desnorteada, essa não era a Chanel que conheço. O que aconteceu hoje? Chanel nunca me tratou assim... * Me siga no i********:* @ange.pontes
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