Capítulo Sete

978 Words
Alan respirou fundo e viu o pai parado olhando para eles. Ana ficou muito envergonhada estava prestes a beijar um padre e o pior era que ela desejava muito esse beijo ficou tão desconcertada que saiu dali o mais rápido que pode sem falar com ninguém. Alan ficou frustado, decepcionado e irritado com ele e com o pai, sabia que o que estava prestes a fazer era muito errado, mas não conseguia controlar a vontade que tinha de ficar perto dela, viu como ela tinha ficado envergonhada e saiu correndo se sentiu culpado olhou o pai e viu que ele o encarava. Alan: Eu posso explicar. Alonso: Eu realmente gostaria de ouvir uma explicação. O que está acontecendo entre vocês? Alan: Eu não sei, só sinto uma vontade enorme de ficar perto dela, de protegê-la. Desabafou Alonso: Ela mexe com você né! Disse se sentando ao lado do filho. Alan: Muito, mais até do que eu gostaria. Confessou Alonso: Sabia que isso um dia iria acontecer. Alan encarou o pai - Ser padre nunca foi sua vocação, meu filho, você não quis isso, só se adaptou a essa vida, você sempre soube que eu e suas irmãs fomos contra essa decisão, porque a vida que você tem, não foi a que você escolheu. Alan: Eu sou feliz assim, pai. Alonso: Não é, pare de mentir para si mesmo, se essa fosse sua escolha , seu desejo, se sentiria completo e feliz, essa moça não mexeria com você. Ela mexe com você, porque é o tipo de garota que você quis a vida inteira, é o tipo de namorada, esposa e mãe dos filhos que você gostaria de ter, não minta pra mim, eu te conheço. Alan: Não posso, pai. Ela não é pra mim e eu não vou largar o sacerdócio. Alonso: E vai viver os sonhos dos outros e deixar os seus? Você está se apaixonando por essa moça e quando se ser conta disso, pode ser tarde demais para lutar pelo que realmente quer. Pensa nisso. Alan viu o pai sair e o deixar ali pensando em tudo, não queria admitir para si mesmo que a vida que levava não era o que o fazia feliz, mas Ana poderia ser somente uma tentação uma forma dele ser provado, de ser testado pela sua fé, e quase esteve a ponto de cair em tentação, colocou na sua cabeça que toda essa conexão entre ele e Ana deveria ser uma obra do maligno para o desvirtuar do seu caminho, ele queria acreditar nisso e ele conduziria aquela falsa verdade de todas as formas para não fazer algo que se arrependesse, por isso entrou dentro de casa e foi direto para o seu quarto rezar, ele precisava disso, precisava tirar da sua cabeça aquela mulher, aquele quase beijo e todos os pensamento obscenos que ele estava tendo com ela. Só saiu para o almoço, ele nem conseguia a encarar fugia de todos os assuntos que o levasse a interagir com ela, claro que nada passou despercebido por Linda e Alonso, que lamentou ao ver a fuga do filho. Ana se sentiu muito m*l ao ver como Alan havia ficado perturbado com o que tinha ocorrido, nem conseguia encarar o pai dele, mas pior do que a vergonha era a mágoa que sentia ao ver o quanto ele estava fazendo de tudo para ficar longe dela, o fato de não a olhar e não participar da mesma conversa que ela, se sentia como se cometesse um crime e agora estava sendo repudiada, isso a fez tão m*l que queria correr dali para chorar, sabia que estava gostando dele e não poderia jamais ter aquele homem, ele pertencia a Deus, os sentimentos foram se embaralhando, a mágoa, a culpa, a dor, o arrependimento, tudo misturado e ficar naquela casa, com a família, com ele, sentindo cheiro dele e revivendo cada momento que teve ao lado dele a causou um desespero que de repente já não conseguia mais ficar ali, estar ali a fazia m*l, engoliu a vontade de chorar e permaneceu calada, queria fugir dali, sair correndo e chorar, mas não poderia bancar a adolescente desesperada e sair da mesa correndo, ela teria que esperar o almoço terminar e inventar uma desculpa qualquer para ir embora e deu graças a Deus quando o almoço terminou, Alan nem m*l terminou o almoço e foi para cozinha ajudar a mãe com as louças do almoço inventou qualquer coisa para ficar longe dela, claro que ela já havia percebido isso, e por mais que doesse ela não ficaria ali para tirar a privacidade dele com a família, ela era a intrusa e não ele. Ana: Lin, eu já vou! Linda: Mas já? Está cedo ainda! Se lamentou Ana: Preciso ir, fiquei de buscar meu pai na casa de um amigo. Mentiu já querendo ir embora. Linda: Mas Ana, está tão cedo ainda, eu pensei que íamos passar a tarde juntas. Ana: Eu preciso mesmo ir. Linda: Tudo bem! Se Despediu dos que estavam na sala e saiu o mais rápido que pode daquela casa, nem abraçou Linda direito só queria ir embora. Assim que entrou no carro bateu no volante com toda força que tinha Ana: Burra, Burra, Burra, isso que sou, uma i****a. Disse deixando as primeiras lágrimas escorrerem. Já Alan olhava da janela da cozinha o carro dela, não conseguia enxergar o choro dela. Sua mãe já tinha se retirado dali e ele viu o pai entrar. Alonso: Você a magoou. Disse direto Alan: Pai... ele ia se justificar, mas o pai não permitiu Alonso: Covardia não é algo que Deus admira, reveja seus conceitos. Disse saindo e deixando o filho perdido sem saber o que fazer. Pior do que ser covarde era saber que tinha magoado Ana. Alan: Me perdoa, Ana, mas eu não posso! Disse para si mesmo em sussurro.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD