CAPITULO 39

1609 Words
LOUISE SANTORO — Vocês são loucas! Eu disse que não estava grávida. Agora vamos, Helena, eu te deixo em casa. Eu não sei explicar, mas estou chateada. Por quê? Eu também não sei. Não me sinto pronta para ser mãe, mas só a hipótese de que eu poderia estar grávida, de alguma forma, fez algo em mim desejar isso. Deixo a Helena na casa do Klaus e vou para casa descansar, já que, mais tarde, iremos sair para dançar todos juntos. CAIO: — Chegou cedo. Assim que adentro a casa, tenho a visão do meu marido só de calça de moletom, comendo algo com tanta vontade que cheguei a ficar com inveja daquela colher. CAIO: — Louise, está me ouvindo? — Ah, sim, estou sim! É que eu... ah, bom, preciso de um banho, é isso, vou tomar banho. Saio praticamente correndo da sala; com certeza estou vermelha igual a um tomate. Entro no chuveiro e coloco a água no gelado. Sim, estou extremamente excitada, e tenho certeza de que o Caio percebeu isso. Passo um tempo embaixo da água fria, mas nem isso está sendo suficiente para baixar o fogo que se instalou no meio das minhas pernas. Ainda de olhos fechados, sinto um par de mãos me abraçar, e o cheiro familiar denuncia a pessoa. CAIO: — Está precisando de algo, Senhora Santoro? A voz do Caio me deixa ainda mais quente. Ele sabe o que eu preciso, mas parece que me ouvir pedir, de alguma forma, nos excita. — Sim, Senhor Santoro, preciso, mas não sei se você pode me ajudar. Caio me prensa na parede e morde o lóbulo da minha orelha, me torturando. CAIO: — Sério? Isso é uma pena, estava disposto a te ajudar com qualquer coisa. — Jura? Eu posso pedir qualquer coisa? CAIO: — Te dou carta branca. Chego bem perto do seu ouvido e faço meu pedido: — Eu quero que você me coma como se eu fosse a última refeição que você vai fazer na vida! Caio me vira de costas, prensando-me novamente na parede do box, encaixa-se e me penetra sem medir forças. O gemido de dor e prazer que sai dos meus lábios é como combustível para ele me f***r mais rápido. É doloroso, mas tão gostoso... eu quero mais, eu quero tudo e peço. — Ahh, assim, me fode! CAIO: — Era isso que você queria, né, sua safada? Ele continua me penetrando com força até que sinto minhas paredes se contraírem. — Caio, eu vou gozar! CAIO: — Goza para mim, Louise! Eu g**o tanto que me sinto tonta, mas não tenho tempo para me recuperar. Ele continua me fodendo, agora em busca do seu próprio prazer. Sinto seu m****o pulsar dentro de mim e, nessa hora, ajoelho-me e chupo-o com força, usando as duas mãos. Ele se derrama todinho dentro da minha boca; olho dentro dos seus olhos e engulo tudinho, sem deixar escorrer nem uma gotinha. — Precisamos fazer isso mais vezes. CAIO: — Por mim, a gente transava toda hora. Eu amo todas as suas versões, mas essa é muito mais gostosa. Terminamos de tomar nosso banho e deitamos para descansar. Chegamos à boate e ela já está lotada. Acabamos dormindo demais, então já está todo mundo aqui. HELENA: — Uau! Como você está gata, amiga! — Olha quem fala, você está um arraso! HELENA: — Só preciso ganhar mais um pouco de peso, estou muito magra. — Cadê a Bea? HELENA: — Deve estar se matando com o Enzo em algum lugar dessa boate. Esses dois só vivem assim. Uma coisa que achei ótima: Helena e Bea se tornaram boas amigas. Acho bom para a Helena e para a Bea, que era tão fechada. BEA: — Enzo, eu já falei, você não manda em mim! Para de ficar me seguindo e me dando ordens, deixa de ser insuportável, cara! Isso só pode ser carma. ENZO: — Não mando em você ainda, Beatrice, mas daqui a alguns dias quero ver você dizer isso na minha cara. Enzo se senta ao lado do Caio com a cara de poucos amigos. Só rindo mesmo. HELENA: — Vamos para a pista de dança, que hoje eu quero sair daqui com as pernas doendo de tanto dançar. Descemos eu, Helena e Bea para a pista. HELENA: — Não dá para vocês viverem assim para sempre, você sabe, né? BEATRICE: — Eu sei, mas eu não vou viver sendo controlada pelo Enzo! Ele implica até com os meus sapatos, Lena. Eu amo saltos altos e a briga de hoje foi exatamente por isso. — Bea, sei como é conviver com esses homens. O melhor a se fazer é fingir que não se importa com eles. Eles são acostumados com mulheres submissas que fazem tudo o que eles querem, e como nós não somos assim, eles surtam. Ficamos bastante tempo na pista dançando e bebendo. A Bea estava tão bêbada que resolvemos subir para o camarote novamente; agora ela está apagada, deitada no colo do Enzo. — Eles formam um casal tão lindo. O jeito que ele olha para ela é único. HELENA: — Só precisam parar de brigar por nada, né? E o que está acontecendo, Louise? Você está chorando? Kkkk, meu Deus, é melhor o Caio te levar para casa, você já está bêbada, kkk! CAIO: — Vamos, amor, já está bem tarde e a senhorita já bebeu demais. Vamos, Helena, eu te deixo em casa. Caio me pega no colo como se eu não pesasse nada. Chegando na garagem, ele abre a porta do carro e me coloca dentro com uma delicadeza... simplesmente perfeito! CAIO: — Entregue. HELENA: — Obrigada, tchau, amiga, e obrigada por hoje. Helena se despede, mas estou com tanto sono que nem consigo responder. Chegamos em casa e Caio entra comigo no colo, me deposita na cama, tira minha roupa e sinto seus olhos me observarem, mas não é com malícia... não sei explicar, mas tem algo bem maior que desejo. Acordo e o quarto está mergulhado na completa escuridão. Tento me levantar, mas minha cabeça está superpesada. Obrigada, gim, pela ressaca! Me forço a sair da cama; hoje tenho aula, preciso entregar um trabalho e depois ajudar minha sogra na fundação. Faço minha higiene, visto uma calça cargo, blusa de manga comprida lilás e tênis. Preciso estar confortável, pois hoje o dia vai ser corrido. Pego minha bolsa, já coloco a roupa da academia e desço. Já são nove horas; droga, estou atrasada para a faculdade! MARINA: — Bom dia, menina. O Senhor Santoro saiu e pediu para não te acordar. — Bom dia, Marina, obrigada. Hoje não almoçarei em casa, vou almoçar com a minha sogra, então não precisa fazer almoço. Beijos, até mais tarde. Dou um beijo em sua cabeça e corro para a garagem. Chego na faculdade e perco a primeira aula, mas o restante da manhã passou tranquila. — Olá, Dona Amélia, desculpa a demora. Estava entregando o trabalho e o professor passando algumas instruções, fiquei sem graça de não parar para ouvir. AMÉLIA: — Que nada, minha filha, está tudo bem, eu acabei de chegar também. Entramos em um dos orfanatos que a família do Caio financia e fico tão impressionada com o lugar, tudo de uma qualidade incrível. AMÉLIA: — Olá, Lila, essa é minha nora, Louise. Louise, essa é Lila, ela é diretora do orfanato. O jeito que a tal da Lila me olha não me agrada nem um pouco. LILA: — Olá, Louise, seja bem-vinda. AMÉLIA: — Mostre para a Louise todo o lugar, eu irei até o berçário e encontro vocês lá depois. LILA: — Claro, Dona Amélia. Então, Louise, aqui cuidamos de mais de trezentas crianças; esse é o máximo por orfanato. Somos uma rede de trinta orfanatos espalhados pelo mundo, nossa intenção é alcançar mais países. Aqui, nosso objetivo é facilitar a adoção e garantir que as crianças adotadas estejam em um lar digno. Continuamos caminhando e a Lila vai me explicando como funciona tudo. Passamos por várias salas até chegar em uma que prende minha atenção. A cena que se desenrola na minha frente faz borboletas voarem pelo meu estômago: tem cinco crianças, que não devem ter mais que cinco anos, sentadas em uma mesa pintando e, junto delas, está meu marido com um sorriso que ilumina um planeta. A interação dele com as crianças é incrível. Fico paralisada olhando para ele até que ele nota minha presença. CAIO: — E aí, como está a cabeça? — Melhor do que eu mereço. Não sabia que gostava de criança. CAIO: — Eu amo crianças, a inocência delas me faz esquecer o mundo em que eu vivo. LILA: — Bom dia, Caio, não sabia que estava por aqui; se soubesse, teria vindo te acompanhar pessoalmente. Que descarada! A p**a nem disfarça, está dando em cima do meu marido na minha cara. CAIO: — Obrigada, Lila, mas eu conheço esse lugar como a palma da minha mão, acho que não preciso de guia. Toma, vagabunda descarada! CAIO: — Vem, amor, vamos ao berçário, depois vamos almoçar com a mamãe. Dou mais uma olhada para a p*****a, que ficou tão sem graça que nem respondeu. — Até mais, Lila, e obrigada pelo tour. Dou um sorriso bem debochado para ela, que fecha a cara para mim. AMÉLIA: — Oh, meu filho, não sabia que estava aqui. CAIO: — Cheguei agora há pouco, vim buscar vocês para almoçar. AMÉLIA: — Claro, meu filho, será um prazer. O que achou, Louise? As crianças não são encantadoras? Sinto uma tontura muito forte e não vejo mais nada, só ouço a voz do Caio me chamando.
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